quarta-feira, 3 de outubro de 2007

MANIFESTO EVANGÉLICO E SEU POSICIONAMENTO FRENTE A LIBERDADE RELIGIOSA NO BRASIL E SUAS IMPLICAÇÕES


ABAIXO-ASSINADO e MANIFESTO À SOCIEDADE BRASILEIRA E AOS PODERES CONSTITUÍDOS DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASILCONTRA O PLC 122/2006(Senado Federal), PL 6418/2005(Câmara dos Deputados)


A Sociedade Brasileira, através dos signatários deste abaixo-assinado, vem perante os Poderes constituídos da República Federativa do Brasil, por meio do presente expediente declarativo e denunciativo, fulcrado no nosso direito constitucional fundamental de livre manifestação do pensamento – art. 5º, IV da Constituição Federal – apresentar-lhes, para reflexão e engajamento nesta causa, nosso Manifesto em Defesa da Liberdade Religiosa e Institucional, da Livre Manifestação do Pensamento e contra a aprovação do Projeto 122/2006, que tramita no Senado Federal, e o Projeto 6418/2005, que tramita Câmara dos Deputados, que visam, a pretexto de combater a homofobia, amordaçar os cidadãos e instituições deste país, tendo em vista as razões adiante explicitadas:

1) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque estes, ao criminalizarem toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo e às suas práticas, ferem o direito fundamental que cada cidadão tem de, livremente, manifestar-se, expressar-se e opinar sobre qualquer tipo de conduta moral ou tema social.

A Constituição Federal garante a todos, como mandamento jurídico inviolável, o direito de se posicionar, a favor ou contrariamente, em relação a qualquer fato social ou comportamento humano.

Vivemos sob a égide de um sistema constitucional que estabelece, ainda, como objetivo fundamental da República Federativa do Brasil a construção de uma sociedade livre, justa e plural, sem espaço para qualquer tipo de discriminação, inclusive a religiosa, como fazem os dois PL's.

2) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque estes cerceiam o direito constitucional fundamental que temos de liberdade de consciência, crença e culto. Ao afirmarem que toda e qualquer manifestação contrária ao homossexualismo – incluindo aqui sermões e textos bíblicos que se posicionam contra as práticas homossexuais – constitui-se em crime de homofobia – isto é, violência contra os homossexuais – o Projeto está a estabelecer no Brasil o mais terrível tipo de legislação penal, típica de Estados totalitários, os Crimes de Mera Opinião.

Repudiamos, veementemente, tal tentativa de censura e limitação das liberdades individuais e coletivas, pois manifestar-se contrariamente – sem violência – a respeito de um comportamento nada mais é do que o exercício constitucional, legítimo e legal do direito de liberdade de consciência e crença.


3) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque a Constituição Federal nos afirma e estabelece que, ao contrário do que se quer realizar – isto é, tornar crime manifestações religiosas, filosóficas, científicas e políticas reprovando as práticas homossexuais – “ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política” (CF, art. 5º, VIII).

4) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque tais proposições legislativas, por serem de natureza penal e não simplesmente civil, demonstra-nos que o objetivo não é combater a violência contra os homossexuais, mas sim impor tal condição a todos e torná-la imune de críticas ou de posicionamentos contrários. A idéia das proposições legislativas referidas não é conscientizar ou incluir; a idéia é “colocar na cadeia” qualquer do povo que seja contrário ao homossexualismo e manifesta essa sua posição moral e de consciência. Isso nos resta claro, tendo em vista os projetos de lei serem de natureza criminal. Se assim não o fosse, nós nos solidarizaríamos e apoiaríamos tal iniciativa legislativa, porque também somos contra toda e qualquer tipo de violência.

5) Somos contra a aprovação dos PL's 122/2006 e 6418/2005, porque entendemos que o nosso Ordenamento Jurídico – seja através da Constituição Federal, seja através das demais leis ordinárias ou complementares deste país, já contemplam as reivindicações de proteção que os adeptos dos PL's buscam implementar. Por exemplo, se qualquer cidadão sofrer contra si um ato de violência, seja ela física, psicológica ou moral, já temos leis penais suficientes para serem usadas num caso como esse. Por qual razão, então, se querer privilegiar, concedendo super-direitos, verdadeiros privilégios, a um grupo específico? Todos são iguais perante a lei! E se há necessidade de maior proteção a um grupo específico que se criem políticas públicas de atendimento e não leis penais que visam colocar o restante da sociedade na cadeia!

6) Ademais, cremos na Bíblia como única regra de fé e prática e, em assim sendo, Deus criou o ser humano a Sua imagem e semelhança como homens e mulheres que se unem, religiosa e legalmente, em casamento para a constituição de uma família fundamentada nos princípios e valores da fé cristã. Para nós, a Bíblia, ao estabelecer como pecado o homossexualismo, fá-lo do mesmo modo como o faz para outros tantos tipos de pecado, tais como, a prostituição, o adultério, a inveja, a idolatria, o homicídio, o incesto, a pedofilia, a mentira, a glutonaria, a maledicência, o roubo e etc. Assim, cremos que toda e qualquer conduta pecaminosa deve ser reprovada, porque o pecado afasta o homem e a sociedade de Deus.

7) Por assim ser, crendo na Bíblia como única regra de fé em prática, sabemos que cada um dará conta de si mesmo a Deus, de modo que, as escolhas e predileções que cada um faz aqui neste mundo acontecem, porque Ele nos deu o livre-arbítrio. Deus, através da sua Palavra, aponta-nos o Caminho, a Verdade e a Vida em que devemos andar. Por isso, pregamos, baseados na Bíblia, contra o pecado e amando o pecador. Mas a mensagem da Palavra de Deus é para os que, voluntariamente, abrem o seu coração para a Salvação em Cristo Jesus. O Cristianismo não é impositivo. Ele dá espaço para que o ser humano faça a sua escolha. É assim que a Igreja atua na sociedade: respeitando a liberdade de cada um, mesmo que esta vá de encontro à Palavra de Deus. Somos, assim, porque o nosso Deus não nos fez seres adestrados, ao contrário, Ele nos deu total liberdade para decidirmos sobre as nossas vidas. Ele não nos quer à força ou sob coação. Para nós, quem nos convence do pecado, é o Espírito Santo de Deus e, por assim ser, nada é por força ou por violência.

8) Assim, conclamamos a Sociedade Brasileira e os Poderes Constituídos da República Federativa do Brasil, especialmente, o Senado Federal e a Câmara dos Deputados, a se unirem contra estes Projetos de Lei (PL 122/2006 e PL 6418/2005), inconstitucionais e ilegítimos, que restringem, de modo absoluto, direitos e garantias fundamentais do ser humano e da sociedade em geral, que foram conquistados, historicamente, a preço de muito sangue, suor e lágrimas.

Todos são iguais perante a lei. Que não haja nenhum tipo de discriminação promovida pelo próprio Estado, nem que este queira impor – colocando o aparato policial e o sistema prisional a serviço disso – a toda uma sociedade – que, no nosso caso, é eminentemente cristã – o modo de ser de um grupo específico, seja ele qual for, seja ele minoria ou maioria.
Que Deus abençoe a todos!
Dr. Uziel SantanaProfessor de Direito da UFS
Colaborador da VINACC
• Manifeste-se também usando o “alô senado” – é Grátis - Clique aqui e Saiba Como
• Envie carta aos Senadores por e-mail - Clique aqui e saiba como• Envie carta aos Deputados por e-mail - Clique aqui e saiba como

URGENTE: BRASIL CORRE RISCO DE LIBERDADE RELIGIOSA CERCEADA

O Brasil, país conhecido em todo o mundo por sua tolerância e respeito às diferenças raciais, religiosas e étnicas, entre outras, encontra-se hoje diante de uma flagrante ameaça à liberdade de expressão e culto.

Dois projetos de lei que se propõem a evitar o preconceito, também possuem regras para silenciar e censurar a pregação da Bíblia Sagrada. E sem que a maioria da população se dê conta disso, estão seguindo o trâmite de aprovação no Congresso Nacional.
Um deles está no Senado, prestes a se tornar lei (PL 122/06) e outro com o mesmo teor está na Câmara dos Deputados (PL 6418/2005).

Em breve poderemos assistir pastores sendo presos por pregarem o Evangelho, como em muitos países da África, e pais perdendo a guarda dos filhos por transmitirem a sua convicção religiosa, como ocorre em localidades do Oriente Médio.
Casos como na China e na Coréia do Norte, onde pastores são presos por distribuírem Bíblias, podem se tornar comuns.

Crime de opinião religiosa
Uma leitura mais apurada no texto do PL 122/06 - que prevê detenção de um a três anos para quem for condenado por injúria ou intimidação ao expressar um ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário ao dos homossexuais - revela que, na prática, a pregação de alguns trechos da Bíblia poderão ser criminalizados, a despeito das diferentes interpretações de correntes doutrinárias.

O PL 122/06 está prestes a ser votado pelos senadores e em seguida seguirá para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para se tornar lei. O governo é favorável à criação desta nova lei e seu posicionamento está claramente expresso no programa " Brasil Sem Homofobia".

Um projeto ainda mais pernicioso e semelhante a este que tramita na Câmara, o PL 6418/2005, prevê aumento da pena em um terço para qualquer um que fabrique, distribua ou comercialize quaisquer pontos de vista contra homossexuais, sejam impressos ou verbais.

No caso de materiais impressos, a nova lei prevê o confisco e a destruição dos mesmos, o que expõe a Bíblia Sagrada ao risco de ser recolhida e destruída pelas autoridades brasileiras. No caso de transmissões televisivas ou radiofônicas, a lei prevê a suspensão delas.
Perseguição aos ofertantesA ameaça torna-se ainda mais gritante ao atingir os próprios crentes brasileiros, que são os principais financiadores de missões, igrejas e programas nos meios de comunicação de massa que se propõem a pregar o Evangelho de Cristo.

Isso porque, pelo que está previsto no PL 6418/2005, quem financia, patrocina ou presta assistência a qualquer um que "transgredir essa lei", ou seja, que pregar qualquer ponto que desagrade a um homossexual, poderá ser condenado a uma pena de dois a cinco anos de prisão.
Como cristãos, ou seja, como defensores do amor ao próximo pregado por Jesus Cristo, não aceitamos que qualquer pessoa, homossexual ou não, sofra atos de violência, seja proibida de permanecer em locais públicos ou tenha seus direitos civis violados - pontos que estão servindo de justificativa para os que defendem tais projetos.

Só não podemos permitir a invasão de direitos particulares sobre os direitos coletivos, assegurados na Constituição Federal de 1988, no artigo 5º, inciso VI: "É inviolável a liberdade de consciência e de crença".

Por isso, diante desta séria ameaça aos direitos religiosos de todos nós, cidadãos cristãos, principalmente aos evangélicos, cresce a demanda por uma intensa mobilização por parte de todos aqueles que, independentemente de aprovarem ou não a conduta homossexual, desejam garantir o direito de livre expressão de suas opiniões e convicções, sejam elas contrárias ou não ao homossexualismo.

Esta mobilização, além de ser expressa em orações e jejuns, deve ser acompanhada de uma dinâmica prática, sob diferentes formas, tais como:

1. Envie seu protesto para os senadores e deputados envolvidos na aprovação destas leis... (veja listagem de alguns deles abaixo) por meio de cartas, telefonemas, fax e e-mails;

2. Participe de abaixo-assinados que expressem o descontentamento com estes projetos de lei e assegure que eles sejam entregues às autoridades competentes;

3. Entre em contato com o parlamentar em quem votou e chame a atenção dele à questão;

4. Repasse estas informações sobre a ameaça que estas leis trarão à liberdade de expressão e culto no Brasil a TODOS os seus conhecidos. Utilize seu mailing pessoal e os meios de comunicação de sua igreja.

Nossa tão propagandeada liberdade religiosa pode estar com os dias contados. E não é apenas o cristianismo que está correndo o risco de ser censurado. O islamismo e o judaísmo também, pois todas tratam do assunto em seus livros sagrados.
Portanto, o que está em questão não é o homossexualismo em si e sim a criação de um crime de expressão e opinião religiosa.

Contatos com os senadores diretamente envolvidos no PL 122/06:
Fátima Cleide Rodrigues da Silva (PT-RO), relatora do projeto (a favor)Tel.: (61) 3311-2391 a 2397Fax: (61) 3311-1882Correio eletrônico: fatima.cleide@senadora.gov.br
Paulo Renato Paim (PT-RS), apresentou diversos projetos neste sentido, condensados no PL 122/06 (a favor)Tel.: (61) 3311-5227/5232Fax: (61) 3311-5235Correio eletrônico: paulopaim@senador.gov.br
Marcelo Bezerra Crivella (PRB-RJ) - (contrário à redação como está)Tel.: (61) 3311-5225/5730Fax: (61) 3311-2211Correio eletrônico: crivella@senador.gov.br
Para encontrar os nomes, endereços e telefones de cada senador e a íntegra do projeto de lei acesse: http://www.senado.gov.br/

Contatos com os deputados diretamente envolvidos no PL 6418/2005:
Janete Rocha Pietá (PT-SP), relatora do projeto (a favor)Telefone:(61) 3215-5578 Fax: (61) 3215-2578 Correio eletrônico: dep.janeterochapieta@camara.gov.br
Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ) (contrário à redação como está) Telefone:(61) 3215-5226 Fax:(61) 3215-2226 Correio eletrônico: dep.pastormanoelferreira@camara.gov.br

Para encontrar os nomes, endereços e telefones de cada deputado e a íntegra do projeto de lei acesse: http://www.camara.gov.br/.
Fonte Missão Portas Abertas

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

QUADRO DE BIN LADEN CAUSA POLEMICA

Quadro de Bin Laden como Cristo causa polêmica na Austrália

SYDNEY (Reuters) - Um quadro em que Osama bin Laden é retratado como Jesus Cristo e uma estátua da Virgem Maria coberta com uma burca estão causando polêmica na Austrália, em uma exposição de arte religiosa.

A obra "Bearded Orientals: Making the Empire Cross" (Orientais Barbudos: Representando a Cruz do Império), de Priscilla Bracks, é uma "dupla visão" que ilustra Jesus e Bin Laden.

A estátua de Luke Sullivan "The fourth secret of Fatima" (O quarto segredo de Fátima) cobre o torso e a cabeça da virgem com uma burca azul, igual a que as mulheres afegãs eram obrigadas a vestir na época do governo do Taliban.

As polêmicas obras foram exibidas entre outras 500 no prestigioso prêmio Blake de arte religiosa e foram incluídas em uma exposição na Escola Nacional de Arte de Sydney.

"A escolha deste tipo de trabalho é uma ofensa gratuita às crenças religiosas de muitos australianos", disse na quinta-feira o primeiro-ministro John Howard ao jornal Daily Telegraph.

O líder da oposição, Kevin Rudd, também criticou as obras.

"Aceito a liberdade artística das pessoas, mas encontro estes trabalhos fora de lugar, extremamente fora de lugar. Entendo porquê há pessoas que possam se sentir ofendidas por isto."

A maioria dos 20 milhões de australianos é cristã, e a pintura foi condenada por um grupo cristão do país.

"É realmente infeliz que as pessoas tomem liberdades com a fé cristã que não tomariam com outras religiões", disse o porta-voz do grupo, Glynis Quinlan, a jornalistas.

Charges que satirizavam o profeta Maomé em jornais europeus em 2006 causaram protestos violentos de muçulmanos em todo o mundo, dizendo que se tratava de uma afronta ao Islamismo.

Fonte: UOL Notícias

REDESCOBRINDO A EXCELÊNCIA DO MINISTERIO PASTORAL NO TECIDO SANTO DA VIDA DE JESUS CRISTO: PROPOSTAS E PROTESTOS PARA A PASTORAL HODIERNA

Palestra Proferida pelo Pr. Carlos Lopes no Supremo Concílio das Assembléias de Deus ( CAD) na cidade de Navegantes ( SC), para os Pastores e Lideres da Convenção.

Dr. John MacArtur,Jr. nos diz que de fato a metáfora preferida de Jesus Cristo era descrever a si mesmo de pastor. Os pastores não têm posição social na maioria das culturas, logo os pastores ocupam os degraus simples da escala social. MacArthur argumenta ainda que essa figura do pastor vem a calhar com o ministério pastoral , pois o próprio Pastor de pastores disse que o maior entre vós seja como o menor; e quem governa, como quem serve (Lc.22.26). Ele menciona que dentro do plano de Deus para á igreja a liderança é uma posição de serviço humilde regado com amor, pois a liderança da igreja é um ministério e não uma gerência.

MacArthur conclui sua argumentação dizendo que o chamado ministerial não foi feito para uma posição de “reis”, mas ao contrário é de “humilde escravo”, jamais pode ser de “celebridades” mas de “servos trabalhadores”, pois quem lidera deve ser um exemplo de sacrifício, devoção, submissão e humildade. O próprio Jesus Cristo no transcurso do seu ministério deixou exemplo para a sua igreja (Jo.13). Se Jesus Cristo que é o Senhor do universo fez isso, nenhum líder de igreja tem o direito de se considerar elite pastoral

Jesus o sumo pastor treinou os seus discípulos, líderes, apóstolos, pastores na fornalha do deleite e da aflição ministerial. Treinou esses homens para ser fiel ao seu chamado e não deixou nenhum encantamento ministerial do tipo celebridade, sucesso momentâneo, fama, censo de superioridade como promessa terrenal de legitimidade ministerial.

Mas ao contrário fez deles homens fiéis que em tudo dependia do Senhor. Assim aprendemos que jamais a formatação do ministério pastoral pode ser feita fora de Jesus Cristo. Ele chama e capacita os seus pastores e líderes e seus meios de capacitação não pode ser igualado e nem colocado no balcão de negócio do ministério genérico modista que tem formado péssimos líderes para obra do Senhor, por que não tem Examinado as Escrituras de forma correta para o ministério.

Jesus Cristo na estrutura do Novo Testamento é o “Pastor Messias entre os homens” e Nele está toda a panacéia ministerial no entroncamento hodierno. Ele deu Sua vida em favor dos homens e ressuscitou para a glória do Pai. Jesus Cristo é o arquétipo para qualquer ministério, pois a excelência do ministério pastoral inicia Nele e se finda Nele. Redescobrir a Excelência do Ministério Pastoral no Tecido Santo da vida de Jesus é o grande legado poemênico para a pastoral do século XXI que nos remete para um caminho de humildade e despojamento no desempenho da nossa atividade e vivencia pastoral.

O educador J.M. Price disse que ninguém esteve melhor preparado, e ninguém se mostrou mais idôneo para ensinar poemenicamente do que Jesus Cristo, ele afirma dizendo que Jesus foi o mestre ideal e sem dúvida Ele é o nosso paradigma para o ministério pastoral, basta examinarmos as Escrituras. No ministério de Jesus Cristo percebemos o quanto ele estava focado na Palavra de Deus e na Sua Vontade Soberana. Jesus o mestre por excelência estava profundamente familiarizado com as “Escrituras” e com isso ele nos deixou um legado importante para desenvolvermos no dia a dia o nosso ministério.

Aquilo que Israel pré cativeiro desprezou Jesus Cristo colocou em evidencia no seu ministério. Israel povo escolhido deveria prestar a atenção na palavra de Deus e obedece-la em santa vocação mas isso não aconteceu pois eles desprezaram a Lei e os Profetas. Jesus Cristo como filho obediente encarna e vivencia a “Palavra de Deus”, diante dos homens e seus sistemas herméticos. Fazendo assim Ele nos deixa um exemplo de vida e ministério excelente. Fica claro que não existe ministério frutífero se o ministro não prestar a atenção na Cristologia e na Palavra de Deus como norteadora poimênica

Uma das exposições mais férteis sobre esta proposição vem da lavra do erudito alemão Dr. Otto Borchert, que com habilidade e um olhar clínico penetra o mundo escriturístico de Jesus e nos mostra o quanto sua mente e coração estavam cativo as Escrituras.

A Bíblia de Jesus era o que hoje chamamos de Antigo Testamento. Esses livros eram de fato a Sua Bíblia, desde os mais tenros anos, até Ele dar o último suspiro. Ele viveu na história do Antigo Testamento. Em seus ensinamentos referiu-se constantemente a personagens como Caim e Abel, Noé e o dilúvio, a Abraão e Ló, a Davi e Salomão e a Rainha de Sabá, a Elias e Naamã, a Jonas e Zacarias e muitos outros (Mt.6.29;12.3s.,40,42;23.35;Lc.4.25,27;17.26,29;Jo.8.40). Nas horas de tristezas e medo da morte, as orações do Antigo Testamento irrompiam dos seus lábios, tanto no Getsêmane como na cruz (Sl.43.5;Mt.26.38;Sl.6.4;42.6;Jo.12.27;Sl.22.2;Mt.46;Sl.31.5;Lc.23.46).

De fato Jesus Cristo estava completamente mergulhado nas Escrituras, não existe citação filosófica em seu ministério nem ensinamento estratégico humano. Para Jesus Cristo a Escritura era suficiente pois, era a Palavra de Deus. A reforma protestante deixou um legado para nós pastores no que tange a Sola Scriptura ( Somente as Escrituras)..

Tanto Lutero como os reformadores não queriam dizer por Sola Scriptura que a Bíblia é a única autoridade da igreja. Mas eles pelo contrario, queriam afirmar é que a Bíblia é a única autoridade infalível dentro da igreja ( Sproul ,1989,p.121-122).

Júlio Zabatieiro em seu artigo Novos Desafios da Leitura Bíblica no Pastorado Contemporâneo, mostra a importância da leitura bíblica na plataforma do ministério pastoral.

Precisamos recuperar o valor da Escritura como palavra de Deus para a humanidade, como obra literária de qualidade, como fonte inesgotável de sabedoria – recuperar o caráter inovador e desafiador da Bíblia, que sempre fala a nós, mas também contra nós. Para fazer isto, precisamos orar, buscar a Deus, e voltar para Bíblia – e lê-la com mais freqüência e assiduidade. Precisamos ler a Bíblia não para procurar ensinamentos e sermões, mas simplesmente para termos o prazer de ouvir o que Deus disse á humanidade. Uma nova leitura da Bíblia só será possível se ler a Bíblia for fonte de prazer e não só um hábito profissional. (2006 p.27).

De fato Zabatieiro toca num ponto importante para a teologia pastoral. Vivemos numa época de grande frenesi ministerial e muitos no afã das agendas lotadas, dos muitos compromissos e do profissionalismo pastoral não têm tempo para ler a Bíblia de maneira prazerosa, séria e para o coração. Vários Pastores jactanciam em ser uma fábrica de fazer sermão, porém sua leitura da Bíblia precisa ser (re) descoberta, (re) avaliada, (re) modelada.


Otto Borchert, nos clarifica dizendo que Jesus Cristo conhecia cada detalhe da Bíblia e ficava a vontade no mundo de pensamento do Antigo Testamento. Ele tinha profunda intimidade com as Escrituras e neste sentido “Ele”, pode nos ajudar (re) descobrir (re) avaliar (re) remodelar o nosso ministério poemênico. Jesus Cristo fala de “beber o cálice”, (Is.51.17;Jo18.11;Mt.26.39); de as “ pedras clamarem” (Hc.2.11;Lc.19.40); do “ arrependimento forçado do malfeitor” ((Sl.6.8;Mt.7.23). Observando os corvos ( Sl.147.9;Lc.12.24). A destruição do templo (Jr.22.5;Mt.23.38). As montanhas caindo sobre as pessoas (Os.10.8; Lc.23.30). Esmagar serpentes debaixo do seus pés (Sl.91.13; Lc.10.19). Daqueles que vendo, não vêem (Is.6.9s; Lc.8.10). Ou de Cafarnaum ser exaltada até os céus (Is. 14.13ss.; Lc 10.15). Fala de filho se levantar contra pai e de reino se levantar contra reino (Mq. 7.6; Lc.12.53;Is. 19.2; Lc.21.10). (p.176) Jesus Cristo tinha um tesouro inesgotável que era as Escrituras e ele destilava sua verdade no seu ministério diário.

A Bíblia servia para Jesus de espada e escudo contra os ardis de Satanás (Mt.4.4,6,10) e contra os homens. Sua fé estava baseada nas palavras clássicas “ Está Escrito”. A Bíblia lança luz para o seu caminho e ministério. De fato Jesus Cristo o nosso Senhor demonstrou ser “Senhor das Escrituras”.

A Excelência do ministério pastoral, sem dúvida passa por esse caminho cristológico de amar e viver as Escrituras. Nenhum ministério pastoral pode ser desenvolvido fora das Escrituras, pois fazendo assim ele está completamente divorciado do ministério santo de Jesus Cristo o “Sumo Pastor” que nos deixou uma gama de exemplos a ser seguido.

Outro ponto importante que Jesus Cristo nos ensina é justamente o caminho santo da Oração. As “Escrituras e a Oração” faziam parte integral do ministério de Jesus Cristo e com isso Ele deixou um legado para as futuras gerações de ministros que querem viver a excelência do ministério. O “Pastor Messias” nos ensina no desfecho prático de seu ministério entre os homens diante de Deus esses dois pontos clássicos. Os próprios apóstolos perceberam já no início da igreja Incipiente a importância e o peso dessa verdade ministerial “ Escritura e Oração”. Em Atos dos Apóstolos eles deixam claro que iriam se dedicar as Escrituras e a Oração “E quanto a nós, nos consagraremos á oração e ao ministério da palavra” (Atos.6.4). Essa verdade apostólica tem o seu efeito no V. 7 como confirmação divina Crescia a Palavra de Deus, e, em, Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos; também muitíssimos sacerdotes obedeciam a fé.

Para Jesus Cristo oração tinha três pontas importantes que devem estar corrente na vida dos servos do Senhor. Para Jesus Cristo “Orar” era “Amar”. Ele não estava tão preocupado com o “Utio Deo” ( Fazer uso de Deus), como o “Frui Deo” (Desfrutar de Deus). Ele queria regozijar-Se no Seu Deus mas também seu amor se expressa na oração em favor dos outros.

Em segundo lugar oração para Jesus Cristo significa “ Apropriação”. Para Jesus a oração era um grito audível de socorro, uma busca de consolo da parte do amor que excede todo entendimento. A apropriação das suas orações estava baseada em um plano superior. Ele não pedia dádivas, Ele não ansiava por felicidade o que ele desejava era o doador. Sem o próprio Deus as suas dádivas não podiam trazer conforto para a alma de Jesus. Ele somente descansava quando atravessava tudo e alcança o Altíssimo Deus.

Em terceiro lugar a oração para Jesus Cristo significa “ Sacrifícios”. Jesus Cristo sacrificava a sua vontade a vontade do Pai e isso era uma oblação ( Lc.9.18; Jo.6.15;Jo.17.1; 12.27). Jesus intercedia pelos homens, ensinou seus apóstolos a orar, porém ninguém nunca orou por Jesus, nem ninguém o ensinou a orar. Ele nunca fez a oração do publicano “ Deus se propício a mim pecador”, mas nesse sentido ele poderia dizer como disse o fariseu “ Não sou como os outros homens” O relacionamento que Jesus Cristo tinha com Deus em oração era de amor, apropriação e sacrifício ( Borchet). Jesus Cristo o filho de Deus deve ser o nosso modelo de ministério a partir de sua lucidez das “Escrituras” como também da “Oração”

Dr. E.Stanley Jones em seu livro Jesus é Senhor disse que Jesus Cristo o filho de Deus tinha três hábitos simples e constante em sua vida. O primeiro era a “Leitura bíblica” o segundo era a “Oração” e o terceiro era a “Evangelização”.

Eugene Peterson em seu livro O Pastor Contemplativo: É Hora de Voltar ao início de Tudo, quando trata do “Pastor Ocioso” nos chama a atenção para verdades clássicas esquecidas por essa geração de ministros e que estiveram bem presente no ministério de Jesus e dos pastores do passado como no caso a oração.

Peterson diz que muitos pastores se alegram em estar demasiadamente “ocupado”, porém ocupação pode ser um sintoma não de “compromisso” mas de “traição’, não de ‘devoção’, mas de ‘deserção’. Muitos pastores são ocupados de mais e não tem tempo para oração e é justamente aqui na dobradiça do tecido santo do ministério “ escritura e oração” que mora o grande perigo ministerial a “Excentricidade Pragmática”

Quando as nossas atividades tomam o lugar de Deus, quando o ativismo o praticismo é mas importante que a “missão” a “comunhão” e a “intimidade com o Todo Poderoso” estamos andamos pelo caminho da contradição cristológica. Jesus Cristo jamais negligenciou sua vida de piedade com Deus, pois sua vida com Deus era o centro de sua missão. Fazer e conhecer a “Obra de Deus” não pode sobrepor o “Ser de Deus”.

Quando Olhamos para o discurso do Sermão do Monte e para a vida pública do Senhor Jesus Cristo, percebemos uma perfeita sintonia entre a obra de Deus e o ser de Deus como também entre a “Fala” e a “Prática”. Aquele que discursou para os seus discípulos é aquele que vive o que discursou. O ministério de Jesus se contrastava com os outros de sua época, justamente por isso. Aqueles discursavam mas tropeçavam em suas prédicas, Cristo discursava mais vivia sua prédica.

Ele ensinava com palavras e com a vida. Quando Jesus acabou de dizer essas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino, porque ele as ensinava como quem tinha autoridade, e não como os mestres da lei. ( Mt.7.28-29 NVI). O Dr. John Stott nos diz que o Sermão do Monte descreve como Jesus Cristo é:

Vemos como Jesus é em si mesmo, em seu coração, em suas motivações, em seus pensamentos e também quando afastado, sozinho com o seu Pai. Vemo-lo na arena da vida pública, relacionando-se com o próximo, exercendo misericórdia, patrocinando a paz, sendo perseguido, agindo como sal, deixando a sua luz brilhar, amando e servindo aos outros até mesmo aos seus inimigos e dedicando acima de tudo á expansão do Reino de Deus e da justiça no mundo (1993,p.11)

Aquele que fala de misericórdia é aquele que exerce misericórdia. Aquele que nos ensina a ser pacificador é aquele que pacifica. Aquele que diz que devemos ser o sal da terra e a luz do mundo é aquele que é a luz do mundo. Aquele que ensina a orar é aquele que ora, aquele que ensina a amar os seus inimigos é aquele que ama, aquele que nos ensina a ser humilde é aquele que se humilha, aquele que nos ensina a ser obediente é aquele que obedece, aquele que nos ensina a não se preocupar com as coisas dessa vida e confiar em Deus é aquele que está despojado das preocupações dessa vida confiando totalmente no Pai. Aquele que nos ensina a buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça é aquele que em todo o seu ministério pregou sobre este Reino e sobre esta justiça.

O estilo de vida simples do Senhor Jesus e a encarnação da missão integral a partir do Sermão do Monte é um paradigma para o nosso ministério. Vimos neste discurso, como Jesus Cristo é em suas atitudes, sua compaixão e sua lucidez de Deus, o propósito do Senhor Jesus foi apologético, litúrgico, didático e kerigmático. Essas facetas estão intrinsecamente forte no seu ministério.

Jesus Cristo resgatou a intimidade do Pai, o cuidado do Pai e trouxe uma revelação nova de Deus. J. I. Packer diz que Pai é o nome cristão para Deus . Jesus rompe com o formalismo da esterilidade da religião e nos apresenta um caminho de espiritualidade na qual agrada o Pai. . Ele rompe com o formalismo esterelizante da pseuda religião e traz para o centro uma nova proposta de intimidade com Deus.

O livro de Malaquias é o último livro do Antigo Testamento. Nessa época a Judéia ainda era uma Satrapia persa. Quando chegamos no Novo Testamento encontramos um mundo completamente diferente. Nesse período de quatrocentos anos, surgiram várias ramificações judaicas político-religiosas.

Existiam os “Zelotes” que acreditavam que a submissão ao Império Romano era traição a Deus. Eles eram fanáticos pela Lei e sua doutrina era igual aos dos Fariseus. Outra seita que existia era a dos “Essênios”. Essa seita era monástica e ascética e viviam no deserto da Judéia, as margens do mar Morto. Eram Homens retos que pressionados pela perseguição helenista refugiaram-se no deserto.

Os “Essênios” esperavam dois Messias um Sacerdotal e outro real. Eles Seguiam fielmente o Velho Testamento. Outra seita que existia era do “Saduceus”. Eles eram um partido político-religioso, em sua grande maioria eram Sacerdotes e ricos aristocrata engrossavam suas fileiras as classes abastadas e abertas á cultura e ao progresso de outros povos, e a isto se opunham os Fariseus . Eles não reconheciam a autoridade da tradição oral e aceitavam somente a lei escrita.

Existiam os “Fariseus”. Eles eram os sucessores dos hassidim os piedosos. Seu principal alvo era a observância da lei de Moisés e grande parte dos Escribas pertencia a esse grupo. Eram exclusivistas e tradicionalistas. Esse grupo gozava de grande prestígio entre o povo. Seu zelo cego pela Lei evitava qualquer contato com os pecadores. Esse quadro religioso na qual Jesus Cristo exerceu o seu ministério sem negociar o fidelismo ao Pai nos leva a uma reflexão ministerial.

Nós como pastores estamos vivenciando um pluralismo ministerial pulsante. São várias as formatações ministeriais no Brasil contemporâneo. Várias são as correntes teológicas, as denominações e os diversos ministérios. Assim como na época de Cristo que existiam os intérpretes de Deus e os estudiosos de Deus, temos hoje também uma gama de; Fariseus, Zelotes , Essênios, Saduceus etc, todos com uma vestimenta hodierna nos balcões denominacionais.

Diante dessa bifurcação de que maneira iremos nortear o nosso ministério? Qual a fonte real paradigmática?. Percebemos que Cristo no desenvolvimento do seu ministério não se inclinou para nenhuma facção religiosa da sua época. Ele estabeleceu um novo modelo de ministério e rompeu com status quo. Com isso o lugar mas seguro para pontuar nosso ministério é Jesus Cristo o supremo pastor e com isso devemos Examinar as Escrituras ( Jo.5.39; At. 17.11).

Os vários partidos religiosos da época de Jesus Cristo se preocuparam mais com as “normas” e “formas’ do que com a “essência”. Suas expressões de espiritualidade e praticidade era decorado com o manto da religiosidade oca , manca e descontinua Esses partidos religiosos no seu afã de buscar a Deus se perderam nas muitas tradições e perenizarão o sistema se perdendo por completo na sua espiritualidade e lucidez de Deus. Quando olhamos para o judaísmo nesta época percebemos uma religiosidade oca vazia sem profundidade. Jesus Cristo não foi afetado em nada por esses partidos religiosos mas ele foi completamente guiado e dirigido pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo.

Jesus Cristo o pastor por excelência revela Deus de uma maneira não revelada antes nas Escrituras. Nenhum profeta, nenhum líder em Israel revelou Deus de maneira tão profunda como o nosso Senhor Jesus Cristo, pois ele era um homem de oração, um homem que amava a Palavra de Deus cuja a vida não era dirigida por normas ou formas humanas mas pelo Espírito Santo. Olhar para a vida de Jesus Cristo é redescobrir a excelência do ministério pastoral focado em Deus e na sua Palavra.

Dr. A. W. Tozer nos diz que é da maior importância para a nossa vida espiritual ter sempre em mente uma correta concepção de Deus . Jesus no dia a dia do seu ministério nos ensina a termos concepção clara de Deus. Ele nos despoja de qualquer visão distorcida, doentia, materialista desfocal e denomicista.

Jesus Cristo mostra Deus como Aquele a quem os limpos de coração irão ver (Mt.5.8). Diz que os pacificadores serão seus filhos ( Mt.5.9). Mostra-nos que o nosso comportamento diante dos homens glorifica Deus (5.16). Ensina-nos que o amor pelos inimigos é a insígnia dos filhos de Deus. (Mt.5.45) Nos ensina um caminho novo no que tange ao dar glorifica ao Pai (Mt.6.4) nos mostra o cuidado de um Pai Amoroso que se preocupa com seus filhos (Mt.6.8-25-34) e mostra-nos um caminho novo de intimidade com o Pai não visto em outras épocas (Mt.6.9-15-16-18). Jesus Cristo nos ensina a essência da vida e o propósito do homem (Mt.6.33).

A propedêutica do Sermão do Monte diz que o Senhor Jesus passou a ensiná-los (Mt.5.2). e ele deseja nos ensinar como pastores para essa geração. Ele deseja nos ensinar o caminho da espiritualidade que agrada ao Pai que está despojado do humano, do dogmatismo, do pragmatismo excêntrico, dos aplausos humanos, do elitismo ministerial etc. Jesus Cristo o Sumo Pastor é um modelo para nós pastores de sofrimento e de suportar sofrimento é um modelo de humildade , de dependência total, de clareza no ensinar, de afeto e de carinho de sensibilidade diante de Deus e diante dos homens. É um exemplo de deixar se aproximar e de se aproximar, Suas Palavras estava pautada na verdade e na práxis diária.

Ele de fato é um modelo de lidar com os inimigos e opositores ao seu ministério. É um modelo de oração e de intimidade com o Todo Poderoso. É um modelo de quebrar o Status quo de romper com o sistema humano subjugando as forças maléficas. É um modelo de oração e de intimidade com o Todo Poderoso.

Jesus Cristo o sumo pastor é um modelo de doçura cativante,de convicção da sua missão, de amor transbordante , de lidar com a demonização sem teatrismo., de investir aonde ninguém quer investir, de fidelidade à missão e ao seu Deus, de vida simples e do despojamento cristológico. Ele é um modelo terapêutico- mutli-facetário. É um modelo de viver a vida debaixo da direção do Espírito Santo. É um modelo de urgência de celebração da vida e de equilíbrio. É um modelo de renúncia e de negação. É um modelo de obediência a vontade de Deus e sua Palavra.

Quando olhamos para o ministério de Jesus Cristo como modelo para a pastoral do século XXI, temos que Ter ciência que ele ultrapassou barreiras e fronteiras e se dedicou ao máximo para comunicar a Palavra do Senhor. Ele não buscou aplausos dos homens, aprovação humana e não andou nos bastidores da vá religião e nem do elitismo ministerial. Em se tratando de modelo ministerial de Jesus Catalão Angel Castañeira diz que:

Temos que revisar, então o modelo de Jesus cujo ministério público foi essencialmente relacional. Ele andava no meio das multidões, ou então tinha encontros privados com determinadas pessoas, até mesmo de noite. Ele sabia o que era sentir o calor do meio-dia no deserto de Samaria, ou o frio da morte no quarto de um adolescente. Ele deixou-se tocar por uma mulher cerimonialmente impura, e tocou intencionalmente num leproso, isolado pela sociedade. Ele falou de situações cotidianas, de sal e lâmpada, de sementes e pastores de pais e filhos. Hoje, mais do que nunca, devemos seguir este modelo, se queremos alcançar a geração pós-moderna (Apud Salinas, 1999, p.46).

Essa declaração nos mostra como Cristo soube comunicar o Reino de Deus na sua época, o amor que ele devotava pela a humanidade e a lucidez que ele tinha do seu ministério e do relacionamento com Deus. Ele rompeu barreiras e fronteiras. Ele tanto sabia conversar com a pessoa mais culta como sabia conversar com uma mulher desprezada a beira de um poço. Ele tanto sabia participar dos grandes banquetes, como sabia ficar três dias no povoado de Samaria comendo pão simples.

Ele tanto sabia pregar para uma multidão, como sabia atravessar o mar da Galiléia e se encontrar no sepulcro com um endemoninhado gadareno. Ele tanto sabia falar para um publicano Zaqueu descer da árvore, como sabia dizer para um príncipe do povo chamado Nicodemos que é necessário nascer de novo.

Cristo rompeu barreiras e se encontrou com o descamisado da sua época, com a prostituta, com o fariseu, com os necessitados e com os aflitos. Ele amava essas pessoas e por causa do seu intenso amor para com o Pai e para com os homens ele morreu na cruz. Se queremos Ter um ministério frutífero no ponto de vista cristológico devemos seguir os passos de Jesus e não do modismo contemporâneo. A igreja de Cristo e o líder cristão deve romper as barreiras e as fronteiras e se apresentar para essa geração como Sal e Luz, como guardadora da Verdade e praticadora da Verdade. Ela deve ir aonde Cristo foi, deve romper as barreiras e anunciar Deus para esse mundo sofrido.

Cristo em seu ministério tinha um alvo claro o seu escopo era a glória de Deus Soli Deo Gloria. Jesus resumiu o seu ministério em cinco palavras “ Eu te Glorifiquei na Terra”. (Jo. 17.5) Porem o que muitas vezes pulsa hoje no círculo pastoral é a exaltação do homem em detrimento à exaltação de Deus é o homocentrismo poemênico em detrimento ao centrismo em Deus e o conceito bíblico do ministério.

O ministério pastoral sadio tem em Cristo o seu exemplo maior, pois os tempos mudaram mas o caráter revelador do sumo pastor que é Cristo não muda. De fato Jesus Cristo como diz as Sagradas Escrituras é o “ Bom Pastor que dá a vida pelas suas ovelhas (Jo.10.11,14) e esse Bom Pastor deu seu próprio sangue em favor de nós (At. 20.28) . Ele também é o Sumo Pastor das nossas vidas (I Pe 5.4;Hb.13.20) e requer de nós ministro obediência a sua Palavra (Mt.7.24-27).

Jesus Cristo e o modelo seguro do pastorado hodierno. Nada pode substituir o caminho santo do ministério proposto por Deus em sua palavra. A Palavra de Deus é rica em todos os sentidos para “avaliar”, “capacitar” e “repreender” o nosso ministério pastoral. Uma das passagens cristologicas que trabalha de maneira séria, continua e reflexiva o tecido santo do ministério é a passagem de João 10. 1-21 que mostra Jesus Cristo como o “Bom Pastor”. Aqui percebemos os desdobramentos pastorais na qual deve estar estampados em todo o ministério pastoral sério que tem em Cristo seu modelo maior.

Os Sinóticos não apresentam este quadro mas o quarto Evangelho deixa para nos uma sementeira pastoral para redescobrirmos a excelência ministerial tendo como pauta a cristologia e o examinar da palavra de Deus. O quarto evangelho nos mostra com clareza essas verdades teológicas quando mostra Jesus Cristo como “Logos”, “Messias”, “Filho do Homem”, “Filho de Deus”, “Missão do Filho”, “A Humanidade de Jesus” e o “Messias-Pastor”.

No Evangelho de João o próprio Messias Pastor coloca a base de um ministério que deve ser redescoberto na pastoral de um Brasil contemporâneo. Dr. John Stott em seu livro Ouça o Espírito Ouça o Mundo: Como Ser Cristão Contemporâneo, traça para nós o perfil ministerial a parti de João 10.1-21 que mostra Jesus como o Bom Pastor. Stott chamou isso de “ O Modelo Pastoral” e advoga que é sábio conhecer e imitar os passos do pastor principal, pois todos nós somos subpastores Dele para o serviço dos santos. Trabalhando esta passagem Stott nos leva para sete caminhos da verdade cristológica que modela o nosso ministério pastoral .

Em Primeiro Lugar fica patenteado que o bom pastor “ Conhece as suas Ovelhas” (Jo.10.3,14-15). Stott diz que à primeira característica e a mais básica dos subpastores de Jesus Cristo é o relacionamento pessoal que se deve desenvolver entre o pastor e as suas ovelhas . Essa verdade levantada aqui deve ser uma reflexão para todos nós que estamos inseridos no ministério.

Jesus indicou também que o seu relacionamento com o seu povo seria recíproco ( Conheço as minhas ovelhas, e elas me conhecem a mim. Jo.10.14) e, ao mesmo tempo, íntimo ( Assim como o Pai me conhece e eu conheço o Pai Jo.10.15). Havia em Jesus Algo de transparentemente franco e sincero. Ele não tinha nada a esconder. Ele mesmo disse que uma marca de sua verdadeira amizade era o fato de ter-se dado a conhecer aos seus discípulos (Jo.14.21;15.15). Obviamente, isto não significa que os pastores precisam revelar todos os seus segredos á congregação; mas pelo menos eles deveriam estar dispostos a dar o passo difícil e humilhante de abrir mão de um pouco de sua privacidade e de se deixar conhecer como seres humanos tão frágeis e vulneráveis quanto qualquer outra pessoa (1997,p.314).

A correria pastoral a privacidade pastoral e a mentalidade populacional eclesiástica têm roubado essa intimidade entre o pastor e as ovelhas. As pessoas não são clientes de uma igreja nem fregueses eclesiásticos ou um registro no rol de membros mas são pessoas criadas por Deus para a sua glória cada uma com sua história de vida e com seu nome próprio.
Em Segundo Lugar o Bom pastor deve “Servir as suas Ovelhas”. Eu Sou o Bom Pastor disse o nosso Senhor Jesus Cristo e o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas (Jo.10.11). Stott diz:

Ele se dedica ao bem estar delas e toda a sua vida é dominada pelas necessidades delas. A principal reclamação de Deus contra os líderes de Israel era esta: “ Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas? (Ez.34.2;Jd.12). (...). Jesus mesmo deu a vida pelas suas ovelhas. Não agiu como um empregado ou mercenário, que faz o trabalho por dinheiro. Ele cuidou delas genuinamente, a ponto de morrer por elas. Seu grande amor se revelou em sacrifício e serviço, sacrificando a si mesmo para servir aos outros. ( 1997,p.315).

Servir o rebanho do Senhor é regra básica para todo o ministério pastoral que tem em Cristo seu exemplo maior. A convulsão pastoral que colocou o pastor como aquele que é servido e não aquele que serve é um modismo, carnal, diabólico e anticristão. O pastor não pode buscar os seus próprios interesses mas o interesse do povo de Deus como cartilha poimênica (pastoral).
Richard J. Foster em seu célebre livro Celebração da Disciplina: O Caminho do Crescimento Espiritual diz que assim como a cruz é o símbolo da submissão, a toalha é o símbolo do serviço. Em João 13.1-20 está exposto de maneira clássica o caminho do ministério. O Evangelho de Marcos também ratifica que Jesus Cristo não veio para ser servido , mas para servir (Mc.10.45)

Dr. C.Gene Wilkes em seu livro O Último Degrau da Liderança: Descobrindo os Segredos da Liderança de Jesus trabalha todo o seu livro no prisma da liderança servil que tem em Cristo o modelo clássico do serviço. Ele atesta dizendo:

Para Jesus, O Modelo de Liderança era o Serviço. Ele jamais serviu a si mesmo. Num primeiro momento, liderou como servo do Pai celestial, o qual lhe dera a missão. Se observarmos a vida de Jesus de um nível mais elevado, veremos que tudo o que ele fazia estava a serviço da sua missão. Sua missão pessoal era servir, não á sua própria vontade, mas á vontade do Pai. Jesus disse: “ Por que eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade; e, sim, a vontade daquele que enviou” Jo.6.38 ( 1998,p.22).

É nesta ótica da liderança servil que os líderes devem dirigir o seu ministério pastoral, pois como disse Jesus “ Vós me chamais de mestre e Senhor e dizeis bem, por que eu sou. Ora, se eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. Na verdade na Verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu Senhor, nem o enviado maior do que aquele que o enviou. Se sabeis essas coisas, bem aventurados sois se as fizerdes ( Jo.13.13-17).

Em Terceiro Lugar, o Bom Pastor “ Guia as suas ovelhas”. No contexto palestino oriental o pastor vai a frente de suas ovelhas, coisa que geralmente o pastor ocidental não faz pois deixa esse encargo para cães pastores que são treinados para a tarefa de guiar. No Antigo Testamento Javé guiava o seu povo como bom pastor. O salmo 23 mostra de forma clássica Javé como pastor guiando o seu rebanho. Em João 10.4 Jesus atesta que suas ovelhas obedecem sua voz e seguem sua vontade do Messias-Pastor.

Com os pastores cristãos acontece algo parecido. É nossa solene responsabilidade guiar as pessoas de tal forma que seja seguro para elas seguirem a nós. Ou seja: temos de ser para elas um exemplo coerente e confiável. Convém lembrarmos que Jesus introduziu no mundo um novo estilo de liderança, a saber, a liderança pelo serviço e pelo exemplo, e não pela força. O apóstolo Pedro compreendeu isto e o ecoou em seus ensinos: Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós ... Não como dominadores dos que vos foram confiados, antes tornando-vos modelos do rebanho (I Pe.5.2-3) ( 1997,p.317)

O Biblista J. Andrew Overman em seu livro Igreja e Comunidade em Crise, traça um paralelo da perspectiva de Jesus Cristo para guiar o seu povo com a figura degenerativa dos líderes de sua época que guiavam o povo de maneira excêntrica. O evangelho de Mateus diz:

E percorria Jesus todas as cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas deles, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo. E, vendo a multidão, teve grande compaixão deles, por que andavam desgarradas e errantes como ovelhas que não tem pastor ( Mt.9.35)

Overman relata que Mateus quer deixar claro que o povo não tem uma liderança adequada que conduz eles a verdes pastos da Palavra de Deus. A palavra “ teve grande compaixão”, está em afronta com a falta de compaixão dos líderes religiosos da época de Jesus Cristo. O cansaço e o abatimento do povo de Deus são comparados com a ovelha cansada e abatida. Isso é resultado da debilidade dos péssimos pastores-lideres que deixaram as ovelhas chegarem a esse ponto complexo.

Javé guiava o seu povo ( Sal 80) Cristo como o Bom pastor também guia o seu Povo (Jo.10.4), e requer de nós pastores fidelidade e autenticidade ministerial na condução da comunidade. Os líderes devem ter ciência que eles são servos do supremo pastor e que devem seguir suas pegadas. Guiar o povo de Deus nada mas é do que mostrar para esse povo a vontade de Deus para o seu rebanho que está classicamente na sua Palavra, por isso o líder deve sempre examinar as escrituras como regra para o seu ministério.

A diretriz e a condução da igreja não são feitas por técnicas, modismo, meninice, egocentrismo, politicagem, interesse próprio, manobra de poder etc. Essas são características do pastor mercenário condenado por Cristo em sua palavra (10.13). O pastor segundo a Bíblia conduz as suas ovelhas para a glória de Deus em direção ao supremo pastor e o bom pastor que é Cristo (Jo.10.11).

Em Quarto Lugar , o Bom pastor “ Alimenta as suas Ovelhas”. Em João 10.9 Jesus Cristo deixa claro que Ele é a porta “ Eu Sou a Porta” e prossegue dizendo “ Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem”. Stott declara que a primeira preocupação dos pastores sempre é que as ovelhas tenham o suficiente para comer, pois a saúde delas depende das pastagens nutritivas. Assim Jesus Cristo como excelente pastor, foi acima de tudo um mestre, pois ele alimentou os seus discípulos com a boa comida de sua instrução de suas palavras ( 1997,p.318).
Phillip Keller em seu livro Nada me Faltará: O Salmo 23 á luz das experiências de um pastor de ovelhas, nos mostra de maneira técnica organizacional o ambiente e as implicações de um pastor de ovelhas.

As ovelhas não cuidam de si mesmas, como supõem alguns . Mais que qualquer outro tipo de criação, elas exigem atenções infindas e cuidados meticulosos. (...). O Salmo 23 poderia muito bem ser chamado o hino de louvor de Davi, pelo cuidado divino. Pois o poema todo narra a maneira como o Bom pastor não se poupa pelo bem-estar de suas ovelhas (1984,p.18).

Keller que foi ovicultor deixa claro que as funções de pastor é “Prazerosa” mas também “Laboriosa” e requer do pastor dedicação, senso de direção, auto abnegação e suprimento. O pastor que redescobre o seu ministério no tecido santo do ministério de Jesus Cristo vai perceber que ele era um mestre que alimentava a multidão com o pão da Palavra de Deus.

Stott diz que os pastores de hoje tem essa responsabilidade, o ministro é um ministro da Palavra, pois o pastor acima de tudo é um mestre que alimenta o seu rebanho com a palavra de Deus. Ele deve estar “apto para ensinar” (I Tm.3.2) e deve “doutrinar” o seu povo (Tt.1.9). Ele deve ser fiel ao ensino apostólico ( Didache) e deve ao mesmo tempo ter o dom para ensinar o povo de Deus (Didaktikos), pois o ministério pastoral deve ter essa ambição. Primeiro apresentar todo homem perfeito, maduro em Cristo (Cl 1.28) e Segundo aperfeiçoar os santos para desempenhar seu serviço na obra do Senhor (Ef.4.12) esse deve ser o foco pastoral segundo a Bíblia.

Como pastores da igreja no Brasil contemporâneo devemos sem dúvida alimentar o rebanho do Senhor com a Palavra de Deus. Os pastores que seguem as pegadas de Cristo não iram deixar anêmicos e nem raquíticos o rebanho do Senhor mas irão conduzir eles para os verdes pastos da Palavra imutável de Deus.

Em Quinto Lugar o Bom pastor “ Controla as suas Ovelhas”. Stott observa neste ponto que este controle não é déspota e nem uma espécie de coronelismo ou o redescobrimento do conceito medieval de bispo príncipe. Este aspecto do controle das ovelhas são conotações de autoridade segundo Deus. No Antigo Testamento e no grego clássico a figura pastor era empregada para Reis que guiava o seu povo. (II Sm.5.2).

Segundo Stott o verbo grego poimaino “ pastorear um rebanho”, passou a significar um domínio duro, rígido. Neste sentido o mundo da realeza “ palácios, tronos, reinos”, não podem ser aplicativos ao conceito de pastor segundo Deus. Os pastores controlam as ovelhas do Senhor mas não são donos das ovelhas do Senhor. Uma liderança rígida baseada na coroa e não na doutrina neo testamentária é pseuda e míope.

De fato os pastores mesmo sendo servos do rebanho também tem autoridade sobre o rebanho, mas a autoridade é delineada por Deus e não por modelos alheio a sua palavra. Assim como o pastor não deve ser um déspota na casa do Senhor os membros devem compreender que ele tem autoridade divina sobre a congregação dos santos e ele recebe do Senhor o legado de presidir o rebanho de Deus segundo o modelo estabelecido na palavra do Senhor .

O apóstolo Paulo deixou isso claro em sua teologia pastoral. “ Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam; e que os tenhais com amor em máxima consideração, por causa do trabalho que realizam. Vivei em paz uns com os outros” . ( II Tes.5.12-13).

O escritor aos Hebreus lança um facho de luz neste aspecto poemênico. “ Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram” ( 13.7). Ele prossegue dizendo: “ Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; por que isto não aproveita a vós” ( Hb.13.17).

O Apóstolo Pedro em sua poemenologia diz que “ Devemos pastorear o rebanho de Deus que há entre nós, não por constrangimento,mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelo do rebanho” (I Pe.5.2)

O governo pastoral e sua autoridade não é um singularismo mórbido, desfocal, desconjuntado, uliginoso e separatista. A igreja é composta por líderes e no conselho dos santos existe sabedoria. Um pastor que acha que sua decisão deve sempre ser acatada e sua palavra deve ser sempre a última palavra e não revisa o posicionamento eclesiástico e do corpo ministerial esta na contra mão de um pastorado sadio (Mt.18.15-20; I Cor.5.4-5-13) chegando às raiais de um papismo evangelical desconecto com a herança bíblica e ulterior.

O reformador João Calvino nos diz que este adendo aqui exposto deve ser aplicado somente àqueles pastores que levam de fato a sério o seu ofício, pois aqueles que usam mal o título de pastor merecem bem pouca reverencia e pouca confiança, pois aqui não está a tirania eclesiástica mas o zelo pelas almas (Hebreus,1997,p.395)

Em Sexto Lugar o Bom Pastor “ Guarda as suas Ovelhas”. Este é um ponto básico na estrutura do ministério pastoral. O pastor segundo Deus tem a responsabilidade de guardar o rebanho do Senhor contra as investidas dos inimigos pois o mercenário não tem esse cuidado ele abandona as ovelhas deixando em situação de risco e de morte ( Jo.10.10-13).

Na palestina antiga o pastor sabia que uma das suas tarefas claras era guardar as ovelhas contra o lobo voraz e contra todo tipo de inimigo que ameaçava o rebanho ( I Sm.17.34-35). O apóstolo são Paulo em sua poemenologia destaca esse ponto de proteção de maneira clarificada para todos os pastores no campo da comunidade da fé (At.20.28-31; Fil.3.2; Col.2.8; I Tm.4.16; II Tm.2.14).
Dr. Stott deixa claro em suas pesquisas esse ponto pastoral.

Somente um bom pastor iria ficar, arriscando a própria vida para defender e recuperar as suas ovelhas. Interpretar a alegoria de Jesus não é nada difícil. Acautela-vos dos falsos profetas, disse ele em outro lugar. Eles se vos apresentam disfarçados em ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores. Se as ovelhas são o povo de Deus e os guardadores são os seus fiéis pastores, então os lobos são os falsos mestres e os mercenários são pastores infiéis, que nada fazem para proteger o povo de Deus de erros ( 1997,p.320-321).


Stott está certo quando salienta que o pastor segundo Deus não se comporta como mercenário escapando e fugindo do perigo mas ao contrário ele enfrenta os inimigos da comunidade da fé e essa tarefa não é simples mas dura, difícil e penosa. Como pastores devemos ser fiéis, vigilantes, protetores e se opor aos falsos mestres como fez Jesus Cristo o nosso modelo pastoral pois Ele nos ensina a “Alimentar” o rebanho e a “Guardar o rebanho”, pois o rebanho é do Senhor e Ele nos deu as ferramentas exatas para afugentar o inimigo, pois sendo fiéis a sua Palavra e vontade nós pastores no Brasil contemporâneo seremos recompensado pelo Supremo Pastor ( I Pe.5.4).

Em Sétimo Lugar o bom pastor “ Busca as suas Ovelhas”. Stott diz que esta tarefa de ir buscar aquelas que estão alienadas e perdidas faz parte da estrutura do ministério pastoral. Não devemos como líderes na casa do Senhor ser encontrado na denúncia poimênica do profeta Ezequiel 34.6 mas devemos como disse Jesus Cristo buscar as ovelhas perdidas que se extraviou na encosta do mundo( Lc.15.8-10; Lc.19.10 ). Richard Baxter em seu pastor reformado diz que Jesus Cristo desceu do céu para á terra para buscar e salvar o que se havia perdido, todavia nós devemos ir ao nosso vizinho, nas ruas, nas vilas para buscar as ovelhas perdidas.

Eis aqui, portanto, a belíssima idéia de ministério pastoral retratada por Jesus. Onde quer que haja ovelhas, sejam elas perdidas ou achadas, existe a necessidade de pastores que vão buscá-las e pastoreá-las. Seguindo o exemplo do próprio bom pastor, os pastores humanos irão esforçar-se por conhecer e servir, guiar, alimentar e governar as ovelhas do rebanho de Cristo, protege-las dos lobos saqueadores e busca-las quando se extraviarem ( STOTT 1997,p.323).


O pastor segundo Deus busca as ovelhas impulsionado pelo serviço e pelo amor cristão. Ele tem ciência que seu ministério pastoral inclui em seu bojo essa verdade ventilada por Jesus Cristo. Ele não adota um modelo de liderança dos governantes deste mundo (poder) e nem adota o estilo dos fariseus que gostavam de honras, pompas e bajulação.

Como diz Stott no Reino de Deus o serviço cristão não pode ser visto como um degrau para a grandeza, ele já é a grandeza, pois o fato de servir uns aos outros já é a própria grandeza no Reino de Deus, pois o pastor segundo Deus não adota esse modelo anti cristão “ governantes- fariseus’, que denota gerenciamento de negócio, prestígio social, fama, bajulação excêntrica, elevação do ego e super valorização do humano ao invés disso o pastor segundo Deus serve ao seu Senhor e o seu rebanho com coração humilde , simples ,servil e sofredor ( Mc.10.42-45; II Tm.2.24; II Tm.4.5).

Charles Colson diz que “ nada distingue mais os reinos do homem do reino de Deus do que suas visões diametralmente opostas quanto ao exercício do poder, pois um procura controlar as pessoas, o outro buscar e servir a elas; um promove o ego, o outro abate o ego; um busca prestígio e posição o outro eleva o humilde e o desprezado


. Dr. Russel Shedd em seu livro O Líder que Deus Usa: Resgatando a Liderança Bíblica para a igreja no Novo Milênio, nos mostra de maneira profunda qual é o líder que Deus usa. Ele alista de forma didática alguns pontos que são de suma importância para a comunidade local. .O líder que Deus usa dever ser: “Perseverante”, “Viver uma vida Santa”, “Ser cheio do Espírito”, “Ser sábio”, “Ser um homem de fé e de amor”, “Ser servo”, “Ser marcado pela visão de Deus”, “Ser um homem de valor”, “Ser um homem com motivação santa”, “ Ser grato”, “Ser Humilde”, “Ser um Aprendiz”, “Ser um homem com interesse no Reino”, “Ser Otimista”, “Ser um Homem de Oração Perseverante”. Para o Dr. Shedd esses requisitos mostram a liderança piedosa que tanto precisamos no Brasil Contemporâneo.

Shedd também mostra o perigo ministerial quando um líder está fora dos padrões estabelecidos por Deus. Nada é tão anti-bíblico e complexo quando um líder nutre no tecido do seu ministério: “A incredulidade”, a “inconstância’, o “desânimo”, a “estagnação”, a ‘inveja’, a “soberba”, a ‘falsidade’ e a ‘falta de equilíbrio’, a “transparência”, a “integridade” as três barras

Todo pastor e líder deverá prestar contas a Deus da sua atividade pastoral (Hb.13.7), ele esta incumbido de pastorear com critério santo o povo de Deus ensinando as verdades divinas ( At. 20.18; At.20.20; I Pe.5.2). Ele deve focar seu ministério não em modismo mas no ensino sadio para o crescimento do povo de Deus.

O pastor no Brasil contemporâneo deve margear a sua supervisão segundo as Escrituras ( At. 20.28;I Tm. 3.2; I Tm.5.17; Tt. 1.9; I Pe.5.2). O governo dos líderes da igreja junto ao rebanho do Senhor não é como os líderes deste mundo mas ele segue o padrão divino ( Mt. 20.25-26; I Tm. 5.17; Hb.13.17,24; I Pe.5.3).

O líder segundo o modelo bíblico deve desenvolver uma vida de auto vigilância ( At. 20. 31; I Tm. 4.16) e de convicção que o rebanho não pertence a ele mas ao supremo pastor das nossas almas ( At. 20.28). Ele também deve ter ciência dos falsos mestres que se infiltraram nas fileiras dos santos ( At. 20.29-30) esses mestres serão seguidos por pessoas que rejeitam a sã doutrina abraçando fábulas humanas e doutrina de demônios ( I Tm. 4.1-3; II Tm.4.3.

Por isso o líder cristão deve capacitar outros líderes para a santa obra do Senhor (II Tm.2.2). O pastor segundo Deus deve viver uma vida de piedade ( I Tm.4.7; I Tm. 4.16; I Tm. 4.8; 6.3; II Tm.2.3-5; I Co.9.27) e deve ter uma vida de integridade e de caráter marcado pela piedade ( I Tm.3; Tt.1). Para o líder cristão se munido da verdade cristã ele deve ser marcado pela Bíblia ( Cl.3.16) e desejar conhecer a Deus ( Jer.9.21; Fp.3.8-10).

Ele sem dúvida será um bom manejador da verdade divina (II Tm.2.15; Ef.6.17; Hb.4.12) e trará gloria para Deus ( I Co.10.31), pois estará lutando em prol da verdade divina frente as pseudas falácias que estão no ministério excêntrico anti cristão ( Jd.3). O pastor cristão deve ser um homem de oração (II Cr. 7.13,14; At.6.4; Ef.1.3;; Ef. 1.15-23 Cl.1.10; I Pe.5.7;

O pastor hodierno é convocado por Deus para viver a vida ministerial de acordo com a sua vontade santa. Ele deve “ Apascentar” o rebanho de Deus ( At.20.28; I Ped.5.2). Deve “ Fornecer supervisão espiritual ( At. 20.28; Tt.1.7). Deve liderar como “ Homem de Deus amadurecido ( At.20.17; Tt. 1.5; I Pe. 5.1) e deve ser “ Fiel como despenseiro do ministério divino ( Tt. 1.7




Pastor Carlos Augusto Lopes, Assembléia de Deus Independente de Tubarão SC, http://www.carlosalopes.com.br/ BLOG www.carlosalopes.blogspot.com – pastorcarloslopes@hotmail.com

terça-feira, 18 de setembro de 2007

CAMINHANDO COM JESUS PELAS RUAS DA CIDADE DE TUBARÃO (SC)

A Cidade em perspectiva multidisciplinar é de suma importância para eclesiologia contemporânea, pois nos leva para um campo de reflexao além fronteiras. Olhar a nossa cidade numa ótica que envolve um desdobramento integral é importante para caminharmos de maneira sólida o chao da Bíblia e suas facetas como também o chao da cidade em seus vários degraus seja ele “ político, social, ecológico, econômico etc”.

O pastor e o líder nao podem jamais ficar isolado do mundo em sua masmorra eclesial, mas ele deve descer do seu pedestal e perceber a afliçao do povo que vive ao seu redor. Jesus Cristo nao ficou trancado em seu escritório em Cafarnaum, mas era sempre encontrado no meio do povo, no meio das pessoas, indo incansavelmente de cidade em cidade pregando o evangelho do Reino.
Jesus Cristo é um protótipo de quebrar barreiras em prol do reino. Em suas andanças ele fez isso com naturalidade, com amor, com despojamento e com propósito. Ele rompeu a barreira baihista farisaica, rompeu a barreira da exclusao e se encontrou com o fraco, o pobre o excluído, rompeu as barreiras sociais, se encontrou com todos os extratos da sociedade, rompeu a barreira da oca religiao e de seu formalismo excentrico e doentio, rompeu a barreira do racismo do preconceito vazio sem vida que dicotomizava samaritanos e judeus.
Na verdade Jesus Cristo rompeu barreiras e caminhou pelas cidades e aldeias ouvido o coraçao do povo, ouvido seus gritos, ouvindo seus clamores e se fez “um” com eles.Nosso trabalho sobre a cidade de Tubarao tem como objetivo essa visao além fronteiras, nao além fronteiras missiologal, mas alem fronteiras eclesial.

Esse além fronteiras eclesial tem a sua formataçao justamente na nossa missao e identidade. Somos sim chamados para fora, mas nao chamados para esquecer os de fora. As vezes no afa de sermos chamados para fora de um sistema complexo, sombrio, déspota, caótico, desumano, hostil etc. esquecemos que nao devemos dar as costas para os que estao de “fora”, de fora da comunhao, de fora da revelaçao, de fora da reconciliaçao, de fora da justificaçao e assim por diante.

Essa negaçao e esse dar as costas para as coisas que estao acontecendo no tecido da cidade é condenada pela Bíblia. O triangulo fundamentalista de “ igreja, casa, trabalho”, nao tem fundamentaçao bíblica, jogar toda a culpa no diabo, no sistema, no governo etc da situaçao que o mundo vive é simplista e mata o nervo da missao.

Ora Jesus Cristo nos chamou para essa missao “ O Ide e Fazei”, tem implicaçoes profundas de revoluçao que envolve todo o campo da cidade e nao somente as almas mas o ser integral.

Deus convida a igreja em Tubarao para percorrer as ruas da cidade, para percorrer os lugares gadarísticos, para percorrer os poços onde estao as mulheres samaritanas, percorrer os lugares aonde estaos os Zaqueus, os Bartimeus, a mae aflita sírio fenícia, o pai do menino que os discípulos nao conseguiram expelir o mal.

Convida-nos para encontrarmos com as prostitutas, os descamisados, os excluídos, os intelectuais como Nicodemos, os ricos como José de Arimatéia, os religiosos como Jairo principal da sinagoga, os sem fé como os nazarenos.

Deus nos convida como igreja tubaronense para olharmos os perdidos deste mundo colocar as crianças no colo sim aquelas crianças que nao tem moradia, aquelas crianças que sao vítimas de abusos emocionais, psicológicos, físico.

Aquelas crianças sem pai, sem mae, sem carinho, sem afeto, sem escola, sem teto etc. A frase do sociólogo Betinho “ Há se esse menino fosse meu”, deve ser refletida juntamente com a passagem linda de Jesus que a cima de conceitos teológicos áridos colocou no seu regaço as crianças deixando assim um exemplo no campo da doutrina e da práxis para a igreja tubaronense.

Há história eclesiástica mostra o quanto servos do Senhor foram consumidos por essa paixao de olhar a cidade e se envolver com ela. O que falar de George Muller, de William Carey, de Nicolau Zinzendorf, John Wesley, William Booth e tantos outros servos do senhor que no dizer de Hebreus “ homens que o mundo nao era digno”.

Deus nos convida para caminharmos pela cidade de Tubarao nao em tom turístico mas nas entrelinhas do realismo do levantar o tapete e perceber a sujeira contida ali precisando de varredura que nasce através da palavra de Deus e de coraçoes dispostas a fazer esse serviço santo, como foi santo o serviço de lavar os pés que Jesus Cristo fez deixando um exemplo para todos nós.

Nao é tarefa fácil lavar os pés desta cidade, mas no final sairemos triunfantes para os montes das oliveiras cantando o Hallel de Deus encarnando a cruz de Cristo e morrendo para o mundo ressuscitando e vivendo para a glória do Pai.

Deus convida os pastores, os líderes, os obreiros e todas as igrejas de Tubarao para caminharmos pela cidade e esse caminhar integral está a cima dos conceitos secundários doutrinal, pois é certo o dito dos nossos antigos irmaos pietistas. “ In necessarii veritas (unitas), in non necessarii libertas, in omnibus caritas”. ( nas coisas essenciais, veracidade ou unidade; nas coisas nao essenciais, liberdade; em todas as coisas amor)

A bela cidade de Tubarao localizada no sul de Santa Catarina é uma cidade em crescimento em desenvolvimento. Sua geografia é bem confortável, pois em sua volta estao várias praias “ Laguna, Imbituba, Jaguaruna” etc que atraí turistas de várias partes do Brasil e de fora”.. A cidade de Tubarao também fica perto da serra catarinense muito visitada no inverno em virtude da neve e do frio.

A Cidade Azul como é conhecida está entre duas Capitais: Porto Alegre e Florianópolis . Na regiao da Amurel Tubarao é a cidade pólo, cidade mais importante, cidade maior, cidade universitária, cidade do comércio, cidade hospitaleira, Cidade guerreira, pois foi destruída em 1974 pela enchente, porém seus moradores com fé, perseverança e muito trabalho recostruíram Tubarão do caos.


A igreja evangélica em Tubarao tem contribuído em várias áreas para a expansao do Reino de Deus entre os tubaronenses mas tem também percebido várias dificuldades principalmente na onda mundial do tribalismo pós-moderno, pós-cristao que a cada dia cresce nas fileiras juvenis da nossa regiao.

De fato em Tubarao vivemos o melhor dos tempos e o pior dos tempos. O melhor dos tempos se formata em virtude da cidade ser uma cidade alegre, hospitaleira, nao violenta, limpa, que tem uma assistencia satisfatória a nível hospitalar, social etc. O engajamento policial ainda nao adotou a síndrome promíscua da vendagem e do patrulhamento ético e faz um trabalho firme de combate a violencia, ao tráfico ao banditismo etc.

No campo escolar tubarao tenta diminuir o analfabetismo, tem capacitado todas as professoras na rede municipal num convenio com a prefeitura e a Universidade do Sul de Santa Catarina que é conceituada uma das melhores no Estado e no Brasil. No campo das idéias tubarao tem um forte jornalismo que denuncia os erros e ajuda a comunidade a se posicionar como também a nível radiofônico os programas a nível informativo das várias rádios que existem prestam serviço satisfatório a comunidade.

Um canal de televisao da Unisul TV tem permitido mostrar de maneira mas objetiva a visibilidade de Tubarao e regiao. Há cidade de Tubarao também tem ajudado a comunidade local e regional através de profissionais na área da saúde. O hospital em Tubarao é requisitado por muitas pessoas é uma forma de abrigo para o doente neste canto do sul catarinense.

A cada dia em meio as dificuldades o hospital vem se destacando em várias áreas no campo da saúde. Milhares de pessoas sao atendidas em seus vários níveis na emergencia através de convenio etc. Os laboratórios, as clínicas, os ambulatórios, os postinhos prestam serviço para a comunidade.

Apesar das dificuldades podemos dizer que estamos assistidos no campo da saúde aqui na nossa cidade. Os cursos na área de saúde da universidade “ Unisul”, em toda a sua dimensao tem também contribuído com isso junto a populaçao tubaronense. A cidade como qualquer outra cidade da capital ou do interior vive também o pior dos tempos no sentido de desmando no campo ético-moral. A promiscuidade em Tubarao tem crescido bastante. Um jornal local mostrou em tempos atrás que o tribalismo homossexual tem crescido na cidade.

Em várias ruas de Tubarao principalmente nas entradas da cidade que corta a BR 101 essa visibilidade é assistida quase todos os dias. Ali é denominado ponto de encontros aonde por trás disso tudo está envolvido nao somente corpos mas um descomando ético, familiar que envolve, promiscuidade, traiçao, violencia, droga e libertinagens.

O jornal local ventilou em entrevista com os travestis que o número de homens casados que procuram este tipo de hermeneutica do prazer é algo assustador. Os motéis espalhados na cidade em estradas federais e estaduais mostram o nível de degradaçao moral que se encontra a cidade neste sentido sexual liberalizante.

As conversas em torno do tribalismo juvenil e sua libertinagem sexual já chegaram nas raias da normalidade. Para muitas adolescentes, jovens etc ter sexo faz parte da onda “ ficar”, o prazer momentâneo tem sido experimentado pela nossa geraçao tubaronense. Nas escolas os próprios evangélicos jovens que nao praticam a libertinagem sexual e nem dao ouvido ao patrulhamento hedonista, sao taxados de careta, confuso, esquisito e toda forma de palavras que denegri essa atitude.

Em períodos de verao o tribalismo juvenil tem a sua máxima prazerosidade. O culto ao corpo tem penetrado em nossa sociedade. Para muitos jovens em Tubarao o corpo tem que ser cultuado em forma de dieta, academia etc. Tudo tem que esta em plena forma para o verao que é a consumaçao do exibicionismo e do sensualismo sulista, já que Tubarão é redeado de praias.

No campo das drogas os estudiosos percebem que Tubarao tem sido estigmatizado por está onda tribalista. Há tribo da cracolândia, da cocaína, da droga sintética, da maconha, etc. tem mostrado a sua força em chao tubaronense. Várias famílias tem vivenciado essa realidade destruidora.
Os jornais locais diários tem mostrado os muitos furtos, prisao, tráfego de drogas em nossa cidade. Geralmente esses roubos denominado menores é justamente para a manutençao do usuário que as vezes rouba um DvD e vende por 20 reais, 50 reais simplesmente para manter o seu vício. Muitos filhos roubam até mesmo em casa vendendo objetos que pertence a família para sustentar seu vício numa cadeia de desgraça.

Essa onda drogadita tem penetrado as escolas, danceterias, baladas etc. Sabemos que isso também gera no seio da cidade violencia urbana. É claro que numa cidade do interior essa escala é bem menor que de cidades grandes, porém vários casos de violencia urbana tem sido registrados em Tubarao, várias mortes em virtude de brigas, momentos de euforia, bebedeira, ira etc. tem sido ventilado.

Tanto a alta sociedade como nos bairros, mas pobres o veio da droga tem penetrado no tecido das famílias, gerando crise familiar, liberalismo, violencia, inativismo, parisatismo, suicídio, homicídio, crimes hediondos etc.

Outro fator que vem crescendo em Tubarao é o tribalismo da terceira Idade. Em tempos atrás o máximo que a terceira idade fazia em nossa regiao era ir a clubes de mae, jogo de bingo, na igreja, fazer turismo religioso, se envolver com a escola profissional, dançar uma seresta etc. Hoje essa realidade tem mudado e a terceira idade tem mostrado outro tipo de entretenimento que tem o seu lado bom e também sombrio.

Em escala nacional a AIDS, tem crescido muito nesta tribo. Hoje a palavra ficar nao é somente para os jovens apaixonados que se espelham em “Romeu e Julieta”, mas a terceira idade tem adotado esse sentimentalismo juvenil como forma de recompensar o tempo perdido ou aproveitar os anos que ainda resta.

A terceira idade tem sido trocada pela palavra a melhor idade. Idade da maioridade. Os bailes da terceira idade em nossa regiao tem sido movimentadíssimo. Junto com isso vem o ficar, o transar etc. Olhando isto no aspecto sociológico é recompensativo é algo saudável e gerador de lucros, porém muitos casais tem estado em guerra por causa dessa onda da terceira idade.
Sabemos que existem muitas coisas boas na saúde da diversao da terceira idade nao estamos aqui jogando fora o bebe e a água suja, sabemos que tem muitas pessoas nesta idade que sao sérias em nossa cidade, íntegras, educada, temente aos bons princípios, a Deus etc. A própria Universidade aqui em Tubarao tem incentivado a Universidade na terceira idade como algo descobridor, motivado, sarador, saudável.

Estamos aqui apontando um caminho do outro lado do rio da terceira idade. Podemos fazer assim aproveitando o ilustrativo geográfico da cidade de Tubarao que é dividida entre os rios numa espécie de “ mesopotâmia catarinense”, e se preocupar com essa idade querida que tem perdido muito coisa em virtude dos pseudos entretenimento que tem gerado em muitas famílias turbilhoes , confusoes e separaçoes.

Outro ponto importante também que tem crescido muito em escala mundial e também em escala municipal é a tribo dos internáutas. Sabemos que a Internet é como um peixe, uma rosa etc. Tem carne e pétalas, mas tem espinhas e espinhos.


É justamente no lado podre da Internet que surge a grande preocupaçao. Vários casos na Internet tem acontecido como desmando social, encontros que levam a morte, paqueiras virtual que levam a traumas emocionais, amizades desconfortante etc. Muitas páginas da Internet chamado de banda podre tem sido navegada pelos internáutas. Há onda conheça o mundo e as pessoas sem sair de casa tem gerado uma juventude, oca, sem motivaçao ética, superficial, desprovida de sentimentos clássicos, embrutecida, sedentária e soberba.

Muitas famílias quase nem se falam em virtude da correria do dia a dia e da onda da Internet com suas várias facetas emblemáticas como MSN, Bloog, Sites pluralistas, Floog, Orkut, etc.. Tem muitas pessoas se separando através do liberalismo dos bate papos e um muro tem sido erguido e ao mesmo tempo as cercas caem no novo mundo virtual a isso chamamos de paradoxo da cidade que caminha rumo a calamidade ética, moral e espiritual.

Segundo os dados dos órgaos competentes da Prefeitura Municipal de Tubarao em pesquisa realizada em várias áreas que afetam a vida da cidade mostra por exemplo no campo da mortalidade geral que em 2004 ocorreram 538 óbitos de residentes em Tubarao, destes um total de 415 (77,1%) ocorreu em maiores de 50 anos, 17% entre 20 e 49 anos e 3,3 % em menores de 1 ano. Pesquisa feita junto ao Programa Sentinela em Tubarao de janeiro a junho de 2006 mostrou que foram atendidas 72 crianças e adolescentes e 92 mulheres.
A pesquisa mostrou que entre as mulheres 34, 7% tiveram violencia física, 53, 4%, tiveram violencia psicológica, 11% tiveram abuso sexual. Entre crianças e adolescentes a pesquisa mostrou que 7,0% sofreram violencia física, 58,4% violencia psicológicas, 4,1% sofreram abuso sexual e 19,4% negligencia.

A violencia urbana, a violencia doméstica e todo o tipo de patrulhamento da dor e da dignidade tem sido uma realidade em nossa cidade. No primeiro semestre de 2006 em Tubarao foram atendidas mais de 400 mulheres na Delegacia da Mulher da Cidade. Esse número segundo os estudiosos é alarmante, mas ainda nao espelha a realidade da violencia já que muitas mulheres nao denunciam e sofrem calada em virtude do medo, da dependencia financeira, emocional, vergonha etc.

A pesquisa mostrou os vários atos infracionais acometidos por adolescentes na nossa cidade como delitos, tóxicos etc. que se torna um agravante e requer uma política séria dos órgaos competentes na luta contra esse gigante de malignidade integral em nossa cidade.

O espaço nao permite nos aprofundar no campo de pesquisa social porem esse extrato evidenciado já nos chama a atençao para repensarmos o papel da igreja no mundo diário de Tubarao.

Aponto esse tribalismo aqui em virtude do pulsar contemporâneo que passa minha cidade. As ondas da globalizaçao, da pós-modernidade, no movimento pós-cristao, do descaso social em tom genérico, preconceito, dicotomizaçao tem atingido nosso dia a dia e o cenário de uma cidade pacata, tranqüila sulista vai dando lugar para uma onda liberalizante camuflada que mata, extingue, aleija e deixa manca a ética e os bons costumes.

Dentro deste quadro sociológico a igreja tem que ter sua participaçao ativa. Ela jamais pode ficar trancada em suas redomas esquecendo a mortandade que atinge essa geraçao. Nao podemos, mas transferir responsabilidades tao claras para os órgaos competentes do governo federal, estadual e municipal, a igreja tem o seu papel nesta sociedade.

Traçamos até aqui um paralelo sintético sobre Tubarao e seu realismo é claro que precisaríamos de um estudo mais apurado para detalharmos todos os contornos que envolve a cidade em todos os seus níveis “ político, religioso, social, econômico” etc.

Sabemos que nosso estudo aqui é uma genesis neste pélago de complexidade, porém é reflexivo para nós cristaos evangélicos que vivemos aqui, pois devemos buscar a paz na cidade como disse o profeta Jeremias.

Devemos também proclamar o evangelho na nossa cidade de maneira bíblica e revolucionária que condena e da perdao, pois a era escatológica é um realismo bíblico e juntos fomos chamados para a reconciliaçao e para reconciliar em nome de Jesus Cristo o homem com Deus.

Em Tubarao sou secretário geral do “Conpet” Conselho de Pastores Evangélicos e acredito que devemos repensar a nossa cidade a luz da Bíblia e também a luz da realidade diária. Com este quadro em vista aponto alguns caminhos que as igrejas evangélicas em Tubarao poderiam tomar para remir está cultura, remir o tempo, remir está geraçao e proclamar Cristo como Senhor da vida, da história de maneira prática e doutrinal que alcance todos os níveis dessa sociedade sulista, sendo contemporânea sem perder a essencia do evangelho.

1) Hás igrejas de Tubarao devem se unir em torno do Reino de Deus e nao em torno do seu denominacionalismo. Quando colocamos interesses denominacionais acima do Reino de Deus nossa mensagem fica manca, unilateral e nao proclamamos todo o conselho de Deus.

2) Hás igrejas em Tubarao devem ter um programa sério e claro no que tange ser sal da terra e luz para o mundo. Nosso evangelismo nao pode perder a essencia, mas deve ser contemporâneo em busca do outro com uma mensagem diretiva. O sal nao pode ficar no saleiro mas fora do saleiro usando uma linguagem contemporânea cabiofabial.

3) Hás igrejas em Tubarao nao devem se misturar na politicagem suja que nao glorifica a Deus, mas deve sim ter voz profética nos bastidores dessa sociedade. Ela deve ser representativa no sentido de expressar Deus, mas nao deve ser ausentiva em assuntos que envolvem a ética, a cultura etc.

4) Hás igrejas em Tubarao e nao somente “ Uma”, deve realizar fórum de debates, conversas que giram em torno de assuntos concretos para ajudar nossa cidade como por exemplo: Drogas, moralidade, aborto, globalizaçao, materialismo, consumismo, tribalismo, violencia doméstica, urbanismo, ecologismo, ética, celula tronco, política, ação social etc.

5) Hás igrejas evangélicas em Tubarao devem ter seu olhar para o céu, mas seus pés devem trilhar a realidade contemporânea da dor, da injustiça, da sabotagem, da marginalidade, da discriminaçao, do preconceito plastificado e mascarado no tecido da nossa cidade etc. Ela deve glorificar a Deus em todos os momentos e apressar os seus pés para abraçar a viúva, o órfao, o desempregado, aqueles que precisam de cuidados especiais etc.

6) Hás igrejas em Tubarao devem de fato ter uma visao Integral do homem. Deve olhar o homem no seu todo e nao somente no aspecto imaterial da alma, mas de todo o seu ser. O shalom bíblico nao é simplesmente um apertar a mao e dizer “ paz”, mas é algo mas profundo que tem abrangencia total, holística integral, tanto no campo antropológico, social, político, econômico etc.

7) Hás Igrejas em Tubarao devem capacitar seus líderes de jovens e preparar eles para a grande batalha epistemológica que enfrentamos. Batalhas de conceitos, batalhas de idéias, batalha acirrada contra o sistema humana e o caotismo de satanás e seus anjos caídos.

8) Hás igrejas em Tubarao jamais podem se intimidar em pregar e anunciar toda a verdade bíblica. Ela deve levantar bem alto o pilar reformado da “ “Sola Scriptura”( somente as Escrituras) frente as muitas ondas místicas que borboleteiam a nossa geraçao com conceitos falsos, imorais, tiranos e déspotas.

9) Hás igrejas em Tubarao devem compreender que vocaçao nao é somente dado ao clericalismo evangélico, os pastores, presbíteros, bispos etc. Mas o conceito de vocaçao deve ser redescoberto em nossa eclesiologia hodierna pois o sacerdócio de todos os crentes é importante ser repensado em uma época que precisamos de profissionais em todos os campos que influenciem aonde eles estao e ajudem a igreja em sua caminhada rumo aos homens e rumo aos céus.

10) Hás Igrejas em Tubarao tem que se posicionar de maneira firme contra o patrulhamento ideológico, contra a tirania das drogas, do divórcio, da fragmentação da família, do aborto, da corrupçao etc. Para isso ela tem que confeccionar um cinturao de comunhao e de açao, abrindo frentes de trabalhos jamais vistos na cidade como orfanato evangélico, clínica especializada evangélica, escola evangélicas, albergues evangélicos, Capacitaçao de jovens para o mercado de trabalho gratuito, escolas profissionalizantes em bairros pobres, miseráveis de nossa cidade etc

Deve fazer também um investimento pesado e sério sobre as crianças que sao a próxima geraçao. Temos perdido várias geraçoes para os traficantes de drogas de idéias, turismo sexual etc por que fomos negligentes em evangelizar as crianças, pois isso nao contabiliza números, nem dízimos etc.

Também temos sido negligentes em educar nossas crianças nos contentando com as escolas bíblicas para as crianças e nao preparamo-las para um mundo vil que está as nossas portas. A educaçao tem sido negligenciada nas igrejas da nossa cidade, pois nossos filhos sao patrulhados com conceitos tortuosos oriundo de uma educaçao secular que nao tem compromisso com Deus.

Passam horas e mais horas dias e, mas dias bebendo dos conceitos dessa sociedade e ficam uma ou duas horas em nossas escolas bíblicas e muitas das vezes a escola infantil é descontextualizada, apresentada em flana logrado, sem motivaçao, sem reciclagem ainda que seja de coraçao por parte dos professores os pastores e líderes precisam repensar um modo eficaz de educaçao bíblica que seja sadia, saradora e contínua.

11) Hás igrejas Tubaronenses deve pensar que ela tem um papel fundamental com a terceira idade com aqueles que ajudaram a construir essa cidade. Eles tem que ser assistidos com um programa claro apoiativo e nao uma disputa para ver quem vem para minha igreja.

Essa beligerância eclesial em nada ajuda o Reino de Deus. Devemos sim abrir nossas portas para repensarmos um evangelismo prático que ajudem a terceira idade tubaronense. Essa terceira Idade que vive nos cantos, com depressao, nas noites em busca de abrigo, que muitos deles sao desprezados, pela família pelo comércio, pela globalizaçao e sao jogados na esteira do preconceito. Muitos buscam os bailes da vida para afogar a dor que a vida proporcionou e que agora encontra paz em cançoes saudosista.

12) Hás igrejas evangélicas devem conhecer, mas a realidade social do povo tubaronense, conhecer o drama do desempregado, do paralítico, cegos, dos portadores de necessidades especiais, da violencia urbana, doméstica, dos índices de divórcio, de doenças sexualmente transmissíveis, de aidéticos, do número de cancerígenos, o drama de quem faz hemodiálise, diabéticos e todo o tipo de doença que assola essa sociedade tubaronense e se despertar para ajudar essas pessoas em seus dramas. Devemos como pastor e líderes da igreja em Tubarao visitar esses lugares e sentir no nosso coraçao a frase bombástica de Jesus Cristo que olhou a multidao e teve compaixao dela, pois eram como ovelhas sem pastor.

13) Uma realidade que é uma lacuna a ser preenchida em Tubarao é um ministério de misericórdia e de consolaçao para as famílias que perdem seus filhos em plena juventude em virtude de acidentes, drogas, violencia urbana, doenças etc.. Por falta de um olhar neste sentido o espiritismo tem crescido, pois dá uma soluçao para o desespero dos pais pela falta do filho. Muitos pais em nossa cidade vao buscar o médium par falar com seus filhos, perguntar como eles estao e saem dali consolados numa pseuda verdade vendida e embrulhada como soluçao paliativa pelo espiritismo kardecista.

14) Tudo isso nomenclaturado aqui de maneira sintética mais realística gera na cidade um mal social que está preso no tecido da sociedade. Precisamos sim de um evangelho integral, mas corporativo, mais atencioso e mais diretivo. Nao podemos nos contentar com os membros que já existem em nossas igrejas, mas temos que transformar a nossa cidade com o poder do Evangelho crendo no que disse Paulo “ o Evangelho é poder de Deus”, pois de fato neste evangelho existe uma revoluçao silenciosa.

Vimos até aqui um relato sintético da cidade de Tubarao, a Bíblia diz que Jesus Cristo no seu ministério percorria de cidade em cidade, mostrando o reino de Deus em sua forma abrangente e bonita. Jesus Cristo sem dúvida é o modelo maior das igrejas em Tubarao.

Através dele podemos percorrer também a nossa cidade e enxergar as ovelhas sem pastor em busca de água viva, de pao vivo e de salvaçao. Nao podemos olhar a banda passar sem nos envolver com os diversos mundo e submundo que existem em nossa cidade. Devemos invadir os becos, os guetos e anunciar o Reino de Deus de uma forma integral e séria interpretando de maneira prática , vivencial e encarnacional o Reino de Deus.

Urge a hora da igreja em Tubarao avançar e lançar as suas redes para as outras bandas em busca de peixe. Se obedecermos como apóstolo Pedro obedeceu “ sobre a tua palavra lançarei a rede”, iremos glorificar o nome de Deus aqui na cidade azul e colhermos o fruto dessa ousada obediencia.

Que a igreja Tubaronense com toda força do Espírito Santo e movida por uma paixao cristológica caminhe de gloria em gloria anunciando o evangelho transformador de Deus neste canto do sul, pois Tubarao é terra amada e querida como diz o velho hino, logo devemos calçar o sapato do evangelho e andar pelas ruas de Tubarao como Jonas andou pelas ruas de Nínive e veremos a boa mao do Senhor agindo revolucionariamente na cidade de Tubarao, pois bem aventurada é a cidade cujo Deus é o Senhor. De fato Jesus Cristo andou de cidade em Cidade de aldeia em aldeia proclamando o Reino de Deus assim devemos juntos caminhar com Jesus Cristo pelas ruas da cidade de Tubarao proclamando o seu Reino e a sua salvaçao.
ESTUDO REALIZADO PELO
PASTOR CARLOS AUGUSTO LOPES

Bibliografia


CORREA, Walmir Damiani. ADI: a nossa história. Tubarao/SC: [s.n.], 1999.

COLSON, Charles, É Agora Como Viveremos?. Traduçao Benjamim de Souza. Rio de Janeiro, CPAD, 2000

JULIO, Jose Freitas, Conheça Tubarao: Documentário Histórico e Outros Fatos. Tubarao , 1971

King, Martin Luther. Os Melhores Discursos de Martin Luther King: Um Apelo á Consciencia, traduçao Sergio Lopes, Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed. 2006

LOPES, Cida, A Realidade de Tubarao citado na 5 Consciencia Missionária da Igreja Assembléia de Deus Independente de Tubarao SC, Novembro de 2006

MUZIO,Rubens, Revoluçao Silenciosa II: Transformando a Sociedade com a Força do Evangelho do Reino, Brasília: Palavra, 2006

STOTT, John, Mentalidade Crista: Posicionamento do Cristao em Uma Sociedade Nao Crista. Traduçao Sileda S. Steuernagel, Niterói, Editora Vinde 1994

SCHAEFFER, Francis, Morte Na Cidade: A Mensagem á Cultura e á igreja que Deram as Costas a Deus, tradutor Sachudeo Persaud, Sao Paulo, Editora Cultura Crista,2003