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sexta-feira, 3 de julho de 2009

A Vida do Apóstolo Paulo Narrada por Ele: Do meu Próprio Punho

Meu nome é Saulo de Tarso

Eu gostaria primeiramente de me apresentar para as pessoas que vão ler sobre a minha vida, sobre a minha história. Na verdade na minha cultura se dá muito valor para as genealogias para as histórias e para vida das pessoas.

Eu sei que você está curioso ou ansioso para saber do meu [1]próprio punho a minha história de vida e como foi o meu envolvimento com o cristianismo e a minha total entrega para o serviço cristão, já que durante tanto tempo fui fariseu da aristocracia judaica e quanto a Lei mui zeloso.

Antes de eu narrar isso que eu chamo de aventura da fé porque muitas pessoas da minha época me chamaram de louco em virtude da minha posição cristã eu sou completamente grato a Deus pôr esse momento especial. Eu sempre frisei de maneira muito clara que a graça de Deus é algo formidável e que Jesus Cristo é o centro de tudo.

Pôr isso eu quero louvar o seu nome antes de falar de mim e dizer como ele pela sua infinita graça usou a mim para proclamar o seu reino entre as nações, eu o maior dos pecadores que fui perseguidor da igreja nos primórdios daquele santo movimento. Para as pessoas que não me conhece o meu nome é Saulo e alguns dizem “Saulo de Tarso[2]”.

Minha mãe e meu pai me deram esse nome em homenagem ao primeiro rei de Israel chamado Saul filho de Quis[3]. Fui circuncidado ao oitavo dia como todos os meninos judeus da minha época, meus pais relataram que o cerimonial foi acompanhado de festa, presente e gratidão a Deus.

Meu nome latinizado é Paulus,mas Saulo era o nome usado em casa, isso servia para ressaltar minha herança judaica em meio ao mundo gentílico que me cercava não somente a mim mas muitos judeus. Por causa da minha educação eu falava o grego e tinha conhecimento do latim , todavia minha herança judaica era o aramaico a língua da Judéia na qual falávamos em casa que deriva do hebraico.

Eu gosto de contar sobre o meu passado pois ele é marcado pela intervenção de Deus sobre o seu povo no Egito terra da escravidão. A nação de Israel era divida em 12 tribos que formavam o povo de Deus o povo da aliança. Eu pertenço a tribo de Benjamim[4] e meus pais colocaram o meu nome de Saulo em virtude do Rei Saul que pertencia também a essa tribo.

Outra coisa importante ressaltar aqui como fonte de conhecimento as gerações mas novas é que Saul na minha cultura e língua significa Querido. A história dos meus antepassados é muito rica em detalhes e marcada pela soberania de Deus e quando eu me lembro disso os meus olhos ficam cheio de lágrimas meu coração acelera, minha língua fica presa e minha boca fica ressecada. Benjamim que deu o nome para a nossa tribo foi o último dos patriarcas que compôs as 12 tribos de Israel ele nasceu na jornada dolorosa do regresso de Jacó para Canaã, já os outros filhos nasceram em Padã Arã, nordeste de Canaã terra de Labão. Benjamim nasceu no caminho de Efrata que é Belém cidade natal de Jesus Cristo[5].

Raquel mãe de José e Benjamim entrou em trabalho de parto neste local e a tradição diz que foi penoso aquele momento, a parteira cheia de fé animou Raquel dizendo “não temas, pois ainda terás este filho” porém ela não conseguiu sobreviver aquela hora e morreu ali mesmo diante da dor e sofrimento. No seu último suspiro ela colocou o nome dele de Benoni “filho da minha dor”, mais seu pai Jacó mudou chamando de Benjamim que quer dizer “filho da mão direita” [6].

Para o patriarca Jacó a morte de Raquel filha de Labão veio com amargor em meio a jornada sofrida, o soprar das árvores, o canto do cisne e o cansaço da viagem sem a mulher do seu amor juvenil, trouxe tristeza para o guerreiro Jacó que agora não tinha mas em seus braços a mulher amada que fez o patriarca trabalhar com ardor durante 14 anos como paga para Labão pelo seu amor.

Em meio a viagem difícil Jacó sepultou sua esposa no velho caminho rumo a Efrata findando para sempre um amor antigo. Minha vida e minha história estão completamente ligadas às tradições judaicas em meio ao mundo greco-romano. Fomos criados com este perfil e zelo religioso que banhou a minha vida até o encontro com Cristo crucificado na estrada de Damasco.

Capítulo do livro que o Pastor Carlos Lopes está escrevendo sobre a vida do Apóstolo São Paulo: Do Meu Próprio Punho

Pr.Carlos Augusto Lopes
Teólogo


[1] Usei o termo do meu próprio punho pois várias vezes o Apóstolo Paulo usou nas suas cartas como em I Cor.16.21;Gl.6.11;Cl.4.18; IITs.3.17;Fm.19
[1] Atos 9.11
[1] A saga do Rei Saul está escrita em I Samuel cap.9 até 31. O nome Saulo é um nome judaico
[1] Paulo em suas cartas deixou claro que ele era da tribo de Benjamim “Rm.11.1; Fp.3.5”.
[1] Em Gn.35.21-26 alista os nomes dos filhos de Jacó que formam as 12 tribos.
[1] Em Gn.35.16-20 narra o drama de Raquel e o nascimento conturbado de Benjamim

sexta-feira, 17 de abril de 2009

COMPLETANDO 16 ANOS DE CASADO: PRETO NO BRANCO , BRANCO NO PRETO- HÁ HISTÓRIA DE UM CASAMENTO- POESIA, PIEDADE E LIBERDADE.

Familia de fato é um dom de Deus e um privilégio para a raça humana. A família é a celular mater da sociedade e o primeiro núcleo social do indivíduo. Eu, Gosto de meditar, de estudar, de fazer teologia, de pregar, de dar aula, realizar palestra, aconselhar, escrever.

Mas gosto de ficar com a minha família e me recolher para a quietude barulhenta do meu lar que tem caractéres restaurador, sanador e de refúgio em meio ao agitado mundo contemporâneo.

É justamente ali " em família" ao lado de Cida e Vitor que não existe máscaras pois, somos o que somos, gente, que chora, que rir, que se irrita, que perdoa, que ama, que abraça, que sofre, que fica acanhado, que poetiza e que não consegue perpetuar o individualismo tão pulsante em nossa geração, pois familia é justamente o coletivo, des da pasta de dente até o sabonete tudo é incomum, a mesma alimentação, o mesmo teto os mesmos desafios e por ai vai.


Vitor Augusto já está com sete anos e logo vai fazer oito, me lembro quando estava na minha casa em meu periodo de estudo teológico no Seminário quando Cida minha esposa foi na cidade de Altônia, proximo do Paraguai e de Mato Grosso onde morávamos fazer o "exame", quando chegou perto do refeitório entre a pracinha que cruza a frente da nossa casa, num gesto de triunfo bradou: " "estou gravida", e eu sem jeito com alegria no rosto agradeci a Deus autor da vida.

A Cida naquele último ano de Seminário fez sua monografia grávida e se formou gravida. A minha Monografia foi sobre " A Igreja Cristã e o Tratado do Sermão do Monte" já a dela foi sobre " A Graça um Caminho de Liberdade" e de fato foi a graça de Deus que fez ela chegar até o fim daqauele projeto de estudos, prestes a ter um filho amado.

Os amigos do Semib brincavam ... vai levar para o Sul dois diplomas " um Teológico" e o outro de "Mãe e de Pai". De fato o tempo passa, mas a vida familiar sem dúvida é uma escola cuja a diplomação não se consegue em quatro anos acadêmicos, pois ela se mistura com a hermenéutica da vida e a vida é uma escola e a familia a grande pedagoga. De fato agradeço a Deus por minha família e acima de tudo por ela pertencer a grande família da fé.

Eu e Cida aqui nas bandas do Sul rompemos com status quo no que tange as rudes tradições "afro- branqueza". Quando ela já estava na fé em Cristo eu ainda andava pelos bastidores da velha vida mundana e não conhecia fé alguma.

Quando cheguei na igreja ela a muito tempo já estava servindo a Cristo. Ela já tinha um curso universitário e era aplicada e metódica em seus estudos e afazeres . Ela era Branca e eu Negro. Ela era viúva e , eu antes de conhecer a Cristo só namorava. Ela tinha uma filhinha " Gaby" , e eu a tive como minha filha.

Eu e Cida nos casamos em 1993, e para a alegria de todos era o dia mas frio do ano, mas para nós o dia mais especial pois estava marcado pelo proposito maior de Deus nas nossas vidas. Naquele dia do casamento consegui uma moto emprestada e corri de um lado para outro para deixar tudo certinho. Depois de fazer tudo fui para casa me arrumar e quando fui fazer a barba me cortei e por concidencia sujei a camisa de sangue e a bendita borboleta que vai na gola para combinar com o manto em forma de cinta da cor vermelha sumiu, tive que correr na vizinhança atrás de uma borboleta e consegui uma preta

Para ir para a igreja combinei com o meu primo Orlando para me levar e ele chegou lá com seu fuscão Fafá e lá fomos de fusca para a igreja cheio de moral e palidamente nervoso. Eu poderia cantar a música antiga do Rebanhão " Eu, era magro que dava dó", usava um óculos esquisito e meu cabelo era no formato de quadrado que na época era um charme rsrsr.

Cida, estava todo bonita, bem arrumada, bem maquiada coisas de mulher , mas não chegou de fusca como eu. A igreja Velha estava cheia, o irmão Gerson Samuel cantou, Pr. Bartolomeu de Andrade fez a Cerimônia e o irmão Zé da Lomba fez a filmagem.

O fotógrafo era todo atrapalhado estava no tempo do laminaço e toda vez que mudava a lamina fazia um barulhão e no final quando estavamos batendo as últimas fotos no ASES ' associação da Eletrosul" naquele frio que quase ficamos encarangados, ele e seu filho discutiram rsrsrs. O album das fotos só pegamos uns dois anos depois com muito sacrificio rsrsrs.

Gaby, bem pequena levou as alianças e no meio da cerimonia quase desmaiou de fome, pois não consegiu comer nada antes do casamento é que a irmã Lídia " In memorian", tinha feito uma dobradinha saboreosa. Eu adorei mas criança sabe como é as vezes não gostam das coisas boas da vida rsrsrs

Falando um pouco da Gaby, ela sempre foi fiel a Deus, sempre na igreja, foi para o Seminário com a gente e lá absorveu de fato a fé Cristã, viajou com a gente por vários lugares daquele Paraná e Paraguai fazendo evangelismo através da dança. No Seminário dançava coreografia e quando voltamos para Tubarão fundou o Grupo Grande Expressão de dança, também viajou pelo Rio Grande do Sul evangelizando através da dança. Entrou na Universidade " Unisul", e se formou como Enfermeira, casou com o jornalista Ricardo Dias ministro de Louvor da ADI e hoje é enfermeira chefe do Hospital de uma cidade aqui próximo e faz pós-graduação em obstetria em Curitiba sendo sempre fiel a Deus.

Voltando um pouco para o meu casamento nossa Lua de mel foi na praia histórica de Laguna(SC), mas o frio e a chuva desafiou a nossa fé, arrumamos emprestado o apartamento de uns amigos de cobertura " chic" mas em todo prédio só estava a gente, era o rigor do inverno e o vento que soprava lá fora fez eu fazer o convite para o casal que nos levou.


" Quem sabe voces dorme aí", na verdade estava meio cabrero como diz o mateiro em ficar ali sozinho em meio a quietude da madrugada que já tinha chegado, o Sander até achou a idéa boa mas sua mulher Ana Lúcia sábia rsrs logo disse " que é isso rapaz", rsrs.

Não tinhamos dinheiro para levar para a lua de mel e então levamos algumas comidas do casamento " churrasco, maioneses, pedaço de bolo, refrigerante" etc. Mas quando estavamos saindo uma irmã colocou no bolso do meu paletó um cheque, estava louco para ver o valor mas seria precipitação, mas no caminho não aguentei a curiosidade e olhei " Ó Gloria!", era o dinheiro para a gente passar a lua de mel, ele veio de Deus que usou aquela irmã para nós abençoar

Olhei para o churrasco frio, a maionese fria do outro dia e olhei para o cheque e disse: Cida vamos almoçar fora eu pago, e lá fomos nós almoçar fora com a benção que Deus tinha dado. Eu mandei fazer para mim um casacão preto de lã para passear com a cida a noite, a irmã Salete no final me deu de presente. Lá estava eu, todo exibido com o casacão preto como um turista chicano latino americano de uma cidade ao lado. A cida tinha comprado uma camisa listrada do tempo do "épa", mas para a época era moderna rsrsr, meu casacão preto doei para um africano quando veio estudar no Brasil.
Assim ficamos uma semana na Laguna, andamos pelo calçadão deserto, passeamos pela praia solitária, tiramos fotos e na época não era digital mas Kodak emprestada, passeamos na parte velha da cidade da Laguna, fomos no museu Anita Garibaldi e por fim fomos no Farol de Santa Marta para conhecer " se bem que já conhecíamos mas no inicio do casamento tudo é bom", mais numa bobiada perdemos o buzão e lá ficamos a tarde inteira esperando o bendito ônibus que só passava duas vezes ao dia.

Quando chegava a noite, sozinho naquele predio, fechavamos tudo, des da porta lá embaixo até a porta do quarto rsrs, será que era medo? Neste tempo fiz uma música para a Cida " Preto No Branco" e essa poesia musicada, por muitas vezes cantamos.

Naquela Laguna celebramos a Cristo, Celebramos a Vida, Celebramos a nossa União, Celebramos a Graça derramada, Celebramos o rompimento do preconceito, Celebramos a Deus, que nos tinha chamado para uma nova vida com Cristo, de fato é Deus que escreve a nossa história, Ele é o cineasta do grande cenário da vida, Ele é o Soberano Senhor de tudo, pois tudo inicia NELE e se finda NELE Ele é a nossa panacéia.

Quando acabou a Lua de Mel viemos de "Alvorada" ônibus comum na nossa região que apelidaram de alvoraçada, cai na besteira de perguntar para o cobrador qual era a nossa poltrona e o rapaz sorriu dizendo quem sentar primeiro pega rsrsrs

Aquela viagem de Alvorada que era além de tudo um ônibus pinga a pinga, era a nossa história iniciada, era a nossa história que começava como um retrós que vai desenrolando na divina comédia humana.

Aquele ônibus simples de banco duro, motor barulhento, lotado de gente simples que de dez em dez minutos parava, foi o nosso trans atlantico, melhor que o Titanic que afundou, melhor que o chiquismo do casamento da princesa Dayna, pois todos naufragaram no grande mar da vida, das surpresas e das ilusões.

Deus, nos chamou para a celebração, seja ela em qualquer lugar des de que Jesus esteje na frente e que esteje guiando a nossa vida a nosa trajetoria seja plataforma ministerial, conjugal, familiar etc. pois, de fato quando Deus norteia a nossa existência estamos seguros em tudo então podemos dizer e poetizar como disse o médico e missionário inglés David Livingstone "Sem Cristo nenhum passo , Com Cristo a qualquer lugar"

Deus o Todo Poderoso armou uma tenda para mim e para a cida compartilhar a vida "chamado familia", como também para todos os seus servos espalhados no mundo inteiro e o incrível disso tudo é que cada um tem uma história diferente para ser narrado com graça e singeleza diante de Deus e dos homens. Agora já 15 anos de casamento e basicamente 18 anos que nos conhecemos de fato o tempo passa mais nosso amor permanece pela graça de Deus.

Pastor Carlos Augusto Lopes

















quinta-feira, 5 de março de 2009

QUEM SOU EU?

DIETRICH BONHOEFFER
Foi enforcado na Alemanha no período do nazismo, ele era pastor, pensador, poeta e teólogo e se opôs ao sistema déspota de Hitler

Quem sou eu? Muitas vezes me dizem
Que eu sairia do confinamento da minha cela
Calma, alegre e firmemente,
Como um cavaleiro vindo de sua terra natal.

Quem sou eu? Também me dizem
Que eu falaria com os meus carcereiros
Livre, clara e amigavelmente,
Como se me coubesse comandar.

Quem sou eu? Também me dizem
Que eu suportaria dias de má sorte
Uniforme, sorridente, orgulhosamente,
Como alguém habituado a vencer.

Sou realmente isso tudo o que os outros dizem?
Ou sou somente o que sei de mim,

Inquieto, anelante e enfermo, como pássaro na gaiola,
Lutando por conseguir respirar como se mãos
Estivessem comprimindo a minha garganta,

Anelando por cores, por flores, pelas vozes das aves,
Sedento de palavras bondosas, de urbanidade
Tremendo impotentemente por amigos a uma distância infinita
Fatigado e vazio na oração, no pensamento, na realização,
Desfalecido e pronto a dizer adeus a tudo?

Quem sou eu? Este ou aquele outro?
Sou uma pessoa hoje, e outra amanhã?

Sou ambas ao mesmo tempo? Um hipócrita perante os outros,
e diante de mim mesmo um fraco desprezível e desolado?
Ou ainda há dentro de mim algo como um exército batido, fugindo
Desordenadamente da vitória já obtida?

Pastor Carlos Augusto Lopes
Teólogo

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

F.B.MEYER: SERVO, MESTRE, PASTOR E EXPOSITOR BÍBLICO


F.B.MEYER foi Pastor, pregador, autor de numerosos livros, mestre notável das Escrituras. Um dom dado à igreja de Cristo.

Um piedoso prático

Frederic Brotherton Meyer foi um dos pregadores mais amados do seu tempo, e por mais de 20 anos expositor da Conferência de Keswick. Spurgeon dizia dele: "Meyer prega como um homem que viu Deus face a face".

Influência familiar

F. B. Meyer nasceu em Londres em Abril de 1847, no seio de uma família cristã de origem alemã abastada e devota. Uma das avós exerceu uma especial influência sobre ele. Estudou no Brighton College e graduou-se na Universidade de Londres em 1869. Estudou teologia no Regent's Park College, Oxford.

Meyer começou a pastorear Igrejas em 1870. O seu primeiro pastorado foi na Capela Baptista de Pembroke em Liverpool.


Contacto com D. L. Moody

Sendo pastor na Capela Baptista de Priory Street, foi ouvir pregar D. L. Moody, o evangelista norte-americano. A sua primeira impressão foi confirmada por um dos seus professores de Escola Dominical, que veio a ele e lhe disse: "Irmão Meyer, a ilustração que esse pregador deu outro dia causou um impacto tão grande nas minhas raparigas que houve muito choro, confissão e testemunho. Estamos seguros de que o Espírito Santo nos tomou; e tivemos uma experiência na nossa classe que não acreditará!".

F. B. Meyer foi tão afectado pelo testemunho desse professor e daquelas raparigas que quis comprová-lo por si mesmo, e logo chegou a comprovar a sua realidade. Desde esse momento, Meyer aproximou-se de Moody, e selaram uma amizade que durou por toda a vida.

Meyer dedicou-se totalmente ao ministério pastoral em Leicester, com uma forte ênfase no evangelismo, provavelmente devido à influência de sua recente amizade com D. L. Moody.


Um encontro revitalizador

O momento decisivo veio em 26 de Novembro de 1884, quando C. T. Studd e Stanley Smith visitaram a prospera igreja da qual Meyer era pastor (Melbourne Hall, Leicester). Um grande alvoroço levantou-se quando Studd e Smith, que eram desportistas conhecidos em toda a Inglaterra, juntamente com outros cinco estudantes universitários de Cambridge - conhecidos como os "Sete de Cambridge "- se ofereceram para ir como missionários para a China.

Meyer convidou as duas famosas personalidades a falar no Melbourne Hall pouco antes de deixarem a Grã-bretanha. O que Meyer não suspeitava era o efeito que esta decisão causaria nele próprio.

Ele observou em Studd e Smith uma "fonte constante de repouso, força e alegria" que ele não tinha e que estava decidido a possuir. Era essencial para Meyer que a espiritualidade fosse prática, e isto foi exactamente o que ele viu naqueles dois jovens. Meyer foi a Studd e Smith para buscar conselho às 7:00 da manhã, um dia depois de reunir-se em Melbourne Hall, e eles insistiram que ele rendesse tudo a Cristo. Meyer então, "pela primeira vez" - assim ele afirmou - tomou a vontade de Deus como o objectivo da sua vida inteira. Esta declaração, "render-se a Deus", expressava um elemento crucial da espiritualidade do movimento da vida mais profunda.

Quando a experiência de rendição de Meyer se tornou pública, os organizadores da Convenção de Keswick reconheceram-no capaz de tomar um lugar na tribuna de Keswick. Pediram-lhe que fosse um dos oradores durante a semana da Convenção de 1887

Para uma espiritualidade prática

Entre os anos de 1887 a 1928, ele dirigiu vinte e seis convenções Keswick e falou em numerosos mini-Keswicks na Grã-bretanha e em outras partes do mundo.

O ensino da santidade de Meyer, que durante as seguintes quatro décadas ele entregou aos seus ouvintes pelo mundo, seguiu as linhas traçadas pelos fundadores de Keswick, a qual Meyer deu uma contribuição distintiva.

Foi reconhecido rapidamente nos círculos de Keswick que Meyer tinha um poder excepcional para levar as pessoas à experiência da rendição. Ele constantemente voltava ao seu tema básico: os passos para a "vida abençoada".
Meyer supervisionava o seu impacto nas Convenções, observando em 1895 que gostava de permanecer na porta depois de falar, e havia pessoas que vinham a ele dizendo, com respeito à bênção ministrada: "Não, senhor, eu não posso dizer que a sinto, mas recebi-a".

A compreensão de Meyer sobre este assunto foi disseminada amplamente através dos seus muitos escritos.

Em 1903, Meyer insistiu com os ouvintes de Keswick da tarde da terça-feira a pôr a sua atenção nas coisas que estavam erradas nas suas vidas. Se eles estavam a precisar de fazer uma restituição financeira, deviam imediatamente escrever um cheque, com os interesses respectivos. Igualmente, ele insistiu que qualquer que precisasse escrever cartas de desculpa, devia fazê-lo de forma imediata. Ao fazer isto, "o fogo de Deus" viria.

Na quarta-feira pela tarde, Meyer informou que as pessoas haviam respondido. Relações matrimoniais, por exemplo, foram postas em ordem. No entanto Meyer estava preocupado, porque alguns mostraram complacência, e insistiu com eles que examinassem os seus motivos.

Compromisso com a acção social
Em 1883 foi publicada na Inglaterra "The Bitter Cry of Outcast London" (O Amargo Lamento da Proscrita Londres), que detalhava a pobreza, miséria e degradação sexual de Londres. Como consequência, o mundo cristão levantou-se com diversas iniciativas de ajuda aos necessitados.

F. B. Meyer fez dela a sua causa, e dedicou-se às pregações juntamente com os ambiciosos programas sociais, que incluíam a reabilitação de ex-sentenciados, prostitutas e alcoólicos. Uma das contribuições que Meyer tentou fazer foi criar fontes de trabalho. Uma delas foi 'F. B. Meyer - Firewood Merchant' (F. B. Meyer, Comerciante de Lenha) e o outro era um negócio de limpeza de janelas, para dar dignidade aos ex-presos através do trabalho.

Infelizmente, os resultados não foram sempre animadores. Na sua fábrica de lenha ele recebia os ex-sentenciados, e oferecia-lhes bons salários, um lugar para viver e, quando era possível, estímulo espiritual. Em troca, ele esperava que eles tivessem um bom rendimento. Mas eles não fizeram assim, e ele perdeu dinheiro. Finalmente, teve que despedi-los, e comprou uma serra circular impulsionada por um artefacto de gás. Numa hora, o trabalho rendeu mais do que os esforços combinados de todos os homens no período de um dia inteiro.

Um dia, Meyer teve uma pequena conversa com a sua serra: "Como podes trabalhar tanto?", perguntou. "És mais afiada do que as serras que os meus homens estavam a usar? Não? A sua folha é mais brilhante? Não? O que é então? Melhor óleo ou lubrificação contra a madeira?".

A resposta da serra, se pudesse falar, teria sido: "Eu penso que há uma energia mais forte por detrás de mim. Algo está a trabalhar através de mim com uma nova força. Não sou eu, é o poder por detrás de mim".

A partir desta experiência, Meyer observou que muitos cristãos estavam a trabalhar no poder da carne, no poder do seu intelecto, da sua energia, do seu zelo entusiasta, mas com efeito pobre. Eles precisam deixar que o poder de Deus através do Espírito Santo aja.

Meyer também empreendeu um ataque maciço contra os prostíbulos. Dizia: "Não há outro pecado que pode promover mais rapidamente a queda de uma nação do que a falta de castidade. Se a história ensinar algo, ensina que essa indulgência sensual é a via mais segura para a ruína nacional. A sociedade, ao não condenar este pecado, condena-se a si própria". Através dos esforços de uma equipe especializada da igreja, 700 a 800 locais foram fechados entre 1895 e 1907 e foram feitos esforços para oferecer emprego alternativo e alojamento para as ex-prostitutas.

Em Janeiro de 1905, Meyer visitou o País de Gales para ouvir Evan Roberts. O poder que viu nas reuniões conduzidas por Roberts fez Meyer sentir-se como "um miúdo na escola do Espírito Santo", e voltou para Londres decidido a estender a mensagem do avivamento.

Em Abril de 1905, ele falou durante oito dias a grandes concentrações em Los Angeles, enfatizando o que ele tinha experimentado de Evan Roberts e do avivamento Galês.

Uma rede espiritual mundial
Em 1891, Meyer fez a sua primeira viagem à América do Norte, convidado por Moody para falar na conferência anual que este convocou em Northfield, Massachussets.

T. L. Cuyler informou no "New York Evangelist" sobre as multidões espiritualmente famintas que quiseram ouvir Meyer três vezes ao dia. Cuyler atribuiu a eficácia de Meyer ao facto de ele ser efectivamente um piedoso profundo e completamente prático.

O sonho de Meyer provavelmente era que Northfield fosse uma Keswick americana. O seu formoso ambiente estava, comentou Meyer, em "estreita harmonia com o carácter devocional das reuniões". Quando Meyer chegou a América em 1896, Northfield estava, nas palavras de Moody, "à espera de ser levada para a terra prometida".

De Northfield, Meyer, com apoio de Moody, pôde penetrar mais adiante no ambiente evangélico americano.

Com a idade de 80 anos, ele empreendeu a sua décima segunda campanha de pregação nos Estados Unidos, viajando mais de 25.000 quilómetros e dirigindo mais de 300 reuniões.

Durante os anos de 1890, a mensagem de Keswick chegou a ser não só familiar aos cristãos na Grã-bretanha e América do Norte, como também em muitas partes do mundo. Muitos missionários foram além-mar como resultado da influência de Keswick. Meyer estava orgulhoso do que ele chamava de "energia irresistível" que derivava da espiritualidade de Keswick e que produziu o que ele viu como um movimento missionário notável.

O próprio Meyer foi reconhecido como o que mais fez para estender a mensagem de Keswick por todo o mundo. O ministério de Keswick de Meyer levou-o numa jornada de 40.000 quilómetros ao Oriente e Médio-Oriente em 1909. Aonde quer que fosse, tentou ser pertinente com a realidade local, relacionando os grupos que foram dos arménios na Igreja Gregoriana em Constantinopla aos residentes de Penang, China, que vieram para ouvi-lo no salão do povo.


Teologia e espiritualidade

Embora Meyer tenha sido enfático em viver a vida de santidade prática, ele não era de nenhuma maneira indiferente à teologia. Ele falava da sua dívida com os pensadores da tradição Reformada, como o teólogo americano Jonathan Edwards. Mas a Cristandade, para Meyer, era finalmente (como ele disse em 1894) "não um credo, mas uma vida; não uma teologia ou um ritual, mas a possessão do espírito do homem pelo Espírito Eterno do Cristo Vivo". Ele estava consciente, disse em 1901, que a Cristandade tinha sido "vergonhosamente maltratada" pelos evangélicos e outras classes de cristãos que tinham pensado que a Cristandade era totalmente uma questão de doutrina objectiva. Ele argumentava que era "grandemente e igualmente" subjectiva. Como um guia espiritual, e também evangelista prático e activista social, Meyer sustentou que a consideração mais urgente para a igreja não era a ortodoxia do credo, mas a fé vivente.

Para Meyer, a piedade não significava só uma vida de contemplação, mas uma correspondente acção dirigida para o exterior. O próprio Deus, como Meyer O via, era um Deus de acção. Meyer era atraído para uma teologia que imaginava Deus como "um Peregrino" com o Seu povo.

As reflexões de Meyer sobre a teologia em relação à espiritualidade continuaram até o fim da sua vida.

Numa série de artigos no "The Christian" ( O Cristão), em 1929, Meyer valeu-se de grupos como os Valdenses do século XII, com o seu ministério radical na Itália, para ilustrar o seu ideal de verdadeira espiritualidade. Ele creu ter encontrado uma expressão similarmente autêntica de fé, em uma forma contemporânea, na posição de Keswick.

Durante a sua vida longa e frutífera, pregou mais de 16.000 sermões. Foi autor de mais de 40 livros, incluindo biografias de personagens bíblicos (estudo dos seus carácteres), comentários devocionais, volumes de sermões e trabalhos explicativos. Também foi autor de vários folhetos e editou várias revistas.

Em espanhol, os editoriais CLIE e Vida publicaram vários dos seus livros. Entre eles: "A vida e a luz dos homens", "Cidadãos do céu", "Cristo em Isaías", e a série "Grandes Personagens da Bíblia".

Os seus escritos são simples e atraentes, e estão ligados à experiências da sua própria vida. Numa das suas muitas viagens de navio, Meyer estava de pé na cobertura de um navio que se aproximava de terra. Enquanto a tripulação guiava a embarcação, ele interrogava-se como é que eles podiam navegar com segurança para o cais. Era uma noite tormentosa, e a visibilidade era baixa. Meyer olhou através da janela e perguntou: "Capitão, como sabe guiar este navio neste estreito porto?".

"Isto é uma arte", respondeu o capitão. "Você vê essas três luzes vermelhas na margem? Quando todas elas estiverem em linha recta, eu posso entrar perfeitamente".

Depois, Meyer escreveu: "Quando nós queremos conhecer a vontade de Deus, há três coisas que sempre precisam estar em linha: o impulso interior, a Palavra de Deus, e a disposição das circunstâncias. Nunca actue até que estas três coisas estejam em concordância".

Diz um escritor: "A redacção dos seus sermões era simples e directa; ele polia os seus escritos como um artista pule uma pedra perfeita. Havia sempre uma imaginação resplandecente nas suas palavras; o seu discurso era pastoral, encantador como um vale inglês banhado pela luz do sol... Nos seus dias, grandes guerras foram combatidas. Os que foram ouvi-lo esqueceram-se das batalhas".

F. B. Meyer passou para a presença do Senhor em 28 de Março de 1929.

Fonte: Ig. em Quinta do Conde

Pastor Carlos Augusto Lopes

segunda-feira, 3 de março de 2008

A Vida do Apóstolo Paulo Narrada por Ele: Do meu Próprio Punho

TARSO CIDADE NÃO INSIGNIFICANTE DA CILÍCIA

“ E Paulo Respondeu: Sou Judeu, cidadão de Tarso, cidade importante da Cilícia (At.21.39 NVI)”.

Eu vivi no período do Império Romano e é importante perceber como que Roma começou pois de um povoado pequeno sobre o monte se tornou num império mundial.[1]
A Grécia que derramou a sua cultura por todos os lugares através de Alexandre o Grande foi conquistada por Roma e Roma que nos dias primitivos celebrava a pureza com ela aprendeu a pecar.

O império Romano espalhava de maneira orgulhosa a cultura helênica e ser helenista era Ter o corpo bem cultivado, ter liberdade, ter progresso ser sábio, ser cidadão do mundo, ser aceito na sociedade[2].

Eles me chamam de Saulo de Tarso, porque a cidade que eu nasci era Tarso cidade não insignificante que ficava na província da Cilícia. Foi no chão dessa cidade que eu fui criado desenvolvi relacionamentos e amizades. Foi aqui em Tarso que eu percebi a vida e os três mundos que nos cercavam como o Império Romano a cultura expancionista grega e a minha religião judaica.

Foi aqui em Tarso que eu brincava com os meus colegas pelas ruas dessa cidade e que também discutia-mos sobre religião, Deus, Filosofia etc. Eu tenho um amor especial por esta cidade de Tarso e quem não tem um carinho todo particular pelo lugar aonde ele foi criado mesmo que esse lugar seja um desafio para a sua fé não importa pois foi ali que tudo desabrochou no canteiro do meu coração.

Tenho saudade dos tempos de infância dos meus passeios com meus pais e dos seus desafios de fazer eu entender que mesmo vivendo numa cultura grega eu era um menino judeu e que Deus deveria estar sempre em primeiro lugar e que eu pertencia ao povo de Deus e não a outros povos. Quantas vezes papai me ajudou nos meus momentos de dificuldade com os meus amigos e pelas suas risadas porque eu não era grego e sim judeu. Um dia pensei porque eu não nasci grego pelo menos ninguém iria zombar de mim.


Mas logo esse pensamento saiu da minha mente e agradeci a Deus por ser judeu. Tarso a cidade aonde eu nasci era uma das maiores cidade do famoso e imponente Império Romano. Ela era para quem não sabe a capital da Cilícia e sua principal cidade. A minha cidade foi fundada antes mesmo de Roma e de Atenas porém é bem mais nova do que a cidade histórica de Jerusalém e Damasco na qual fui achado por Cristo.
Tarso é uma cidade muito conhecida por sua cultura , suas escolas, ginásios, teatros etc. Nossos mestres diziam que César Augusto foi educado por Atenodoro de Tarso e que seu filho alguns dizem sobrinho foi educado por Nestor, O acadêmico também da cidade de Tarso. Isso mostra o quanto essa cidade era bem conceituada no aspecto cultural.

O próprio Cícero já residiu nesta cidade quando ele era procônsul da Cilícia em 51-50 a.C. Foi também em Tarso por volta do ano 41 a.C. que teve o celebrado e famoso encontro entre Marco Antônio e Cleópatra a rainha do Egito. Até hoje esse encontro histórico é mencionado e até dizem que o mais belo navio que aportou na minha cidade foi o barco dourado de Cleópatra.

O teatro em Tarso não era algo insignificativo mais fazia parte da vida da cidade. Tanto rico como pobre gostava do teatro. Havia na minha cidade um teatro ao ar livre e ele era gigante pois acomodava milhares de pessoas e ali era encenado peças diversas do mundo grego como também era entoada músicas e se lia poesia.

Enquanto escrevo a minha história no silêncio da noite me lembro agora do rio Cnido ele era tão espaçoso e quantas vezes eu vi os navios passarem por ele para descarregar as suas mercadorias em Tarso.

Quantas pessoas diferente transitavam por ali, quantos rostos que eu nunca mais vi já estiveram ali ou por trabalho ou por não fazer nada ou por passeio. Se ao mesmo tempo o rio Cnido era um lugar belo de se ver ele era para a cidade um centro financeiro em virtude dos navios e das mercadorias que vinham e iam e do fluxo de pessoas que chegavam na cidade em virtude do famoso porto de Tarso. A província da Cilícia era um território que margeava o Mediterrâneo no sudeste da Ásia Menor[3].

A Cilícia tem muitas histórias no campo político que eu não vou mencionar aqui mais é importante todos vocês saberem que a província da Cilícia fez parte da província unificada da Síria-Cilícia.

Eu gosto de mencionar isso porque tem haver com um momento especial na minha vida pois depois da minha conversão ao cristianismo eu fui para as regiões da Síria e da Cilícia e esse período para mim foi singular[4].

Várias vezes nas minhas cartas eu menciona uma figura que eu acho de grande importância para a compreensão da vida com Jesus que é a corrida cristã. Por exemplo para os irmãos de Corinto eu disse para eles:

Não sabeis vós que os que correm no estádio todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. E para os irmãos de Filipos eu disse: Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Um dia para o jovem Timóteo eu reafirmei que o exercício físico para pouco é proveitoso, mas a piedade para tudo é proveitosa. [5]

Eu uso essa figura porque em Tarso aonde eu fui criado se dava muito valor para os jogos e para as corridas. Todos sabem que a cultura grega e romana dão muito valor para as competições atléticas. Na minha cidade tinham os ginásios e não eram poucos os jovens da minha idade que treinavam para ganhar aqueles prêmios tão almejados.

Foi aqui como tenho falado para vocês nesta cidade cosmopolita que eu fui criado na conhecida cidade de Tarso que fica situada na planície ciliciana as margens do famoso rio Cnido. É por isso que eu falei naquele dia na cidade de Jerusalém quando ouve aquele grande alvoroço e a multidão queria me matar o comandante da fortaleza na qual eu fui recolhido achava que eu era aquele egípcio que sublevou e conduziu ao deserto quatro mil sicários e eu disse para ele que não mais que eu era judeu natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia. Foi só por isso que eu falei e mencionei a minha cidade e a sua grande eloqüência no Império Romano.[6]

Capítulo retirado do livro que o pastor Carlos Lopes, está escrevendo sobre a Vida do Apóstolo São Paulo: Do Meu Próprio Punho

Pr. Carlos Augusto Lopes
Teólogo


[1] Para uma compreensão mais analítica da vida de Paulo ver F.F. Bruce ‘Paulo o apóstolo da graça Sua Vida Cartas e Teologia”. Ed. Shedd Publicações: São Paulo 2003.
[2] Ver o livro Uma Igreja que Acredita; Evangelho Segundo João: Edições Loyola p.26-27, 1999
[3] No livro de Atos 21.39 Paulo diz que é judeu, natural de Tarso, cidade não insignificante da Cilícia
[4] Ver F.F. Bruce em seu livro Paulo: Sua Vida Cartas e Teologia p.27-30. O período que Paulo menciona Síria e Cilícia e sua experiência está escrito em Gálatas 1.21
[5] I Tm. 4.8 - Alguns estudiosos dizem que os Hebreus não participavam dos jogos gregos em virtude que esses jogos eram consagrado a Zeus e outras divindades. Porém pelos escritos de Paulo vimos que várias vezes ele usou a figura do esporte para falar da fé cristã como em: I Cor.9.24-27; 15.32; Fl.2.16; II Tm.2.4; II Tm.4.7-8; Gl.2.2;5.7; Também Hb.12.1,2
[6] Essa passagem está escrita em Atos 21.27 A prisão de Paulo.