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quinta-feira, 10 de maio de 2012

COMO AVE QUE VOLTA AO NINHO ANTIGO: HOMENAGEM AS MÃES.

Honra teu pai e tua mãe, a fim de que tenhas vida longa (Ex.20.12NVI)

Dizem que mãe é como luz sentimos sua falta quando se apaga. Eu fui criado numa casa de 13 irmãos. Ali no ninho da família “ Lopes” eu percebi muitas coisas bonitas vindas de uma mãe que com garra, dificuldade, simplicidade criou com amor e carinho os seus filhos.

Todo lar sadio tem em sua mãe a sua referencia, pois a mãe educa, injeta amor, disciplina, da carinho, sabe dizer não e também dizer sim, é protetora, amiga, provedora, criativa, luta pelo pão cotidiano, faz do lar algo renovador, restaurador a ponto de produzir saudade naqueles filhos que agora nem moram mais ali pois o ciclo da vida arquitetada pelo próprio Deus faz a gente também construir família.

Quando casei senti falta da comida da mãe esse fenômeno é natural pois criado a vida inteira ao lado da mãe sem dúvida senti falta do tempero e do cheiro que só a panela da mãe produz. O marido para compensar e não brigar com a esposa inventa então de comer na casa da sogra.

A sogra é óbvio é mãe da sua esposa logo a palavra “mãe” sempre vai ser o elo de ligação entre os dois mundos: “marido com saudade da comida da mãe e se adaptando a comida da esposa” e “ esposa também com saudade da comida da sua mãe se adaptando agora com a vida de casada”

Todavia nós sabemos que a comida das nossas mães é só um xamarisco para nós nos lembrarmos do carinho , do afeto, da amizade da proteção do incentivo do lar materno e paterno que sempre nos dá saudade. Sim saudade da infância, das broncas, das famosas surras, do não, do sim e por aí vai.

O poeta “ Luís Guimarães” escreveu um poema que retrata muito. “ A visita á Casa Paterna” ele diz: “ Como a ave que volta ao ninho antigo, Depois de um longo e tenebroso inverno, Eu quis também rever o lar paterno, O meu primeiro e virginal abrigo: Entrei (...), Era esta a sala... (Oh! se me lembro!e quanto! ) Em que dá luz noturna á claridade Minhas irmãs e minha mãe ... O pranto (...) Chorava em cada canto uma saudade.

O famoso poema “ Meus Oito Anos” do célebre “ Casimiro de Abreu” também retrata isso “ Oh! Que saudades que tenho, da aurora da minha vida, Da minha infância querida. Que os anos não trazem mais! “Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tarde fagueiras Á sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjas”.

Essa brincadeira aqui de sentir saudade da comida da mãe é consolo para as nossas esposas, pois os nossos filhos quando casarem vão de vez enquanto estarem de volta ao doce lar com “ saudade da comida da mãe”, e assim á vida segue até a volta de Cristo.

Todos os filhos que hoje não tem mais a sua mãe sabe que falta ela faz. Outro dia desses conversando com um Senhor de 70 anos ele me revelou que ainda tinha saudade de sua mãe, de sua infancia e daquela época que não volta mas.

Com toda certeza a mãe é uma dádiva divina. Nada pode roubar essa preciosidade chamada mãe, nem o capitalismo selvagem, nem o liberalismo oco, nem o modismo hermético. Vivemos hoje momentos aonde muitos filhos nao tem demonstrado amor para com seus pais, eles são atrevidos com a mãe, respondões, insubmissos, provalecidos,rebeldes, não dão carinho, nem o amor devido aquela mulher que é anjo de Deus para a sua vida.

Na cadeia e no giro da malandragem os próprios bandidos não perdoam bandido que mata a mãe como fez o imperador Romano “ Nero” , pois eles sabem que no final de tudo é a mãe que eles podem contar.

Mãe é jóia rara, perfume suave, rosa em meio aos espinhos, é água fresca em tempo de calor é cobertor em tempo de frio. A Bíblia está coberta de razão quando diz que os filhos devem honrar pai e mãe. Deus vai mais longe nessa verdade e diz que aqueles que honrarem seus pais ele vai prolongar os seus dias sobre a terra.

Encerro este tributo as mães contando a famosa história de Bradley, que aqui num tom brasileiríssimo irei chamar de "João".

“ Joãonzinho"sempre fazia serviço para sua mãe porém um dia na hora do café ele colocou um bilhete dizendo que sua mãe tinha uma dívida para pagar para ele. O bilhete dizia: Mamãe me deve para mim: Por levar recados 6 reais. Por tirar o lixo 4 reais, por varrer o chão 4 reais, mais hora extra 1 real. Total que mamãe me deve 15 reais.


A mãe leu aquilo e não acreditou porém, também escreveu um bilhete para ele. Meu filho João deve a mamãe: Por ser boa para ele "Nada", Por cuidar da sua catapora "Nada", Pelas camisas, sapatos e brinquedos "Nada", pelas refeições e pelo lindo quarto "Nada".

Total que João deve a mamãe “ Nada” . O menino João “ficou envergonhado e devolveu o dinheiro para a sua mae e a partir dali começou a ajudar a mae por "amor” .

Filhos amem a sua mãe, pois Deus vai te abençoar e você será feliz. Amar a sua mãe não é reduzir somente em presentes mais em amor, respeito, dedicação, honra, cuidado, carinho, amizade e ajuda. “ Que possamos sempre voltar como Ave ao Velho Ninho”.

Pastor Carlos Augusto Lopes
Teólogo

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

NÃO QUERO MAIS SER UM CRENTE DE BANCO: POSICIONAMENTO FRENTE AO PARISITISMO CRISTAO.

Por que vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são Chamados (I Cor.1.26)

1) Não quero mais ser um Crente de Banco, quero sim saber o que Deus tem para minha vida em prol do seu Reino aqui nesta cidade, Estado, Nação e Mundo.

2) Não quero mais ser um Crente de Banco , quero sim participar das atividades da igreja local e celebrar a comunhão dos santos.

3) Não quero mais ser um Crente de Banco quero sim ser discípulo de Jesus e levar a sério a vida cristã.

4) Não quero mais ser um Crente de Banco quero sim celebrar o Senhorio de Cristo na minha vida em todas as áreas. Ele não é somente o meu Salvador mas meu Senhor.

5) Não quero mais ser um Crente de Banco que vem na igreja somente em busca de benção, quero sim antes de mais nada ser um adorador e um abençoador e aí sim Deus vai me abençoar, pois está escrito “ sê tu uma benção”.

6) Não quero mais ser um Crente de Banco e reclamar de tudo que eu não gosto, quero sim ser um instrumento de Deus para ajudar vidas.

7) Não quero mais ser um Crente de Banco que entra e sai que entra e sai sem se preocupar com ninguém, quero sim ser participante na vida do meu irmão, se preocupar com ele e ser um ombro amigo em todos os momentos.

8) Não quero mais ser um Crente de Banco com cadeira cativa enquanto Deus tem tanta coisa para mim fazer em favor da sua obra.

9) Não quero mais ser um Crente de Banco, que não se comunica com ninguém, que não nutri a comunhão e amizade que somente chega no templo e após o culto vai embora

10) Não quero mais ser um Crente de Banco que vem somente no domingo sento no mesmo lugar achando que a vida cristã é somente isso e ainda sai reclamando de tudo.

11) Não quero mais ser um Crente de Banco que sabe os corinhos a vasta hinologia sacra o endereço da igreja mais não falo que Jesus Cristo é o único que pode salvar o homem.

12) Quero sim sentar no Banco e adorar a Deus em Espírito e em Verdade. Quero sim sentar no Banco e ser uma benção, Quero sim sentar no Banco e ser um ajudador.

13) Quero sim sentar no Banco e orar pelas lideranças e por esta obra. Quero sim sentar no banco e ser um contribuidor. Quero sim sentar no banco e usar a minha língua não para fofoca ou murmuração mais para a edificação da minha casa, da minha igreja e dos meus irmãos.

14) Quero sim ser um pacificador e um portador de boas novas. Quero sim sentar no Banco e ser Sal da terra e Luz para o mundo. Quero sim sentar no Banco e amar as pessoas.

15) Quero sim sentar no Banco mas viver uma vida de oração, testemunho, santificação e leitura da Bíblia. Quero sim sentar no Banco e orar pelo meu irmão, chorar com meu irmão e ser cheio do Espírito Santo junto com meu irmão para que Cristo seja honrado e Deus exaltado.

16) Quero sim ser um imitador de Cristo e fazer a vontade de Deus, quero sim reler a história da igreja e aprender com os servos do passado a excelencia da vida cristã. Quero sim andar pela a estrada não muito trilhada da humildade, simplicidade, singeleza de coração e da dependencia obstinada da graça de Deus na minha vida.

17) Quero sim ser amigo dos que não tem amigos, abraçar o pobre, o ferido, abrigar no meu coração os favelados desta vida fútil. Quero sim poetizar e celebrar a vida que é dádiva do Criador.

18) Quero sim dizer que tem coisas que eu não sei mas tem coisas que eu sei e assim juntos vamos exaltando ao Senhor. Não quero ser estrela, não quero notoriedade, não quero fama, não quero orgulho mofado, não quero aplausos humanos, não quero ser melhor que meu irmao, quero sim se Servo de Jesus Cristo e viver a vida cristã em sua integralidade. Quero sim proclamar o Reino de Deus e sua salvação de forma genuína, prática e doutrinal.

Pastor Carlos Augusto Lopes
Teólogo

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

PARECE ENGRAÇADO MAS NÃO É TÃO ENGRAÇADO.

Não é engraçado como uma nota de R$ 10,00 (dez reais) parece tanto dinheiro quando levamos a igreja e tão pouco quando vamos ao shopping?

Não é engraçado como uma hora é tão longa quando servimos a Deus, mas tão curta quando assistimos a um jogo de futebol?

Não é engraçado como duas horas na igreja parecem mais longas do que quando assistimos a um filme?

Não é engraçado como não achamos palavras quando oramos, mas elas estão sempre na ponta da língua para conversar com um amigo?

Não é engraçado como ficamos entusiasmados quando um jogo vai para a prorrogação, mas reclamamos quando o sermão dura mais que o normal?

Não é engraçado como vemos pessoas se ajoelhando e pagando promessas para pedir perdão a Deus, mas elas custam tanto para perdoar nossos irmãos?

Não é engraçado acharmos cansativo ler um capítulo da Bíblia, mas é fácil ler 100 páginas do último sucesso de ficção?

Não é engraçado como queremos sempre as cadeiras da frente no teatro ou num show, mas sempre sentamos no fundo da igreja?

Não é engraçado como precisamos de duas ou três semanas de antecedência para agendar um compromisso da igreja, mas para outros programas estamos sempre disponíveis?

Não é engraçado como procuramos milagres de Deus na Bíblia ou em nossas vidas, mas não conseguimos enxergar todos os milagres que nos cercam a todo o momento?

Não é engraçado como temos dificuldade em aprender a evangelizar, mas é tão fácil aprender a contar a ultima piada ou fofoca?

Não é engraçado como mandamos milhares de piadas pelo e-mail, que se espalham como um incêndio, mas quando recebemos mensagens sobre Deus, não reenviamos para ninguém?

Não é engraçado como sempre nos atrasamos aos cultos e atividades da igreja, mas somo sempre pontuais para realizar uma prova de vestibular ou numa entrevista para emprego?

Não é engraçado quando voce gasta tanto dinheiro com coisa sem sentido enquanto vários missionários estão passando dificuldade com suas famílias no campo de missão?

Não é engraçado como as pessoas conhecem tantos assuntos e desconhecem assuntos vitais da fé cristã?

Não é engraçado milhares de pesssoas estão passando fome, na linha da miseria e voce reclama da mesa farta que esta diante de voce?

Não é engraçado? NÃO!! É TRISTE...

domingo, 21 de outubro de 2007

A ALEGRIA DE GANHAR UMA CHUTEIRA

E Tendo os Pés Calçados Com a Prontidão Do Evangelho Da Paz (Ef.6.15 NVI)

Chuteira palavra conhecida no mundo futebolística, mais não tão conhecida para uma criança de três anos de idade. O dicionário diz que chuteira é uma botina apropriada para o futebol é o mesmo que chanca e bicanca. Nelson Rodrigues diz que o futebol “expressa o caráter nacional em chuteiras”.

Quando estive no Rio de Janeiro fui conhecer o famoso Maracanã palco de tantos jogos de tantas conquistas e de tantas derrotas como a histórica derrota da Copa do mundo de 50, que marcou profundamente a nossa nação na calamitosa derrota para o Uruguai.

Lá no Maracanã eu pode ver na galeria dos heróis do futebol algumas chuteiras, camisas a calçada da fama etc. Sempre é bom rever a história da nossa nação verde e amarelo pela ótica do futebol . Em seu livro Torcidas Organizadas de Futebol: Violência e auto-afirmação, Carlos Pimenta nos remete a história sociológica do futebol que foi introduzido em 1894 na cultura brasileira por Charles Miller.

Depois de mais de 100 anos a nação do Brasil é o país do futebol e na linguagem de Nelson Rodrigues o Brasil é a pátria em chuteiras. Quando menino eu nunca tive a oportunidade de ter uma chuteira naquela época as coisas eram mais difíceis eu tive sim um “quichute preto” com travas, será que quichute se escreve assim? Nem me lembro mais faz tanto tempo.

A criançada aonde eu fui criado conhecido como a “Toca” chutava a bola descalço ou com um tênis simples como conga ou então o famoso quichute. Outro dia desse eu fui surpreendido pelo barulho “toque-toque-toque”, de uma chuteirinha no corredor da igreja, quando virei o rosto pelo toque de uma mãonzinha frágil que me tocava insistentemente em pleno culto notei que era o meu filho Vítor me mostrando a chuteirinha que tinha ganhado naquela hora.

A chuteira azul era usada mais a felicidade de quem estava usando era encantadora, o sorriso gostoso e maroto de quem nunca teve uma mais que agora tem era visível verdadeiramente coisa de criança. Sem eu dar conta ele saiu alegre sem nenhuma inibição desfilando e mostrando para as pessoas seu mais novo presente a chuteirinha. O incrível eu pensei foi que ele não fez nada para merecer aquele presente simplesmente ganhou era uma demonstração da graça que surpreende e cativa coloca nos lábios um sorriso novo e no coração uma alegria pulsante que se esparrama a cada passo, movimento, ação, gingado.

Quando fomos para a casa os outros brinquedos que ele tem perderam o seu valor a chuteirinha era a sua nova atração. Quando foi dormir tivemos que colocar a chuteirinha perto dele, talvez estava com medo de acordar e ela não esta mas ali. Essa história me levou a refletir sobre a graça de Deus, sua soberania e seu amor, fiquei pensando como uma chuteira ganhada cativou tanto o coração de uma criança indefesa, frágil como alguns dizem um pingo de gente.

Na verdade quando transportamos isso para o dia a dia da vida com seus desafios e desencontros percebemos que existe um Deus nos céus que tem dado para nós algo tão profundo que é a salvação em Cristo Jesus.

Assim como aquela criança recebeu de graça aquela chuteira Deus em Cristo nos dá de graça a sua salvação, o seu consolo a sua paternidade etc. e isso é um presente do Altíssimo para os homens, não é fruto de obras mas da graça abundante.

Deus o nosso Deus nos convida para sermos participantes desse projeto salvífico e não importa a tua história, o teu passado, as tuas crises, a tua frustração o teu medo, Deus quer encher o teu coração de alegria e paz porque o maior gol da história do homem não foi o Pelé quem fez mais foi Cristo Jesus que realizou na cruz do Calvário para salvar a humanidade.

Todos nós sabemos que a vida humana é um jogo de encontros e desencontros, doçura e amargura, alegria e tristeza. No campo da vida a partida não encerra nos 90 minutos mas segue seu ritmo, seu tempo, sua dança e nesse extrato de movimentos, alegrias e lamentos, somos convidados a celebrar a vida com Deus e através de Deus obter a vitória já recebida.

Que possamos desfilar a chuteira do Evangelho para esse mundo mostrando para todos o quanto é bom sermos agraciados por Deus na pessoa de Jesus Cristo e que todas as coisas possam perder o seu valor frente ao maior valor que é Ter Deus na nossa vida. Realmente que a alegria de ganhar uma chuteira possa transformar essa geração pois, como disse Nelson Rodrigues “O Brasil é o país da chuteira” porém a Bíblia diz “ que devemos calçar o evangelho da Paz”. Que Deus nos abençoe no jogo dessa vida

Soli Deo Glória

Pr. Carlos Augusto Lopes
Teólogo