segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Irmãos, Nós Não Somos Profissionais - John Piper.

Quando viajei com a minha família e um grupo de amigos para o Uruguai "Riveira" e também para a Argentina "Buenos Aires", levei na mala o livro de John Piper para ler na terra dos hermanos. Nós pastores que amamos a leitura sempre nos esbarramos com livros em nossa mala de viagem.

Piper, foi inspirado por Deus para escrever um livro profundo, exortativo e consolador. Quando busquei este livro na minha biblioteca para levar junto comigo pensei que seria uma leitura descompromissada, foleativa, aliatória no sentido que estava indo para uma viagem familiar e quase não iria ter tempo para ler aquele escrito. Teria que dividir a leitura do livro com as Charmosas Avenidas de Buenos Aires, o Obilisco, a Casa Rosada, o Bairro do Boca, as Belas Praças, a noite Portenha, o famoso Porto Madeiro as Pariilhas etc.

Mas John Piper foi chamando minha atenção quando ele brada: " Irmãos, nós não somos Profissionais". Entre um intervalo e ou outro eu ia navegando nos capitulos do livro que ao mesmo tempo penetrava no meu coração pastoral arrancando as poeiras ministeriais e o mofo da caminhada. Piper usou 30 capítulos para tratar do componente pastoral e mostrar de maneira eloquente que nos não somos profissionais, nos somos filhos e servos de um Deus santo e poderoso.

Talvez alguém pense que irei fazer uma resenha do livro mais este não é o caso aqui. Irei falar sobre a minha experiencia com os capítulos do livro que foram para mim como pétalas sobre o jardim e como perfume derramado sobre lençois de cetim.Minha intenção com o livro foi de caráter jubiloso para a alma e o crescimento interior.

Minha oração e anseio em terras estrangeiras foram as de John Piper que em minha visão mental orava chorando:

"Ó Deus, livra-nos dos profissionalizantes! Livra-nos da mente pequena, controladora, idealizadora e do caráter manipulador em nosso meio. Deus, dá-nos lágrimas por nosso pecados. Perdoa-nos por sermos superficiais na oração, tão vagos na compreensão das verdades sagradas, tão insensíveis diante dos vizinhos que perecem, tão desprovidos de paixão e seriedade em nossas conversas. Restaura-nos a alegria infantil pela salvação. (...) Não nos concedas nada, absolutamente nada, do que importa aos olhos do mundo. Que Cristo seja tudo em todos (Cl.3.11) Elimina o profissionalismo de nosso meio, ó Deus, e em seu lugar dá-nos uma oração apaixonada, pobreza de espírito, fome de ti, estudo rigoroso das coisas sagradas, devoção fervoroso a Jesus Cristo, extrema indiferença diante de todo lucro material e o labor incessante para resgatar os que estão perecendo, aperfeçoar os santos e glorificar nosso soberano Senhor. Humilha-nos, ó Deus, sob tuas mãos poderosas, e levanta-nos não como profissionais, mas como testemunhas e participantes dos sofrimentos de Cristo. No maravilhoso nome dele. Amém".


Creio como servo de Deus que devemos rever nosso ministério e nossa paixão por Deus. Em nossa caminhada podemos achar que somos profissionais e perder sem saber o melhor do chamado pastoral que é a alegria de servir a Deus e seu povo. Estamos sendo precionados a cada dia a viver no limiar da robotização ministerial, onde nossas orações são superficiais, nossa pregação virou uma fabriqueta de sermões que falta o zelo, a paixão e o temor. Um boa exegese e uma profunda hermenéutica não são viéis para uma espiritualidade sadia. Também o relacho do texto santo no sobre salto de uma espiritualidade fragmentada não é sinal de fidelidade a Deus.

Francis Schaffer, falando sobre a solidão do homem, diz que a nossa geração está faminta. Ele avança dizendo que esta faminta de amor, esta faminta de beleza, esta faminta de significado, esta faminta de moral estável e de lei. Ele conclui dizendo que a poeira da morte cobre tudo.

Em muitos ministerios, a poeira da morte insiste permanecer. Muitos líderes tem mais cheiro de profissionais do que de servos de Deus, tem mais cheiro de lobos do que de ovelha guia, tem mais cheiro de mundanismo do que de Cristo. Outros líderes por causa das agrurias ministeriais, tratam o reino de Deus como algo profissional. Seus ministérios perderam a essencia sagrada, perderam o brlho da glória de Deus, perderam o peso das Escrituras, perderam a salidade, o brilho, o temor, o amor e a reverencia. A morte esta cobrindo o beiral ministerial. Muitos líderes já não tem mais prazer em orar, não tem mais prazer em ler a Bíblia apaixonadamente e nao somente para pregar, já nao vizintam mais as pessoas de sua comunidade. Eles se sente profissionais, fazem o trabalho com a marca da aridez e para eles tudo esta certo, pois tudo esta caminhando em plena normalidade dizem eles.

John Piper, nos chama a atenção para questões básicas mais completamente urgente e fundamental para a vida de um servo de Deus. Ele nos coloca sobre o piào girador e central de tudo quando diz com firmeza: "Irmãos, Deus ama a sua glória". Será que no tecido da nossa cultura do toma lá da cá, queremos negociar a glória de Deus e como néscio guarda-la em nossos bolsos? Como lidamos com isso? Creio que este é um ponto chave para reavivar-mos o nosso ministério. Devemos entender que o homem nào pode tocar na glória de Deus, Deus sim é digno de glória e tudo que formos fazer deve ser não para nós ou para o nosso credo ou para a nossa árvore genealógica denominacional, pelo contrário deve ser para Deus como ensina as Escrituras " Assim quer voces comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus ( I Cor. 10.31)

Piper, de fato tratou muitas coisas importantes neste livro que merece um dia ser analisado os 30 capítulos para a nossa edificação e exortação. Creio que levar Piper comigo para a minha viagem foi algo suprerdente, pois abriu os meus olhos para dizer nào ao profissionalismo cristào e dizer sim para o meu estado de filho através do sacrificio de Jesus Cristo an cruz.

O ministério e ninguém , pode roubar a nossa vida santa e maravilhosa com Deus. Nada e ninguém deve ter autoridade de nos jogar numa masmorra e nos prender ao ponto de perdermos a nossa verdadeira alegria em Cristo. Lutas, dificuldades, agrurias, perdas, sofrimentos, traiçào, desconforto etc, não podem sufocar a nossa alegria na salvação que Ele nos deu. Nós pastores temos que aprender a desacelerar, temos que aprender a contemplar, temos que aprender a vigiar nosso coração, temos que aprender a perdoar, temos que aprender que a a Bíblia não é uma fábrica de Sermão, temos que aprender a desfrutar da doce presença de Deus e também dos seus filhos amados, sem etiquetagem, sem profissionalismo, sem robotizaçào, sem pedigrição. Somos filhos, somos servos, somos amigos, somos amados de Deus. Piper esta certo em dizer "Irmàos, nós nào somos profissionais.

Que maravilhoso foi para mim aquela viagem com a minha família. Que maravilhoso foi para mim gargalhar com meu filho gargalhar com minha esposa, gargalhar com meus amigos. Que maravilhoso foi para mim ser um turista xicano na terra dos hermanos tirando fotos de tudo e de todos, andando com liberdade em família comendo aquelas comidas portenhas, rindo um do outro, brincando de rico quando na verdade pouco dinheiro tínhamos. Mas também foi maravilhoso para mim ver Deus me ministrando, ver Deus me renovando, ver Deus me exortando em meio aquela felicidade de poder estar junto com minha família em terra estranha e dócil.

Quando olha hoje para as fotos dos pontos turisticos, tambem olho para as fotos da minha alma e da graça que Deus operou no meu coração através da compahia no irmão John Piper. Voltamos de Buenos Aires feliz, pois como diz o ditado popular "o melhor da viagem é voltar", e o outro dia a vida continuou normal com um hino nos nossos labios de gratidão e paz.

Carlos Augusto Lopes
pastor, teólogo, pensador cristão e historiador social.


Livro: Irmãos, Nós Não Somos Profissionais: Um Apelo aos Pastores Para Ter Um Ministério Radical
Autor: John Piper
Editora: Shedd Publicações
Páginas: 278
Ano : 2009

Um comentário:

Pastor Fernando Macedo disse...

Nobre irmão, seu blog é muito bom, parabéns, tenho vindo sempre aqui ser mais edificado...