segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O PARADOXO HUMANO - JOHN STOTT.

Duas vezes no Antigo Testamento levanta-se a ques¬tão "O que é o homem?" (isto é, "O que significa ser humano?"), e duas vezes ela é respondida. E em ambas as ocasiões a indagação expressa surpresa, c até incredulidade, pelo fato de Deus prestar tanta atenção a sua criatura humana. Afinal de contas, nós somos insignificantes em comparação com a vastidão do universo, como também impuros em contraste com o brilho das estrelas — não passamos de "insetos" e "vermes".

Há pelo menos três razões principais para a importância desta questão.
Pessoalmente falando, perguntar "O que é o homem?" é uma outra forma de indagar "Quem sou eu?". Só assim nós podemos dar uma resposta ao antigo adágio grego gnothi seauton, "conhece-te a ti mesmo", e à preocupação moderna ocidental com a descoberta de nosso próprio eu. Não existe área mais importante a ser buscada ou pesquisada do que a nossa identidade pessoal. Afinal, enquanto não nos encontrarmos a nós mesmos, nós nem podemos des¬cobrir plenamente qualquer outra coisa, nem podemos crescer em maturidade pessoal. O clamor universal é "Quem sou eu?" e "Será que eu valho alguma coisa?"

Conta-se que certo dia Arthur Schopenhauer, o filósofo do pessimismo, estava sentado no Tiergarten, em Frank¬furt, meio desgrenhado e maltrapilho, quando o guarda do parque, confundindo-o com um vagabundo, perguntou-lhe rudemente: "Quem é você?" A esta indagação, o filósofo replicou amargamente: "Por Deus, como eu gostaria de saber!"

Profissionalmente, qualquer que seja o nosso trabalho, nós sempre estamos de alguma forma servindo às pessoas. Os médicos e enfermeiras têm seus pacientes, os profes¬sores têm alunos, os advogados e assistentes sociais têm clientes, os parlamentares têm seus constituintes e os negociantes, os seus fregueses. A maneira como tratamos as pessoas em nosso trabalho depende quase inteiramente de como nós as vemos.

Politicamente, pode-se argumentar que a natureza dos seres humanos tem sido um dos principais pontos de dis¬cussão entre as visões rivais de Jesus e Marx. Será que os seres humanos têm um valor absoluto, em virtude do qual devem ser respeitados, ou seu valor só tem relação com o Estado, por cuja causa eles devem ser explorados? Ou, mais simplesmente: as pessoas são servas da institui¬ção, ou é a instituição que é serva das pessoas? Como escreveu John S. Whale, "as ideologias ... são na verdade antropologias"; elas são diferentes doutrinas acerca do homem.

A crítica cristã às respostas contemporâneas para a questão "O que é o homem?" é que elas tendem a ser, ou ingênuas demais em seu otimismo, ou negativas demais em seu pessimismo acerca da condição humana. Os humanistas seculares são geralmente otimistas. Embora creiam que o homo sapiens nada mais é que o produto de um processo de evolução ocorrido ao acaso, eles no entanto acreditam que os seres humanos continuam a evoluir, têm potencial ilimitado e algum dia assumirão o controle total de seu próprio desenvolvimento. Mas esses otimistas não levam suficientemente a sério a queda do ser humano para a perversidade moral e o egocentrismo, o que constante¬mente tem retardado o progresso, levando à desilusão os reformadores sociais.

Os existencialistas, por outro lado, tendem a ser extremamente pessimistas. Já que não há Deus, dizem eles, tam¬bém não há mais valores, ideais ou padrões — o que, no mínimo, tem sua lógica. E embora nós precisemos encon¬trar de alguma forma a coragem para ser, nossa existência não tem nem significado nem propósito. No final das contas, tudo é um absurdo. Mas tais pessimistas não levam em consideração o amor, a alegria, a beleza, a verdade, a esperança, o heroísmo e o sacrifício próprio que têm en¬riquecido a história humana. O que necessitamos, pois, (citando novamente J. S. Whale), não é "nem o otimismo fácil dos humanistas, nem o obscuro pessimismo dos cínicos, mas o realismo radical da Bíblia".

Nossa dignidade humanaO valor intrínseco dos seres humanos é afirmado desde o primeiro capítulo da Bíblia.
Também disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra.

Criou Deus, pois, o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
E Deus os abençoou, e lhes disse: Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, e sobre todo animal que rasteja pela terra.

Há muito tempo persiste o debate acerca do que sig¬nifica a "imagem" ou "semelhança" divina nos seres humanos, e onde jaz sua superioridade. Keith Thomas juntou uma porção de idéias exóticas em seu livro Man and the Natural World (O Homem e o Mundo Natural). Ele destaca, por exemplo, que o ser humano foi descrito por Aristóteles como um animal político, por Thomas Willis como um animal que ri, por Benjamin Franklin como um animal que faz ferramentas, por Edmund Burke como um animal religioso e pelo gourmet James Boswell como um animal que cozinha.

Outros autores têm se concen¬trado em alguma característica física do ser humano. Platão explorou muito a nossa postura ereta, concluindo que os animais olham para baixo, mas só os seres humanos olham para o céu, enquanto Aristóteles acrescentou a peculiari¬dade de que só os seres humanos não conseguem agitar as orelhas.

Um médico escocês mostrou-se profundamente impressionado com os nossos intestinos, ou seja, com suas "sinuosas circunvoluções, curvas e reviravoltas", ao passo que em fins do século XVIII Uvedale Price chamou atenção para o nosso nariz: "Creio que o homem é o único animal que tem uma acentuada protuberância bem no meio da face."
Os estudiosos que conhecem bem o antigo Egito e a Assíria antiga, no entanto, salientam que nessas culturas o rei ou imperador era tido como a "imagem" de Deus, a quem representava aqui na terra, e que os reis mandavam erigir imagens suas em suas províncias para simbolizar a extensão de sua autoridade.

Foi dentro desse contexto que Deus, o Criador, confiou uma espécie de responsabi¬lidade real (ou pelo menos vice-real) a todos os seres humanos, designando-os para "dominarem" sobre a terra e suas criaturas e "coroando-os", para isso, de "glória e honra".

No decorrer da narrativa de Gênesis 1 fica claro que é a imagem ou semelhança divina que distingue os humanos (o clímax da criação) dos animais (cuja criação é registrada antes). Implica-se uma continuidade entre humanos e ani¬mais. Eles compartilham, por exemplo, "o fôlego da vida" e a responsabilidade de reproduzir-se. Mas havia também entre eles uma radical descontinuidade, ao se dizer que os seres humanos são "como Deus".

Essa ênfase na distinção singular entre humanos e animais repete-se constantemen¬te por toda a Escritura, sob dois diferentes tipos de argu¬mento. Deveríamos nos envergonhar, tanto quando os seres humanos comportam-se como animais, baixando ao nível destes, como quando os animais se comportam como seres humanos, agindo muito melhor pelo instinto do que nós pela capacidade de escolher. Um exemplo do primeiro caso é que homens e mulheres não devem ser "embrutecidos e ignorantes", comportando-se "como um irracional", ou então "como o cavalo ou a mula, sem entendimento, os quais com freios e cabrestos são dominados".

Como exem¬plo do segundo caso, nós somos repreendidos pelo fato de bois e jumentos reconhecerem os seus donos muito melhor do que nós, e porque as aves de migração, ao deixarem suas casas, retornam muito mais facilmente do que nós, e as formigas são muito mais trabalhadoras e previdentes do que nós.
Voltando aos primeiros capítulos de Génesis, todas as maneiras de Deus lidar com Adão e Eva pressupõem a unicidade destes entre as criaturas de Deus. A forma como Deus se dirige a eles pressupõe que eles o compreendem. Ele lhes diz que frutos podem comer e quais não podem comer, certo de que eles são capazes de discernir entre uma permissão e uma proibição e escolher entre as duas.

Ele plantou o jardim e depois colocou Adão ali "para o cultivar e guardar", iniciando assim entre eles uma parceria cons¬ciente e responsável no cultivo do solo. Criou-os macho e fêmea, declarou que a solidão não era uma coisa boa, instituiu o matrimônio para a realização do amor dos dois e abençoou sua união. Além disso, ele "passeava no jardim pela viração do dia", deliciando-se com a sua companhia, e sentiu falta dos dois quando se esconderam dele. Portanto, não é de admirar que estes cinco privilégios (compreensão, escolha moral, criatividade, amor e comunhão com Deus) sejam todos regularmente mencionados nas Escrituras e continuem a ser reconhecidos no mundo contemporâneo como constitutivos da distinção singular da nossa "huma¬nidade".

Para começar, existe a nossa racionalidade autoconsciente. Não se trata apenas de sermos capazes de pensar e raciocinar — afinal de contas, poderíamos dizer, os computadores também fazem isso. Eles são capazes de realizar os cálculos mais fantásticos, e muito mais rápido do que nós. Além disso, têm um tipo de memória (podem arquivar informações) e um tipo de linguagem (podem comunicar seus achados). Mas ainda existe (graças a Deus!) uma coisa que eles não podem fazer: eles não podem gerar pensamentos novos; só podem "pensar" aquilo para o qual foram programados. Os seres humanos, contudo, são pensadores originais.

E mais do que isso. Nós podemos fazer aquilo que nós (autor e leitor) estamos fazendo neste exato momento: podemos nos colocar fora de nós mesmos e olhar para o nosso interior, avaliar-nos, indagar-nos quem e o que somos. Somos autoconscientes e temos autocrítica. Além disso, vivemos inquirindo, incansavel¬mente, acerca do universo. Está certo que, como disse a outro um certo cientista, "astronomicamente falando, o homem é infinitamente pequeno". "É verdade", respondeu seu colega; "só que, astronomicamente falando, o homem é que é o astrônomo."

A seguir vem a nossa capacidade de fazer opções morais. O ser humano é um ser moral. Embora nossa consciência reflita nossa formação e cultura (sendo, portanto, falível), ela no entanto permanece alerta dentro de nós, como uma sentinela, advertindo-nos de que há uma diferença entre o certo e o errado. Ela é mais do que uma voz interior. Representa uma ordem moral fora e acima de nós, diante da qual nós sentimos uma obrigação, de tal forma que temos um estranho impulso para fazer o que percebemos ser direito, bem como sentimentos de culpa quando fazemos o que é errado. Todo o nosso vocabulário moral (ordens e proibições, valores e opções, obrigação, consciência, li¬berdade e vontade, certo e errado, culpa e vergonha) não tem o menor sentido para os animais.

É verdade que podemos treinar um cachorro para que ele saiba o que pode fazer e o que é proibido. E aí, quando ele desobedece e, instin¬tivamente, se afasta de nós, todo encolhidinho, pode-se até dizer que ele parece "sentir-se culpado". Mas ele não tem a mínima noção de culpa — a única coisa que sabe é que vai apanhar.

Em terceiro lugar, vem o nosso poder de criatividade artística. Deus não só nos chama para uma mordomia res¬ponsável em relação ao meio ambiente, e a uma parceria com ele mesmo no que tange ao domínio e exploração da natureza para o bem comum; ele nos deu também, através da ciência e da arte, habilidades inovadoras para fazê-lo. Somos "criaturas criativas". Isto é, como criaturas, nós dependemos do nosso Criador. Porém, tendo sido criados à semelhança do nosso Criador, ele nos deu o desejo e a capacidade de sermos também criadores. Portanto, nós dançamos, escrevemos poemas e fazemos música. Podemos apreciar o que agrada aos olhos, ao ouvido e ao nosso toque.

Depois vem a nossa capacidade para relacionamentos de amor. Deus disse: "Façamos o homem à nossa imagem ... Criou Deus, pois, o homem à sua imagem ... macho e fêmea os criou."

Embora devamos cuidar para não deduzir deste texto mais do que realmente ele diz, certamente é legítimo dizer que a pluralidade intrínseca do Criador ("Façamos o ho¬mem") foi expressa na pluralidade das suas criaturas ("ma¬cho e fêmea os criou"). Ela tornou-se ainda mais clara quando Jesus orou por seu próprio povo, "a fim de que todos sejam um, como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti". E esta unidade de amor é uma peculiaridade do ser humano.

E claro que todos os animais se acasalam, muitos deles estabelecem fortes laços entre o casal, a maioria cuida dos seus filhotes e alguns deles são gregários. Mas o amor que une entre si os seres humanos é mais do que um instinto, mais do que um distúrbio das glândulas endócrinas. Ele tem inspirado a maior das artes, o maior dos heroísmos, a mais profunda das devoções. O próprio Deus é amor, e nossas experiências de amor são um reflexo essencial da nossa semelhança com ele.

Em quinto lugar, temos a nossa insaciável sede de Deus. Todo ser humano tem consciência de uma realidade pessoal suprema, a quem nós procuramos, e que sabemos que somente na relação com ele é que podemos nos realizar como seres humanos. Mesmo quando estamos fugindo de Deus, sabemos instintivamente que não existe para nós outro lugar de repouso, nem outro lar. Sem ele nós estamos perdidos, a vida não passa de refugo. Nossa maior nobreza reside na nossa capacidade criada de conhecer a Deus, de nos relacionarmos pessoalmente com ele, amá-lo e adorá-lo. Na verdade, nós só somos plena e verdadeiramente humanos quando dobramos os nossos joelhos diante do nosso Criador.

E nestas coisas, pois, que jaz a nossa humanidade distintiva: em nossas capacidades dadas por Deus para pensar, escolher, criar, amar e adorar. "No animal", pelo contrário, escreveu Emil Brunner, "não vemos o menor indício de tendência de buscar a verdade por amor à verdade, de moldar a beleza por amor à beleza, de pro¬mover a justiça por amor à justiça, de reverenciar o Santo por amor da sua santidade... O animal nada co¬nhece 'acima' de sua esfera imediata de existência, nada pelo qual medir ou testar sua existência... A diferença entre animais e seres humanos abrange toda uma di¬mensão de existência."

Não é de admirar que Shakespeare tenha feito Hamlet irromper em seu elogio: "Que obra de arte é o homem! Quão nobre em raciocínio! Quão infinito em suas faculdades! Quão semelhante aos anjos na ação! No entendimento, quão semelhante a Deus! Oh, a beleza do mundo! O protótipo dos animais!"
Como eu gostaria de poder parar aqui e que pudéssemos passar o resto de nossas vidas resplandescendo na mais pura auto-estima! Mas eis que existe um outro lado, mais escuro, do nosso ser, do qual mal temos consciência e para o qual o próprio Jesus chamou atenção.

Dr. John Stott
Extraído do seu livro: Ouça o Espírito Ouça o Mundo.

Pr. Carlos Augusto Lopes

terça-feira, 5 de outubro de 2010

REFLEXÃO SOBRE AS CARTAS ESCRITAS A IGREJA DE ÉFESO E ESMIRNA


SEMINÁRIO TEOLÓGICO SUL
DISCIPLINA: Escatologia
PROFESSOR: Pastor Carlos Augusto Lopes
ALUNA: Stella Maris Ricardo de Souza

Ao refletir sobre as cartas escrita a igreja de Éfeso e Esmirna, já no início de ambas as cartas vemos o conhecer de Deus sobre todas as coisas, sabendo de suas obras, suas falhas e suas necessidades.

O nosso Deus é conhecedor de todas as coisas, é onisciente e onipresente. Assim como ele teve o conhecimento destas igrejas naquela época, e como sabemos que ele é o mesmo hoje, ontem e sempre, também conhece nossas vidas. Sabe das atitudes que o agradam e das que não o agradam. É conhecedor de tudo o que precisamos, assim como das coisas que precisamos abrir mão. Portanto não podemos deixar que o tempo passe sem colocar o nosso coração ao Senhor, ao Deus que nos sonda, pois somente ele tem o melhor para cada vida.

Igreja de Éfeso

Com relação a igreja de Éfeso, esta era uma igreja que trabalhava, tinha paciência, não se cansava, porém deixou o amor. E na vida cristã isso também ocorre. Quando nos convertemos somos apaixonados por Cristo, amamos a todos, realizamos nossas funções com amor, enxergamos tudo com amor. Mas com o passar dos dias se não ficarmos atentos acabamos deixando o amor se perder assim como ocorreu nesta igreja.

Vivemos em uma época onde o nosso tempo, o nosso dia já está programado, já está determinado, resultando em uma correria, refletindo em nossa vida cristã. E a conseqüência disso são as perdas, perdemos o amor, perdemos intimidade com o Senhor, deixamos de ouvir a voz do espírito santo. Diante deste contexto, vemos a importância de termos uma vida com Deus e não somente uma vida cristã de ir aos cultos, uma vida somente para receber as bênçãos. Temos que buscar intimidade com Senhor.
Assim como Jesus falou com esta igreja, também fala hoje. Portanto devemos colocar o nosso coração ao Senhor, ver se estamos vivendo uma vida com ou sem amor, ver se estamos produzindo este fruto do espírito santo. A igreja de Éfeso tinha qualidades, mas Jesus chama sua atenção ao amor que haviam deixado. E como é importante vivermos em amor e não perdemos este fruto do espírito santo. Eis o maior mandamento: Amarás o teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a sua alma, e de todo o teu pensamento. E o segundo amarás o teu próximo como a ti mesmo (Mateus 22, 37-40).
O apóstolo Paulo em 1 Coríntios 13 fala do amor. E nesta carta vimos a importância do amor e a diferença que faz em nossas vidas. O apóstolo João em sua epístola ( 1 João 4, 16) diz que Deus é amor e quem está em amor está em Deus, e Deus está nele.Quando vivemos em amor, Deus está conosco.

Deus em seu imenso amor e infinita misericórdia chamou aquela igreja ao arrependimento, lembrava a mesma de onde havia caído, incentivava a prática das primeiras obras, para que fossem vencedores, para que pudessem receber o fruto da árvore da vida.

E assim ocorre em nossas vidas, Deus nos chama ao arrependimento de nossos pecados, nos chama para uma reflexão diária de nossas atitudes. Quando o mesmo nos mostra onde estamos falhando, ou o que está faltando em nossas vidas ele faz isso não para nos repreender como uma acusação, mas corrige porque nos ama. Como está escrito em Hebreus 12, 6 porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. E como um pai que nos ama ele quer sempre o melhor para os seus filhos.

Igreja de Esmirna

Ao refletir sobre a carta escrita a igreja de Esmirna, Jesus sabia de suas obras, da tribulação, da pobreza e blasflêmia que aquela igreja enfrentava. E o Senhor incentivava a esta igreja a permanecer firme, a não temer, para que pudessem receber a coroa da vida e não participassem da segunda morte.

Como já foi citado anteriormente o Senhor conhece todas as coisas, nada fica em oculto aos seus olhos, ele sabia o que esta igreja estava passando e o que iria passar, por isso falou para a mesma para que fossem fiéis até morte.

Não é diferente em nossas vidas, passamos por tribulação, perseguições, blasfêmias de pessoas que se dizem cristãs. Mas diante de qualquer situação sabemos que podemos contar com o Senhor. Quando aceitamos Jesus, quando decidimos a seguir a Cristo, temos consciência de que ele veio para nos dar vida e vida em abundância, mas o mesmo Jesus falou no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16,33).

Ele nos ensina a termos ânimo, a sermos fiéis até o fim pois o mesmo nos sustenta e nos dá a vitória. Como o apóstolo Paulo falou em 2 Coríntios 4, 8-9 em tudo somo atribulados, mas não agustiados; perplexos mas não desanimados; perseguidos mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos.Temos que prosseguir, é o Senhor que nos fortalece.

Stella Maris
Fisioterapeuta e aluna de teologia do S.T.S.

domingo, 26 de setembro de 2010

CONTRA TODA DESESPERANÇA: UM FACHO DE LUZ EM MEIO A DOR,A FÉ E O SOFRIMENTO.

Vivemos o "melhor dos tempos e o pior dos tempos'.O Melhor dos tempos por que nossa época é marcada por sonhos, tecnologia, oportunidades, ciência em expansão, esperança de dias melhores etc. Pior dos Tempos, por que nossa época é marcada pela desigualdade social, patrulhamento violento contra os direitos humanos, barbárie, descaso com a vida, descaso com Deus, com a ética e com o próximo.

Em meio a este misto contemporâneo de dúvidas e certezas e diante das crises humanas, diante das desilusões da vida , diante do sofrimento pulsante do coração surgi uma esperança contra toda desesperança.

Há história humana uma vez revista com os olhos da esperança pode ser para todos nós uma mola propulsora que nos arremessa a lutar pela vida, pelos direitos humanos, por uma sociedade justa.

Homens e mulheres que ousaram a sonhar e transformar a sua geração, servem para nós como modelo de garra, de luta, de perseverança, de fé e de despojamento. Eles venceram obstáculos, dificuldades e oposição, todavia não desanimaram e deixaram para nós um legado de exemplo e fé.

Olharemos para alguns personagens que marcaram a nossa história como incentivo para a nossa vida contemporânea e agitada. Devemos também como eles lutar em prol de um mundo melhor em nome de Deus.

Cruz e Souza: O Poeta Negro.

João da Cruz e Souza, nasceu na antiga Desterro, atual Florianópolis capital de Santa Catarina. O menino cresceu em épocas difíceis para a comunidade negra em todo o Brasil. Cruz e Souza como ficou conhecido nasceu no dia 24 de novembro de 1861 e morreu no dia 19 março de 1898. Seus pais eram escravos alforriados. Seu pai “Guilherme da Cruz” exercia o oficio de mestre de pedreiro e sua mãe “Eva Conceição” era lavadeira.

Em meio a dificuldade de um Brasil dividido pela cor, Cruz e Souza, marchou em direção a poesia e se tornou um dos grandes poetas do Brasil. Ele enfrentou resistência, contradição, dificuldades mais seguiu seu caminho se dedicando ao estudo, a poesia e a denúncia de um racismo que sangrava o componente afro-descendente.

Ele soube aproveitar as oportunidades que são raras na vida principalmente naquela época conturbada do nosso Brasil. O coronel Guilherme Xavier de Souza, estendeu a mão em vários sentidos para o negro poeta que marcou a literatura do Brasil com seus pensamentos claros e poesia saborosa. Cruz e Souza também estava engajado na luta contra a escravidão no Brasil e o drama da comunidade negra.

O nosso poeta, foi casado com Gavita Rosa Gonçalves e dessa união tiveram quatros filhos. No florescer de seus pensamentos e poemas, o poeta negro ficou tuberculoso e morreu no estado de Minas Gerais, todavia, sua luta, sua perseverança, sua garra e seus poemas continuam vivos na lembrança dos catarinenses e do nosso Brasil até os dias de hoje. Ele é um exemplos para as futuras gerações de perseverança contra toda a desesperança humana.


Nelson Mandela: Da Prisão Africana á Presidente da República.

Do velho e sofrido continente africano, vieram para o Brasil os escravos que enriqueceram e sofreram neste chão Tupiniquim.Voltando agora o nosso olhar histórico para a África do Sul, vimos a figura do grande líder Nelson Mandela, conhecido como “Madiba” que marcou com grande mérito a sua geração.

Mandela, nasceu no dia 18 de julho de 1918 e ainda vive com sua família na África do Sul. Ele presenciou o grande abismo chamado ‘Apartheid”, que significa “Vida Separada”. O apartheid, era mais do que uma vida separada, era o sepultamento dos sonhos, da esperança e da fé. Era o desprezo humano, a injustiça celebrada e a misericórdia banida.

Esse regime maléfico e mesquinho, dividia a África do Sul entre brancos e negros e arrancava a paz,a segurança e a dignidade de uma nação. Não era tarefa fácil lutar contra esse sistema, todavia era necessário uma voz profética que denunciasse aquela podridão humana.

Muitas vozes se levantaram, outras foram sufocadas, mais foi na voz de Nelson Mandela e na sua obstinação que o Apartheid foi vencido, não sem luta como disse, ele.

Nelson Mandela, na sua juventude e como estudante de direito se opôs a tudo que inferiorizava o ser-humano. Ele não se calou mais como um sino que toca, lutou com toda a garra e dedicação pela causa do negro e por toda a injustiça em seu país.

Essa posição mandelista, fez ele amargar uma prisão longa, solitária, fria, calculista e de dor. Mandela foi preso em 1964 e ficou nesta situação até o ano de 1990. Ele nunca desistiu da sua luta, sempre confiante em Deus , Mandela foi libertado da prisão e sua luta pela causa em tom pacifista, generoso e firme, rendeu para ele o reconhecimento do prestigioso Premio Nobel da Paz em 1993.

Mandela, continuou marchando firme em sua luta e no ano de 1994 foi eleito o primeiro Presidente negro da África do Sul. No filme “Invicto”, que mostra a vida de Nelson Mandela, vimos um homem que assume a nação com uma mente madura, um coração regado pelo amor e uma sede para reconstruir a sua amada pátria. Ele mesmo disse: “Sonho com o dia em que todas as pessoas levantar-se ão e compreenderão que fomos feitos para vivermos como irmãos”. Mandela da prisão foi para a presidência da sua nação, mais muito mais que isso, ele é um exemplo de persistência em meio aos ventos contrários e de perseverança contra toda a desesperança.

Hoje já velho Mandela virou um símbolo da paz, da justiça e da conquista dos direitos humanos. Em virtude disso a ONU “Organização das Nações Unidas”, criou o dia internacional de Nelson Mandela, que é comemorado no dia 18 de julho dia do seu aniversário. Mandela em sua nobre carreira afirmou que a educação é a arma mais forte que você pode usar para mudar o mundo.


Martin Luther King: “Eu Tenho um Sonho”

Mather Luther King, é um modelo de luta e resistência contra a segregação racial que dividia brancos e negros nos Estados Unidos da América. Ele viveu num período turbulento da história dos negros nos Estados Unidos.

Luther King, nasceu em Atlanta, centro vital da população negra, em 15 de janeiro de 1929. Atlanta era uma das cidades mais segregacionista, o segregacionismo é aquele que aparta ou separa a outrem por desprezo ou preconceitos. Neste caso, os negros são segregados pelos brancos.

King ingressou em 1948 no seminário teológico de Crozer, que ficava longe de sua terra natal. Neste seminário ele centralizou seus estudos nos problemas sociais. King entende que um homem da igreja deve ir ao encontro das necessidades de seus irmãos e das soluções, empreende assim seu compromisso com Deus, através dos demais. Doutorar-se em Harvard é o sonho de muitos norte-americanos. Se o estudante for negro, o sonho é maior ainda, King ministro Batista diploma-se em Boston.

Em 1953, conhece sua esposa Coretta. Luther King estava decidido pelo ensino quando é convidado para pregar na igreja Batista de Montgomery, pequeno cidade no centro de Alabama, o sul dos negros pobres e analfabetos, o sul das leis não respeitadas, o sul da segregação.

Martim Luther King e sua esposa partem para o sul, no domingo de 1954 ele prega um sermão que arrebata os corações quebrados daquela comunidade, depois de quatro sermões é convidado para pastorear aquela igreja, e assim se dedicar por completo a causa de Deus e também dos negros americanos.


A cosmovisão de King e a vontade de ver os oprimidos negros libertos das mãos dos cruéis racistas para ele era um sonho. A história de King, tem implicações de verdadeira reflexão. Seu discurso mais memorável é ainda lido e ouvido em todo o mundo. “Eu tenho um Sonho, que um dia negros e brancos possam andar de mãos dadas e que o homem seja julgado não pela sua cor mais pelo seu caráter”, disse o pastor negro antes de morrer assassinado. Seu sonho, sua luta, seus ideais, sua perseverança e sua fé em Deus é um modelo para todos nós.

Ele lutou contra toda a desesperança e sua luta foi findada com o martírio pela causa dos negros numa América dividida pela cor e pelo racismo. King também marchou em prol dos direitos humanos dos negros e dos excluídos.

Um dos seus discurso mais belo foi “ deixem nos votar”. Esse brado de King teve eco décadas mais tarde com a eleição do primeiro negro presidente dos Estados Unidos Dr. Barack Obama.

O pastor Marthin Luther King, também recebeu o “Premio Nobel da Paz”. Seu sermão não era a violência mais o amor não era o racismo mais a unidade. Martim lutou com afinco pela causa dos negros americanos, apesar das ameaças e da terrível KKK, ele permaneceu fiel ao seu sonho, todavia em 1968, em Menphis a voz do Pastor negro é silenciada, King foi assassinado friamente pelos seus algozes.

O caixão de Martim Luther King foi colocado sobre um carro puxado por mulas, como símbolo da pobreza negra. Em seu túmulo, lê-se: “Reverendo Martim Luther King 1929 – 1968” "Por fim sou livre. Por fim sou livre. Demos graças a Deus Todo-Poderoso porque por fim sou livre”.

Carlos Augusto Lopes
Pastor,Teólogo e Pensador Cristão
www.carlosalopes.blogspot.com
pastorcarloslopes@hotmail.com

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

DESABADO E REFLEXÃO DE UMA JOVEM APÓS A EXPOSIÇÃO DA PALAVRA SANTA DE DEUS.


Bom dia queridos e amados irmãos... Primeiro quero dizer que se vc está nesta lista... não significa que eu estou te apontando por algo, e sim que eu lembro de vcs e quero dividir com todos vcs o que estou sentindo...

Não sei quantos ouviram a pregação do Culto de ontem na sede, e muito menos quantos foram ao apelo... aliás eu estava lá na frente mesmo, hauhsuahhauhaua, nem tinha como ver...

Eu não sei se vc ficou chocado ou não com o vídeo que passou... mas eu fiquei e muito... e a palavra forte e prófética que Deus nos deu ontem não é algo que possamos deixar que morra já em nosso travesseiro no domingo a noite...
Eu não estou querendo dizer que vc deve se quebrantar com tudo que passa no data show, ir em todos os apelos... mas se Deus não toca nem na nossa emoção... quem dirá o nosso coração... não é mesmo?


Sabe irmãos... eu fiquei aqui pensando... se nós quase não brilhamos a luz de Jesus neste mundo... como serão então nossos filhos...
Fiquei pensando que se eu preciso de um chamado super colorido e moderno no meu e-mail pra mim ir ao culto de jovens.... como será então em tempos difíceis.... se precisa ter um lanche gostoso e piadas engraçadas pra que o meu discipulado fique interessante...

como serei eu no futuro? se eu não vou no culto de quarta pq o louvor não tem muitos arranjos e nem sempre é o meu pregador preferido que prega... então oq eu estou fazendo no culto de domingo? e se a roupa que eu vou no culto de domingo é mais importante do que o que Deus vai me falar... então eu deveria ir em outro lugar...

se eu não sou capaz de 4 vezes por ano ir a uma vigília tarde da noite, buscar ao Senhor com outros jovens e declarar que eu preciso mesmo desse momento... então como sou eu no meu quarto.... todos os dias...

e a consagração no domingo de manhã é tão cansativa pra mim que eu preferia mil vezes então pegar um ônibus de madrugada e ir pro beto carreiro...
E se não tem nada de "diferente" além da presença do meu Senhor e a sua palavra num culto de jovens... então isso se torna muito chato pra mim...
e quando "aqueles coitados" estão lá no apelo chorando e clamando por algo mais de Deus, eu preciso fazer sinais pros meus amigos e discutir onde vamos lanchar... afinal isso é mesmo mais importante e pra mim o culto já acabou na última música...

Onde está verdadeiramente o nosso coração? Qual é mesmo a nossa motivação? Eu não estou aqui definindo quem precisa ou não ler isto... pq provavelmente vc sabe quando Deus está ou não falando com você...

Eu só queria dizer pra vcs que esta palavra é pra mim tbm... quero que saibam que é no amor de Cristo Jesus que mando este e-mail...
Pq eu sonho em ver a nossa igreja cheia num culto de jovens... mas não cheia de pessoas... e sim cheia de almas... cheia do espírito de Deus... cheia de vidas que anseiam, que respiram a vida de Jesus... e tenho certeza que vc é um escolhido do senhor pra fazer parte de um novo tempo... um novo tempo... um novo tempo...

Espero, com isso, estar apenas fazendo parte da minha parte aqui...

Entre neste site maravilhoso e veja que ainda há pessoas realmente preocupadas em viver o Reino de Deus!
http://www.pastoressemfronteiras.blogspot.com/


No amor do Senhor,
Júlia De Pieri
Mil beijoooos e até!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

CARTA AOS CRISTÃOS: UMA REFLEXÃO DA IGREJA EM ÉPOCAS DE POLÍTICAS.

Tenho recebido muitas coisas de evangélicos que estão preocupados com as novas leis no Brasil. Eu mesmo na nossa reunião de obreiros que reuniu centenas de pessoas no nosso café com Deus, antes de mostrar a importancia de vivermos uma vida de principios na liderança cristã, mostrei um DVD com essas leis, homofóbicas, abortos, casamento homossexuais etc. Com isso quero incentivar os evangélicos, pastores, líderes etc a conhecer um pouco mais de direitos humanos. Muitas coisas estão nos portais. Esse olhar clínico dá discernimento social e espiritual para a igreja hodierna.

De fato muitas coisas devemos descordar, pois não fazem parte da ética cristã. Todavia muitas coisas ventiladas hoje tem objetivos escusos e palpiteiros. Devemos antes de repassar qualquer informação nos interar dos fatos. Primeira a luz da Bíblia. Segundo a luz do complexo mundo social e terceiro sobre a liberdade de expressão numa sociedade democrática.

Nesses dias finais de eleições o chaqualar de informações inibidoras e terroristas que as vezes não tem fundamento estão fazendo muitos cristão perder o alvo da soberania de Deus. É obvio que tudo que fere os principios morais, sociais, éticos e espirituais, devem ser combatido a luz da Bíblia e jamais ser sacrificado no altar baalístico pós-moderno. Porém como cristão devemos olhar para a nossa história eclesiástica e também para a Bíblia.

Como tenho dado um estudo sistematico versículo por versículo de Apocalipse na igreja todas as quartas feiras e como historiador da igreja e teólogo, percebo que a igreja sempre viveu sob o pendão da contrariedade social até por que ela é agente contracultural e não intracultural, todavia ela nunca aceitou passivamente o agenciamento do mal social, pelo contrário ela sempre orou "livra-nos do mal".

A igreja em seus vários formatos históricos começando com a história canônica do livro de Atos que abrange mais de 30 anos e nos dá um perfil claro da robustez desses irmãos e desembocando na história eclesiástica de Eusébio e assim por todos os historiadores cristãos sempre foi perseguida no plano político em longa e curta escala.

O grande problema não é a inquietação do anti reino ( mundo), com o Reino de Deus. A grande verdade é que a perseguição lançou as bases sólidas da igreja e isso voce sabe. Os primeiros cristãos e assim sucessivamente até o advento de Constantino, viveram sob o pélago da contradição ideológica, da perseguição, porém sempre foram fiéis a Deus em meio ao caos político que banhou toda a história. Olhando a reforma protestante vimos a dicotomização da igreja e o raiar da reforma trouxe perseguição, olhamos para os huguenotes, para os anabatista, para os puritanos e tantos outros na reforma que merecem destaque mais o tempo não permite.

Eles viveram em sofrimento, viveram debaixo de leis piores do que a nossa, viveram debaixo do tacão de uma ditadura mundial, viveram no limiar do liberalismo, viveram na plataforma do sincretismo e do ecumenismo débil, viveram debaixo de uma cultura corrupta, governos anti Deus, imperadores loucos e sanguinários , viveram sob a ideologia filosófica e sobre a cultura greco-romana.

Porém nunca houve uma época onde a igreja foi mais forte e que mais produziu homens e mulheres santas e reflexão sadias. Não devemos temer o que pode fazer o homem, devemos sim temer a Deus. Devemos como cristão não ficar desesperado com o nosso futuro, pois o nosso futuro, presente e passado esta diante do Senhor.

Devemos resgatar em meio ao caos político a soberania de Deus. Ele o nosso Deus é o dono da história e todas as coisas estão debaixo de sua vontade.

Quando Constantino subiu no poder disfarçando que era cristao e estabelecendo o Édito de Milão a igreja que era vigorosa, fervorosa, cheia de compaixão, evangelística e que amava a Palavra acima de tudo, se transformou numa igreja rica, sincrética, influente, mais desprovida de beleza espiritual. Uma olhada para a história na Idade Média irá nos mostrar o horror de uma igreja que se aliançou com o estado e com tudo que não glorifica a Deus. Ela exaltou mais a Sola Eclesia ( Só a Igreja), do que Sola Scriptura
( Somente as Escrituras).

A teocracia sempre estará na contra mão da democracia no sentido que tudo que fere os princípios elementares da fé cristã deve ser repelido. Hoje temos visto uma enchente de emails, informações, notícias de um possível ataque ou perseguição da igreja. É óbvio que temos que usar nossa liberdade como brasileiros nas urnas e pelo voto impedir essas afirmações.

Todavia uma olhadela na Bíblia me arremete a uma segurança eterna, pois as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja do Senhor. Estamos escondidos Nele diz Paulo, estamos em suas Mãos diz o proprio Senhor Jesus Cristo.

Sei que a igreja evangélica tem que fazr uma lipoaspiração no conceito igreja. Existem muitas gorduras no corpo de Cristo que não é agradável a Deus. Existem muitos exageros que Deus nào se agrada. Seria necessário uma reforma urgente da igreja. Ela tem que voltar para os trilhos da Palavra de Deus "Sola Scriptura". Deus advertiu Israel para eles voltarem para o Senhor através dos Profetas, todavia Israel se fez surdo e Deus usou o tacão de Nabucodonosor para refrescar os conceitos da nação e sua adoração.

Não seria a hora da igreja fazer um alto análise de sua verdadeira missão aqui na terra? Não seria a hora de a igreja repensar sua caminhada? Não seria a hora de pensarmos que saímos dos trilhos do evangelho sadio e santo? Não seria a hora de idolatrarmos os nossos templos e vivermos como templos do Espírito Santo? Não seria a hora de nós nos unirmos em torno da unidade conquista por Jesus Cristo na cruz do calvário, nao somente em épocas de eleiçoes e purpurina mais em todas as circunstancias como uma família cujo Pai é o altíssimo?

Não seria a época de lançarmos fora os ritos que a igreja evangélica tem aceitado com tanta facilidade como uma enfase exagerada no dinheiro, como vendangem louca e espirito de comercialização, como amuletos que estao dentro das igrejas hoje que Deus nao se agrada, fitinha, lencinho, chave, sabao santo, terra de Israel, água benta, piso santo arrancado do altar, corneta que expulsa demonio etc.

Nao seria a hora de pararmos de achar que o Deus que está na minha igreja é maior do que o seu. Aqui ele age mais, aqui ele cura mais, aqui ele se sente a vontade. Isso é o cúmulo evangélico do absurdo e um erro doutrinário de evangélicos analfabetos na Bíblia, alias essa geração de crente é a geração do louvor nao da Bíblia, por isso é tao fraca, tao vulneravel a qualquer coisa, aceita tudo, engoli tudo, pois tudo deixou da santa Bíblia.

Os evangélicos estao fazendo muito barulho dentro das igrejas, mais pouco fazem fora da igreja. Vivem no tripé, casa, trabalho, igreja e lazer. Nao é atoa que o tecido da pura espiritualidade esta arrebentando neste século confuso.

Bem espero que nós como igreja voltamos urgentemente para os trilhos antes que Deus use os nabucodonosores contemporaneos para fazer nós relembrarmos do nosso papel no mundo que nada mais é do que ser sal da terra e luz para as nações.

Devemos de fato orarmos pela a nossa nação, mais também devemos ter ação. Os evangélicos se trancafiaram em sua igrejas, desconhecem temas importantes da ética, não tem opinião de temas polêmicos e pior ainda não influenciam a sua geração e nem mesmo o seu vizinho.

Schaffer esta coberto de razão quando diz que nós precisamos de Reforma ( voltar para bíblia), reavivamento ( termos uma vida cheia do Espírito Santo), e Revolução Construtiva ( Mudar a sociedade e sua cultura profana).

A igreja e não a política é a embaixada dos céus aqui na terra. A igreja e não a política tem uma palavra de promessa para essa geração. A igreja deve fazer política no sentido mais puro da palavra ela esta proibida de fazer politicagem suja, imoral e aliançada com pessoas que não estao nem ai para o componente humano e para o componente divino.

Óbvio que uma olhada no Antigo Testamento vai mostrar para nós nos períodos dos Reis dois tipos de política. A primeira aquela que busca seu interesse próprio, que engorda o palácio a custa da plebe e que nao faz justiça social em sua varias dimensões.

O segundo é a política voltada para o povo e seu bem estar. É a política que teme a Deus o grande governador do mundo. É política que levanta o caído, ajuda o oprimido, cura o ferido e celebra a misericórdia, a justiça e o próximo.

Deus condenou e sempre condenará a primeira política e sua ira foi derramada em forma de cativeiro, destruição e dispersão.

Como cristão devemos orar pelo Brasil. Pelos políticos ( será?), pelos pobres, pelas víuvas, pelos viciados, pelos injustiçados, pelos oprimidos etc. Eles já tem recebido em sua pele o tacão da perseguição social, niilista, narcisista, hedonista etc.

Creiamos que Deus irmãos é o nosso Deus. Ele sempre será anunciado com rádio ou sem rádio, com televisao e sem televisao, com perseguição e sem perseguição. Ele é o dono de tudo. Todavia ele nos usa como agente revolucionario, como pessoas pensantes e que nao troca o voto por bagatela política e nem por ameaças, pois vivemos numa sociedade democratica. O voto é o ato de analisar, pensar, refletir e agir.

Temos a grande oportunidade de vivenciar o que diz a Bíblia nessas eleições tao desagradavel, tao pálida, tao fria, tao destemperada de propostas claras e humanas. Mesmo assim podemos vivenciar o que diz a Bíblia nesta eleição. Bem aventurado a nação cujo Deus é o Senhor.

Pensando nisso e também nos antecendentes históricos políticos para presidente meu voto se é que posso expressar assim mais posso pois sou livre será para Marina Silva. Conheci Marina Silva em Belo Horizonte onde estivemos juntos em 2003. Ela é uma política hábil e uma mulher de Deus. Esses são para mim bom requisitos para um politico.

Que Deus abençoe a nossa nação.

Incentivo voce a acessar o site www.pastoressemfronteiras.blogspot.com ele te ajudará a ter uma visao clássica dos servos de Deus do passado. Aqui neste site podemos ler textos antigos do século quinto, como também textos do mártire cristao Bonhhoeffer, que em virtude de seu posicionamento como pastor morreu no regime nazista.

Pr. Carlos Augusto Lopes/ADI
teólogo

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

MARK DEVER - BREVES CONSELHOS: UMA REFLEXÃO PARA OS MEMBROS DA IGREJA.

Se você está pensando em deixar sua igreja ......

Antes da decisão final,

1) Ore.

2) Informe aos seus pastores o que você está pensando, antes de mudar para outra igreja ou tomar sua decisão de mudar-se para outra cidade. Peça-lhe conselhos.

3) Analise seus motivos. Você deseja sair da igreja por causa de conflito pessoal e pecaminoso ou desapontamento? Se for por causa de razões doutrinárias, essas doutrinas são questões importantes?

4) Faça tudo que puder para restabelecer qualquer relacionamento rompido.

5) Assegure-se de levar em conta todas as evidencias da graça que você tem visto na igreja – ocasiões em que a obra de Deus é evidente. Se você não pode observar qualquer evidência da graça de Deus, talvez deva examinar outra vez seu próprio coração ( Mt.7.3-5)

6) Seja humilde. Reconheça que você não dispõe de todos os fatos e avalie amavelmente as pessoas e as circunstâncias – proporcione-lhes o benefício da dúvida.

7) Não divida o corpo.

8) Tenha muito cuidado para mostrar descontentamento mesmo entre seus amigos mais chegados. Lembre-se: você não quer nada que obstrua o crescimento espiritual deles na igreja. Rejeite qualquer desejo por fofoca ( as vezes referida como expressar seus pensamentos ou dizer como se sente

9) Ore em favor e abençoe a igreja e a sua liderança. Descubra maneiras de tornar isso prático.

10) Se você foi magoado, perdoe, assim como você foi perdoado.


Extraído pelo pastor Carlos Augusto Lopes do Livro “O que é uma Igreja Saudável?
Mark Dever - Editora Fiel

Pastor Carlos Augusto Lopes

segunda-feira, 12 de julho de 2010

POEMAS DA CRIAÇÃO: SOBERANIA, BELEZA E LIBERDADE.

No Princípio criou Deus os Céus e a Terra (Gn.1.1)

Em linguagem teológica Deus é o Único Ser Eterno, causou todas as coisas e não foi causado por nada. De Eternidade a Eternidade Ele é Deus diz o santo livro.

Somente Ele o Eterno é que Existia, nada além Dele existia e nada além Dele poderia dar vida e dignidade, beleza e simetria.

Nada poderíamos saber de sua majestade, soberania e graça, porem Deus não se escondeu no véu impermeável da eternidade e nem se escondeu na masmorra intocável de sua glória e santidade.

O silencio inviolável do Deus Trino é quebrado na regência inquestionável de sua voz que brada retumbante até os dias de hoje ecoando a bela canção divinal: “E Disse Deus”

A candura de Deus e a sua voz soberana cria, decora e enfeita o universo. Em Genesis o universo pelo Ato soberano de Deus veio a existir e este existir tem rima, ritmo e dinamismo, contudo tem beleza, coroação, respeito , brilho e mistério.

No Primeiro livro da Bíblia, Deus o Eterno se revela, se mostra se aproxima e com isto outra existência ocorre no percurso santo da criação.

Deus se deixa conhecer e o conhecimento do seu Ser é o víeis de tudo que é sagrado, belo e fulgor

É no Conhecimento de Deus que eu entendo a minha existência, propósito e destino. É no Conhecimento de Deus e de sua revelação que eu respondo a poética, filosófica e teológica pergunta: De onde eu vim, o que estou fazendo aqui e para onde eu irei!

Neste ato simétrico a afirmação militar do Imperador César “ Vi, Vim e Venci” pode ser parafraseada por “Fui Criado, Fui Amado e Fui Chamado”.

Fora de Deus não existe e nem existirá conhecimento do seu Ser e nem conhecimento seguro de suas obras. Sem o Ato Soberano de Deus não existiria o Universo com sua beleza e complexidade.

Sem a Auto Revelação de Deus, não existiria o conhecimento prático de sua pessoa e com isto não existiria a Bíblia e nem a teologia ciência esta que estuda Deus e tudo que está relacionado a Ele.

Na verdade sem o ato criativo de Deus nada existiria, pois o nada não produz absolutamente nada. Com isto não existiria o homem este ser pensante e inquietante.

O homem pela vontade divina também cria não a criação oriunda de Deus, pois ele não é Deus é criatura mais a criação que Deus estabeleceu que ele criasse. O ser-humano não é um agente passivo na criação de Deus mais ele é um agente ativo no mundo de Deus e suas atitudes serão avaliadas e julgadas por Deus.

Se o homem não fosse criado por Deus não haveria criação humana, invenção antropológica, conquistas, mundo das idéias, pensamentos, argumentos, projetos, sentimentos, sonhos, realizações, afetos sociedade ,família e religião,pois o homem não é fruto colhido do polmar da mutação e do acaso, pelo contrário ele faz parte da teia sagrada do berechin bíblico.

O homem é a coroa da criação de Deus mais ele não é o centro do universo, pois a centralidade do universo é Deus o criador inquestionável.

Deus do nada criou tudo e não precisou de nada para criar o que hoje existe. O criador também é o sustentador de tudo e do seu trono Ele governa com maestria e soberania o mundo e se deleita na sua criação.

Em sua bondade Deus preparou uma casa para os homens habitarem. Em linguagem poética poderíamos dizer que o eterno fez uma tenda para nós morarmos. Em linguagem teológica ai esta a graça comum de Deus, suprindo as necessidades humanas. Deus nos dá pão, alimento,salvação, proteção, alegria, suprimento oriundos da sua majestosa criação.

O mundo foi criado fora de Deus e com isto Deus é transcendente e divinamente imanente ou seja esta “fora” mais também esta “dentro” e isso não é panteísmo barato que reduz a divindade dizendo que “tudo” é Deus assassinando no ninho a bela doutrina da criação.

Pelo contrário Deus é um Ser auto Existente e fato é que nada existe fora Dele. Deus é Independente, pois, Ele não depende do universo criado. Ele é Deus eterno e se completa em si mesmo.

Deus é Auto Suficiente e criou o mundo não por que estava entediado ou em solidão como os mortais mais Ele criou o universo com um propósito claro e santo. Deus o Deus Auto Suficiente criou tudo para o louvor da sua glória.

Nós mortais é que dependemos dele em tudo, mais ele nada depende de nós ou da sua criação. Ele é livre, soberano, gracioso, criador, onisciente, onipotente, onipresente, majestoso o Grande Eu Sou.

As palavras de Gênesis devem sempre fazer parte da nossa existência: “No Princípio Criou Deus os Céus e a Terra”.

Pastor Carlos Augusto Lopes
Teólogo